domingo, 21 de maio de 2017

Notícia DÃO E DEMO
No âmbito do dia internacional dos museus, a diretora do Museu Nacional Grão Vasco de Viseu, Paula Cardoso, esteve na RTP, no telejornal da RTP3, no dia 19 de maio, e no programa Sociedade Civil, da RTP2, a comentar o facto de este museu ter sido aquele que em 2016 teve maior número de visitantes dentre os museus fora de Lisboa.
No telejornal da RTP 3 (entre 24’50” e 27’20”) foi devidamente enfatizado o facto de o Museu Grão Vasco ter tido em 2016, no ano das comemorações do centenário, 114 568 visitantes, apresentando um aumento de 40% no número de visitantes nos últimos cinco anos. Para além disso Paula Cardoso referiu-se ao espólio do museu, nomeadamente às pinturas de Vasco Fernandes.
no programa sociedade civil da RTP2 (entre 42’45” e 46’10”) a diretora do Museu esteve em direto via skype, numa comunicação que não tinha as melhoras condições técnicas, e aí Paula Cardoso foi dando falou dos tesouros nacionais que integram a exposição permanente do museu e, igualmente, da abertura do museu aos mais variados públicos e às mais variadas faixas etárias.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Colóquio sobre a formação desportiva e competição |Dia 19 maio às 21 h | Casa Cultura de Sátão

Vai ter lugar na próxima sexta-feira, dia 19 de maio, às 21 horas, mais um colóquio coorganizado pelo Agrupamento de Escolas de Sátão e pelo jornal digital Dão e Demo.
Desta feita a temática centra-se no futebol, na formação desportiva e na competição, tendo como principal convidado o selecionador nacional de futebol feminino, Francisco Neto, o responsável pelo apuramento da seleção portuguesa de futebol feminino para o europeu da modalidade.
Mas para além de Francisco Neto irão também estar na Casa da Cultura de Sátão, o professor Carlos Paixão, que durante muitos anos esteve ligado às camadas jovens de futebol, em Sátão, e ainda um jovem jogador, hoje estudante universitário, que efetuou toda a sua formação futebolística na formação desportiva, Francisco Santos.
Quanto à moderação, essa estará por conta de Acácio Pinto.

O colóquio terá lugar a partir das 21 horas, tem entrada livre, e pretende-se que haja uma grande interação com a plateia que pode diretamente questionar os elementos da mesa.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

CCAM do Vale do Dão e Alto Vouga apresentou um resultado positivo de 551 mil euros em 2016

Notícia DÃO E DEMO
O Crédito Agrícola do Vale do Dão e Alto Vouga apresentou em conferência de imprensa os resultados de 2016 e que se cifraram num resultado positivo de 551 mil euros dando assim continuidade aos resultados de anos anteriores, igualmente positivos.
Vítor Gomes, administrador executivo e presidente da instituição, acompanhado por João Coelho, o outro administrador executivo, a este propósito deixou bem claro que a Caixa ao longo do ano de 2016 teve “uma evolução bastante positiva, considerando a envolvente macroeconómica que se traduziu numa situação financeira sólida, liquidez alargada, bons indicadores de risco e capacidade de gerar resultados, alicerçada na sua implementação de banco local consolidado.”
O Crédito Agrícola tem um estatuto de banco cooperativo local, inserido num Grupo Nacional (Grupo Credito Agrícola), com uma composição de capital exclusivamente português, o que lhe confere “a autonomia suficiente e a particularidade para ser cada vez mais um banco de proximidade, vocacionado para o apoio e desenvolvimento da sua região e dos mercados locais”, explicou Vítor Gomes.
“Num contexto de quebra generalizada das margens na atividade do setor bancário em Portugal, que tem sido induzida pelo esmagamento substancial da margem financeira, foi e continuará a ser importante, termos um programa de ação assente na concentração de esforços de comercialização em segmentos promissores e em produtos e serviços geradores de margem complementar que contribuam para colmatar a fraca procura de crédito, (p. ex. seguros, fundos de investimento, fundos de pensões para empresas, meios eletrónicos de pagamento, serviços transacionais de cobranças e transferências), algo em que assentou uma parte significativa da nossa margem no ano findo e que foi geradora de contrapartidas financeiras bastante interessantes”, referiu o administrador executivo, para de seguida apresentar os principais indicadores da atividade em 2016 que se traduziram nos seguintes valores:
“Os ativos totais sob gestão em 31 dezembro 2016 eram de 161,6 milhões de euros representando o ativo líquido 156,8 M€, aumentou 8 M€ (5,61%) em relação ao homólogo.
Os capitais próprios de 18,6 milhões de euros tiveram um crescimento líquido de 1,0 M€ (1 milhão de euros) relativamente ao ano anterior.
Para este crescimento contribuiu a entrada de novos associados (197), a atualização de capital por parte de alguns sócios mais antigos, assim como parte dos resultados do exercício.
No que concerne à atividade comercial de captação total de recursos, no final do exercício económico de 2016 verificava-se um crescimento de 6,2 M€, o que também veio a ter reflexos na nossa rendibilidade, tendo como lado positivo o aumento da liquidez.
A carteira de crédito concedido em termos de saldo global teve um crescimento líquido de 1,5 M€ em relação ao homólogo, encerrando o ano com 54,2 M€. Este fraco crescimento espelha essencialmente a falta de procura de “bom crédito” por parte dos investidores na nossa região.”
E depois de uma informação exaustiva sobre os mais diversos indicadores de gestão de 2016, Vítor Gomes concluiu dizendo que “apesar do ano difícil foi possível através de uma gestão sã e prudente apresentar os resultados líquidos de impostos 551 m€.”
Para além dos indicadores, Vítor Gomes falou ainda da atividade seguradora, das parcerias com os alunos e com as escolas de região, dos apoios aos agricultores a nível de candidaturas e subsídios e das parcerias com diversos eventos de âmbito regional de natureza económica, cultural, desportiva e empreendedorismo e da promoção dos produtos endógenos da região, com destaque para o território de abrangência da Caixa Agrícola do Vale do Dão e do Alto Vouga, que engloba os concelhos de Mangualde, Penalva do Castelo, Sátão e Vila Nova de Paiva.

domingo, 23 de abril de 2017

Afinal, foram muitas as pessoas de Sátão que interagiram com Aquilino Ribeiro...

Notícia DÃO E DEMO
Autarcas de Vila Nova de Paiva, Sernancelhe e Moimenta da Beira marcaram presença na Casa da Cultura de Sátão, em mais um colóquio Dão e Demo: O SÁTÃO NA GEOGRAFIA SENTIMENTAL DE AQUILINO

Com depoimentos dos presidentes das câmaras de Vila Nova de Paiva, Sernancelhe e Moimenta da Beira, respetivamente, José Morgado Ribeiro, Carlos Silva e José Eduardo Ferreira, encerrou-se, com chave de ouro, esta sexta-feira, dia 21 de abril, mais um colóquio Dão e Demo, desta feita centrado no escritor Aquilino Ribeiro, ele que imortalizou as terras do demo. Os três presidentes, a uma só voz, enalteceram a iniciativa, partilharam da universalidade do mestre e disponibilizaram-se para acrescentar “valor” a iniciativas em torno de Aquilino Ribeiro, da sua vida e obra, eles que são os administradores da Fundação que tem o nome do escritor, com sede em Soutosa.
Antes, na Casa da Cultura de Sátão, a voz foi dos nossos convidados, que deliciaram os presentes com aspetos da vida e da obra de Aquilino, mas também com pormenores das incursões do mestre em terras de Sátão, nomeadamente em Ferreira de Aves, ou ainda com iniciativas que no Sátão já haviam sido efetuadas, centradas no mestre.
Se a vida e a obra de Aquilino Ribeiro, circunstanciada, pormenorizada e ilustrada com fotografias raras, nos foi trazida por Paulo Neto, um comunicador que se empolga sempre com a temática aquiliniana, já a revisitação de iniciativas promovidas em Sátão, na Escola Secundária, foram detalhadas com aspetos sentimentais por Ana Albuquerque. Por seu lado, Alberto Correia fez uma leitura recheada de aspetos das obras de Aquilino, com particularidades do livro “Geografia Sentimental”, e Isabel Segorbe, que encerrou as comunicações, partilhou com os presentes alguns aspetos inéditos de fugas à pide em casa de seus familiares em Ferreira de Aves, onde Aquilino tanto vezes teve guarida e proteção, ela que o conheceu revelando inúmeros factos em que pessoas de Ferreira interagiram com o mestre e que o mestre retratou nas suas obras.
Do público, no final dos oradores convidados, vieram, de Vítor Figueiredo e de Carlos Paixão, algumas considerações que acrescentaram pormenores relevantes ao colóquio.
Oportunamente iremos apresentar, no canal Dão e Demo do youtube, para memória futura, os vídeos com as intervenções, que aconteceram na Casa da Cultura de Sátão, neste colóquio designado de “O Sátão na Geografia Sentimental de Aquilino”.

sábado, 22 de abril de 2017

Afinal, foram muitas as pessoas de Sátão que interagiram com Aquilino Ribeiro...

NOTÍCIA DÃO E DEMO
Autarcas de Vila Nova de Paiva, Sernancelhe e Moimenta da Beira marcaram presença na Casa da Cultura de Sátão. em mais um colóquio Dão e Demo: O SÁTÃO NA GEOGRAFIA SENTIMENTAL DE AQUILINO

Com depoimentos dos presidentes das câmaras de Vila Nova de Paiva, Sernancelhe e Moimenta da Beira, respetivamente, José Morgado Ribeiro, Carlos Silva e José Eduardo Ferreira encerrou-se, com chave de ouro, esta sexta-feira, dia 21 de abril, mais um colóquio Dão e Demo, desta feita centrado no escritor Aquilino Ribeiro, que imortalizou as terras do demo. Todos os eles, a uma só voz, enalteceram a iniciativa, partilharam da universalidade do mestre e se disponibilizaram para acrescentar “valor” a iniciativas em torno de Aquilino Ribeiro, eles que são os administradores da Fundação que tem o nome do escritor, com sede em Soutosa.
Antes, na Casa da Cultura de Sátão, a voz foi dos nossos convidados, que deliciaram os presentes com aspetos da vida e da obra de Aquilino, mas também com pormenores das incursões do mestre em terras de Sátão, nomeadamente em Ferreira de Aves, ou ainda com iniciativas que no Sátão já haviam sido efetuadas, centradas no mestre.
Se a vida e a obra de Aquilino Ribeiro, circunstanciada, pormenorizada e ilustrada com fotografias raras, nos foi trazida por Paulo Neto, um comunicador que se empolga sempre com a temática aquiliniana, já a revisitação de iniciativas promovidas em Sátão, na Escola Secundária, foram detalhadas com aspetos sentimentais por Ana Albuquerque. Por seu lado, Alberto Correia fez uma leitura, recheada de aspetos das obras de Aquilino, com particularidades do livro “Geografia Sentimental” e Isabel Segorbe, que encerrou as comunicações, partilhou com os presentes alguns aspetos inéditos, de fugas à pide, relacionados com Aquilino, ela que o conheceu e que tinha inúmeros familiares, que circunstanciou, no círculo de amigos do escritor, alguns deles retratados nas suas obras.
Do público, no final dos oradores convidados, vieram, de Vítor Figueiredo e de Carlos Paixão, algumas considerações que acrescentaram pormenores relevantes ao colóquio.
Oportunamente iremos apresentar, no canal Dão e Demo do youtube, para memória futura, os vídeos com as intervenções, que aconteceram na Casa da Cultura de Sátão, neste colóquio designado de “O Sátão na Geografia Sentimental de Aquilino”.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

O Sátão na Geografia Sentimental de Aquilino: em debate na Casa da Cultura | 21 de abril | 21 horas

Notícia Dão e Demo
Vai ter lugar esta sexta-feira, dia 21 de abril, na Casa da Cultura de Sátão mais um colóquio Dão e Demo desta feita em torno de Aquilino Ribeiro, escritor da nossa região nascido no Carregal, concelho de Sernancelhe, tendo vivido em Soutosa, concelho de Moimenta da Beira e que retratou, como ninguém, as gentes e as terras que designou do demo.
“O Sátão na Geografia Sentimental de Aquilino” visa assim trazer a debate aspetos da sua vida e da sua obra que tenham ligações ao Sátão.
Como oradores irão estar na Casa da Cultura de Sátão Alberto Correia, Ana Albuquerque, Isabel Segorbe e Paulo Neto, estando previsto no final das intervenções um espaço de debate em que será dada a oportunidade ao público para efetuar considerações ou colocar questões sobre o tema em debate.

domingo, 9 de abril de 2017

Foram reveladas esta sexta-feira as 49 aldeias finalistas das 7 Maravilhas de Portugal

Notícia DÃO E DEMO
Foram reveladas esta sexta-feira, dia 7 de abril, as aldeias candidatas às 7 maravilhas de Portugal – aldeias. Trata-se de 49 aldeias, dentre as 322 iniciais, ou seja, 7 aldeias que foram selecionadas por cada uma das 7 categorias a concurso e que irão ser tema de sete galas a serem transmitidas pela RTP a partir de 9 de julho.
Segundo o JN, todos os domingos serão apuradas duas aldeias finalistas em cada categoria e no dia 20 de agosto serão conhecidas as 14 finalistas que irão a votos. As maravilhas vencedoras serão anunciadas a 3 de setembro.
Da região Dão e Demo nenhuma das candidatas foi selecionada. Abel Estefânio, um dos principais dinamizadores deste evento na região, já assumiu na sua página do facebook que os objetivos foram cumpridos, pese embora a não seleção . Abel Estefânio relativamente à candidatura de Rãs, que dinamizou com Eduardo Lopes, disse que “cremos poder afirmar termos conseguido atingir os objetivos de divulgação do Santuário de Nosso Senhor dos Caminhos que nos propusemos realizar. Mas o trabalho não acaba aqui. O concurso nunca foi entendido como um fim em si mesmo, mas como um meio para transmitirmos um projeto de futuro para a nossa aldeia.”
De recordar que do concelho de Sátão tinham-se apresentado a concurso três aldeias: Forles, candidatada pela Câmara, Tojal, candidatada pela Junta e Rãs, candidatada por um conjunto de pessoas da aldeia. Igualmente se tinha candidatado a aldeia da Lapa, do concelho de Sernancelhe.
EIS A LISTA DAS 49 FINALISTAS
Aldeias rurais
Alegrete, Portalegre (Alentejo e Ribatejo)
Cachopo, Tavira (Algarve)
Casal de São Simão, Figueiró dos Vinhos (Centro)
Faial, Santana (Madeira)
Manhouce, São Pedro do Sul (Centro)
Paderne, Albufeira (Algarve)
Sistelo, Arcos de Valdevez (Norte)
Aldeias ribeirinhas
Aldeia da Luz, Mourão (Alentejo e Ribatejo)
Dornes, Ferreira do Zêzere (Centro)
Escaroupim, Salvaterra de Magos (Alentejo e Ribatejo)
Furnas, Povoação (Açores)
Santa Clara-a-Velha, Odemira (Alentejo e Ribatejo)
Sete Cidades, Ponta Delgada (Açores)
Vilarinho de Negrões, Montalegre (Norte)
Aldeias remotas
Aldeia da Pena, São Pedro do Sul (Centro)
Branda da Aveleira, Melgaço (Norte)
Castro Laboreiro, Melgaço (Norte)
Curral das Freiras, Câmara de Lobos (Madeira)
Fajã de São João, Calheta (Açores)
Gondramaz, Miranda do Corvo (Centro)
Piódão, Arganil (Centro)
Aldeias em áreas protegidas
Aldeia das Salinas da Fonte da Bica, Rio Maior (Alentejo e Ribatejo)
Bordeira, Aljezur (Algarve)
Chão da Ribeira, Porto Moniz (Madeira)
Lindoso, Ponte da Barca (Norte)
Penedo, Sintra (Lisboa e Vale do Tejo)
Rio de Onor, Bragança (Norte)
São Lourenço, Vila do Porto (Açores)
Aldeias monumento
Almeida (Centro)
Estoi, Faro (Algarve)
Evoramonte, Estremoz (Alentejo e Ribatejo)
Idanha-a-Velha, Idanha-a-Nova (Centro)
Monsanto, Idanha-a-Nova (Centro)
Monsaraz, Reguengos de Monsaraz (Alentejo e Ribatejo)
Sortelha (Centro)
Aldeias de mar
Azenhas do Mar, Sintra (Lisboa e Vale do Tejo)
Costa Nova, Ílhavo (Centro)
Fajã dos Cubres, Calheta (Açores)
Ferragudo, Lagoa (Algarve)
Porto Covo, Sines (Alentejo e Ribatejo)
Porto Moniz (Madeira)
Zambujeira do Mar, Odemira (Alentejo e Ribatejo)
Aldeias autênticas
Aldeia do Xisto de Cerdeira, Lousã (Centro)
Alte, Loulé (Algarve)
Biscoitos, Praia da Vitória (Açores)
Castelo Rodrigo, Figueira de Castelo Rodrigo (Centro)
Fontão de Loriga, Seia (Centro)
Montesinho, Bragança (Norte)
Podence, Macedo de Cavaleiros (Norte)

terça-feira, 28 de março de 2017

Aluna de Sátão foi premiada no concurso ‘Faça lá um Poema’

Notícia DÃO E DEMO
Aluna de Sátão, da Escola Ferreira Lapa, Irina Mendes, ficou em 2º lugar no concurso nacional “Faça lá um Poema”, na categoria do 2º ciclo.
O Plano Nacional de Leitura tem lançado, de há oito anos a esta parte, o desafio às escolas públicas e privadas de todo o país, para a participação de alunos, dos níveis de ensino Básico e Secundário, no Concurso “Faça lá um Poema”.
A edição deste ano contou com a colaboração da Fundação Centro Cultural de Belém (CCB) no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Poesia. Assim, as comemorações do Dia Mundial da Poesia foram adiadas de 21 para 25 de março, no passado sábado e nesse dia decorreu a entrega dos prémios aos alunos presentes e uma homenagem simbólica, orquestrada pelo grupo Fábrica das Artes, a Mário Cesariny,  poeta e pintor surrealista.
É de salientar que estiveram em apreciação 490 poemas, provenientes de cerca de 130 escolas de todo o país, para apuramento dos três vencedores de cada ciclo de ensino.
O nosso agrupamento tem participado, desde sempre, no concurso “Faça lá um Poema”, contudo  só este ano tivemos o grato prazer de ser contemplados com um honroso segundo lugar, ao nível do 2º ciclo, atribuído ao trabalho/poema da aluna Irina Mendes do 5º B, da Escola Básica Ferreira Lapa.
Foi com muito orgulho que os pais acompanharam a aluna até ao CCB, em Lisboa, onde decorreu a cerimónia de entrega dos prémios aos alunos do 1º , 2º  e 3º  ciclos do Ensino Básico e Ensino Secundário.
A nível de  escola, a equipa da Biblioteca, que divulga e dinamiza esta atividade, procedeu ao apuramento daquele que foi considerado o melhor poema de entre os que se apresentaram a concurso das turmas do 5º e 6º ano, uma vez que o regulamento só permite concorrer com um trabalho por ciclo.
A Irina está de parabéns, foi um dia bem recheado de emoções, que ela viveu com muita calma e serenidade, representando muito bem o nosso agrupamento, tanto na postura como na apresentação do seu poema.
No público esteviram presentes os familiares dos alunos premiados, professores,  alguns dos membros do júri, o Comissário do PNL, Fernando Pinto Amaral e os senhores Secretário de Estado da Educação, João Costa e Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.
Usando algumas das palavras aí referidas e que subscrevo como minhas, devemos congratular-nos com o facto de haver tantos jovens que lêem e que escrevem (tão bem, diria eu), mas a nossa aposta tem de ser, continuar sempre, e cada vez mais, a incentivar e orientar os nososs jovens nos caminhos da leitura e da escrita.
Rosa Quinteiro

segunda-feira, 20 de março de 2017

Marco Almeida com casa completamente cheia na apresentação da sua candidatura

Notícia DÃO E DEMO
O candidato do PS a presidente da União de Freguesias de Freguesias de Mangualde, Mesquitela e Cunha Alta, não poderia ter aspirado a melhor arranque, pois o auditório do complexo paroquial de Mangualde foi pequeno para todos quantos quiseram ouvir o candidato.
Mas as primeiras palavras de elogio do candidato partiram precisamente do atual presidente da junta, Bernardino Azevedo, mandatário do candidato, que não deixou de dizer que “Marco Almeida é o melhor candidato, pelas suas qualidades pessoais, competência, experiência e capacidade de saber ouvir”, a quem pediu que soubesse dizer sim e dizer não, acrescentando que a junta ficaria em boas mãos.
João Azevedo, presidente da câmara municipal, de seguida, aproveitou para deixar um grande tributo a Bernardino Azevedo, pelo enorme trabalho de dedicação, proximidade e competência à sua terra, à sua freguesia, não deixando, igualmente, de dizer que finalmente a câmara de Mangualde, fruto de um grande trabalho de todos ter conseguido reduzir a dívida da autarquia e estar a viver agora um tempo novo que vai permitir alavancar novos investimentos. Não deixei igualmente de enaltecer as qualidades de trabalho e de competência do candidato Marco Almeida.
Maria Manuel Leitão Marques, ela que foi cabeça de lista do PS às legislativas, e atualmente desempenha as funções de ministra da presidência, com quem Marco Almeida trabalhou como adjunto no seu gabinete, foi outra voz que não poupou elogios ao candidato do PS, a quem augurou os maiores êxitos e desejou um excelente trabalho em defesa das populações da sua terra.
Já Marco Almeida, a encerrar depois dos agradecimentos aos presentes disse que a sua candidatura “é em primeiro lugar um ato de cidadania, uma missão de um vasto número de mangualdenses ao qual destinamos todo o nosso empenhamento, dinâmica e capacidades. Sempre apoiada na participação e colaboração de todos vós.”
E o candidato referiu de seguida que “este é um projeto que pretende iniciar um novo ciclo. Um novo ciclo que respeita e admira o anterior, dando continuidade ao que de bom foi feito, mas que não descurará a necessidade de inovar todos os dias, quer nas funções e serviços a prestar às populações, quer no relacionamento com os cidadãos”, deixando as quatro áreas de intervenção do projeto que são “i) criar estruturas de apoio à infância; ii) implementar estratégias para a fixação de jovens; iii) apoiar os idosos; iv) introduzir novas políticas de comunicação e aproximação”.
E a finalizar, Marco Almeida, referiu-se à família dizendo que não podia deixar de “agradecer todo o apoio que a minha família me tem dado ao longo de todo o meu percurso politico e profissional, em especial à minha mulher e ao meu filho. É também para eles que o meu esforço e dedicação à causa pública se destina.”

domingo, 19 de março de 2017

Eduardo Lopes e Abel Estefânio escrevem ao Turismo do Centro na defesa da candidatura de Rãs

Com data de 17 de março, Eduardo Lopes e Abel Estefânio, os dois principais rostos e obreiros da candidatura de Rãs às 7 Maravilhas de Portugal – aldeias, escreveram ao presidente do Turismo do Centro de Portugal, Pedro Machado, no sentido de o convidarem a”aceitar a tutela da candidatura e, nos termos da alínea b) do artigo 6.2.4 do respetivo Regulamento, que a partir da 2ª fase (se lá chegarmos, como esperamos) diligencie para que a candidatura seja adotada e assumida por uma entidade pública local”.
E em defesa da candidatura enunciam no respetivo mail alguns dos aspetos mais relevantes alusivas à candidatura de Rãs, referindo-se à festa de Nosso Senhor dos Caminhos e a um excerto de um texto do escritor Aquilino Ribeiro alusivo à mesma festa.
Igualmente anexaram fotografias e o texto da candidatura.
Eis o teor integral do mail:
«Exmo. Senhor Presidente do Turismo do Centro de Portugal,
Dr. Pedro Machado,
Na qualidade de promotores da candidatura da aldeia de Rãs, no concelho de Sátão, ao concurso 7 Maravilhas de Portugal – Aldeias, na categoria aldeia rural, cuja inscrição foi por nós efetuada em representação do povo da aldeia que a patrocinou, vimos solicitar que V/ Exa. se digne aceitar a tutela da candidatura e, nos termos da alínea b) do artigo 6.2.4 do respetivo Regulamento, que a partir da 2ª fase (se lá chegarmos, como esperamos) diligencie para que a candidatura seja adotada e assumida por uma entidade pública local.
Com a festa em honra de Nosso Senhor dos Caminhos, a Rãs é a aldeia que mais gente trás ao nosso concelho e cremos que será a mais importante romaria de aldeia de todo o território da CIM Viseu Dão-Lafões.  O Mestre escritor Aquilino Ribeiro considerava-a uma das três Mecas da Beira: «As romarias da Lapa, dos Remédios, do Senhor dos Caminhos eram esperadas como o Ramadão da liberdade» (in Aldeia, Terra, Gente e Bichos).
Juntamos as fotografias e o texto da candidatura para a divulgação que considerar adequada. Ficaríamos também muito felizes se pudesse colocar a nossa aldeia no novo site do Turismo Centro de Portugal, que está muito apelativo mas que ainda não tem nada sobre o nosso concelho. Ao dispor.
Com os nossos melhores cumprimentos
Eduardo Lopes | Abel Estefânio»

quinta-feira, 16 de março de 2017

Misericórdia de Mangualde vai assinalar os seus 404 anos | 17, 18 e 19 de março

Notícia DÃO E DEMO
Nos próximos dias 17, 18 e 19 de março, a Santa Casa da Misericórdia de Mangualde irá festejar o seu 404º Aniversário com um vasto programa.
No dia 17 de março haverá um concerto do grupo “Coimbra Gospel Choir” a partir das 21 horas e que terá lugar na Igreja da Misericórdia, para de seguida, às 22 horas, se efetuar a inauguração da exposição de pintura “Património cultural edificado de Mangualde – uma visão artística”.
No dia 18 de março, sábado, a partir das 16 horas haverá uma sessão solene, na Igreja da Misericórdia, a que se seguirá às 18 horas a celebração da eucaristia e às 19:30 horas haverá o jantar de aniversário.
No dia 19 de março, domingo, às 15 horas será inaugurada a exposição de fotografia “Rostos da Misericórdia”.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Eduardo Lopes mobilizou vontades e candidatou a aldeia de Rãs ao concurso 7 maravilhas de Portugal - aldeias

Depois de Abel Estefânio ter levantado a questão da candidatura da aldeia de Rãs ao concurso 7 Maravilhas, como demos nota, depois foi o dinamismo de Eduardo Lopes, nas redes sociais, a acalentar a esperança e a motivar as pessoas de Rãs para a concretização desta candidatura.
E assim, foi, depois de inúmeros posts e partilhas nas redes sociais e depois de muitas pessoas se terem disponibilizado a colaborar neste projeto eis que Eduardo Lopes anunciou, hoje, através do facebook que tinham conseguido o objetivo, ou seja, o montante necessário para submeter a candidatura cujo prazo termina a 14 de março.
De recordar que do concelho de Sátão irão estar em concurso a aldeia do Tojal, com a candidatura a ser suportada pela Junta de Freguesia de Sátão, a de Rãs a ser suportado por um conjunto de pessoas da aldeia, conforme referimos.
Eis o teor integral do post de Eduardo Lopes informando da submissão da candidatura:
«E assim conseguimos os 172.20 € necessários para a desejada inscrição.
Agradecer a:
Eduardo Lopes, Marcelo Nascimento Lopes, Nanda Gomes, José Andrade, Alfredo Gomes, Martins Paula, Elsa Ferreira, Maria Fernanda e Joaquim Filipe, Sandra Soares, Eduardo Gomes, Nosso Senhor dos Caminhos, Cscrdr Rãs, Maria Alzira da Silva Almeida ( Abel Estefânio Sousa Almeida), Nelson Be Smart, Agostinho Almeida, Miguel Lopes, Luis Farinha Giroto.
Não interessa o que se deu mas sim a causa para que se deu. Neste momento, na ausência do apoio de quem deveria acreditar na NOSSA ALDEIA, restou-nos a nós, naturais, fazê-lo.
Agradecer ainda a Carlos Lopes e Fotoviseense pelas fotos com que candidatamos a NOSSA ALDEIA. A Abel Estefânio Sousa Almeida por todo o trabalho que teve em imaginar,elaborar, promover e concluir todo o processo. A Acácio Pinto pela divulgação no jornal Dão e Demo.
A todos e em nome de todos, um MUITO OBRIGADO.
"O registo da vossa candidatura nas 7 Maravilhas de Portugal® - Aldeias foi devidamente efetuado, agradecemos a sua participação!"»
Fotos: Facebook de Eduardo Lopes

terça-feira, 14 de março de 2017

Luís Farinha foi educador por uma manhã e deu uma aula diferente aos alunos do Jardim de Infância de Rãs

Notícia DÃO E DEMO
Os alunos do Jardim de Infância de Rãs tiveram na passada sexta-feira, dia 10 de março, uma aula diferente, uma aula que teve como cenário um pinhal envolvente à escola.
O objetivo foi o de dar a conhecer uma lenda, a lenda do Senhor dos Caminhos, contada pelo Luís Farinha, um cidadão e empresário com um estabelecimento comercial, Restaurante e Pizaria Floresta Doce, situado nas imediações do Jardim de Infância.
Recorde-se que o Luís farinha, já este ano letivo, desenvolveu uma outra iniciativa, confeção de pão, junto dos alunos da escola de Rãs.
Esta atividade, inserida no objetivo global de conhecer as histórias materiais e imateriais da terra, foi toda ela idealizada pelo Luís Farinha, que para o efeito construiu um cenário de uma habitação e ele próprio, que foi o narrador, o ator, se vestiu de idoso e acompanhado pela sua viola foi envolvendo os alunos do Jardim num contexto de magia e de sonho.
Mas para além da história, no final da atividade, Luís Farinha ainda ofereceu biscoitos aos alunos do Jardim Infância de Rãs.
Deixamos de seguida a história integral da lenda da construção do santuário de Nosso Senhor dos Caminhos, que foi contada aos alunos, cuja autoria é do Luís Farinha, sob o título “A Bouça da Pega”.
A Bouça da Pega
«Em Rãs, freguesia de Romãs, e concelho de Sátão, o lugar atualmente chamado “Relva”, situado a cerca de 800 metros do santuário de Nosso Senhor dos Caminhos, noutros tempos (bastantes por sinal), chamar-se-ia “Bouça da Pega”.
Nesse lugar morava (numa enorme casa) uma família de gente muito rica. Entre os oito filhos que essa família tinha havia um que era mais desprezado pelos pais. Trabalhava nas terras durante o dia e no fim, às escondidas deles, fugia para uma lindíssima lameira que se situava onde hoje está o santuário de Nosso Senhor dos Caminhos.
Ele gostava daquele lugar, não só pela paz e tranquilidade que lhe trazia mas também porque era por lá que passavam os peregrinos que vinham de toda a zona centro do país e seguiam para a Senhora da Lapa ou para Lamego. Seus pais não gostavam desta atitude do seu filho, ralhavam-lhe e até lhe batiam, proibindo-o de tomar tal atitude, pois eles entendiam que aquilo não lhes trazia benefício nenhum. Mas o filho, às escondidas, gostava de receber bem os peregrinos, com água fresca ou alimentos e até lhes acendia uma fogueira quando estava frio. Ele gostava de indicar aos peregrinos o caminho que deveriam seguir de ali em diante e mesmo que eles já o soubessem ele indicava-lhes de novo o caminho para que não restassem dúvidas. Todos os peregrinos gostavam de por ali passar pois sabiam que encontrariam ali aquele jovem, pessoa tão amável para eles.
Passados alguns anos e quando de novo era altura dos peregrinos por lá passarem, no local onde costumavam encontrar o jovem encontraram um nicho que ali tinha sido erigido. Não foi difícil, para eles, perceberem que ali teria morrido alguém, e rapidamente ficaram a saber que aquele jovem amável ali apareceu morto.
Com o passar do tempo, com tanta tristeza e com a falta que os peregrinos sentiam daquele jovem os peregrinos começaram a comentar que aquele não era um jovem qualquer, que aquele jovem amável era simplesmente Jesus, o Nosso Senhor dos Caminhos.
E foi assim que começaram as romarias àquele lugar onde eram ofertadas moedas de ‘rei’ e esmolas diversas.
E foi, pois, com essas ofertas, que aquela família que morava na “Bouça da Pega” que começou por fazer crescer o que é hoje o lindíssimo santuário de Nosso Senhor dos Caminhos, pois o filho que eles tanto desprezaram tinha-lhes ensinado uma grande lição de amor e os fizera arrepender, para que descobrissem que também eles precisavam de aprender o caminho de Nosso Senhor dos Caminhos.»

domingo, 12 de março de 2017

Abel Estefânio defende candidatura de Rãs às 7 Maravilhas de Portugal - Aldeias

Notícia DÃO E DEMO
Abel Estefânio levantou a questão da candidatura de “Rãs – Santuário de Nosso Senhor dos Caminhos” às 7 Maravilhas de Portugal – Aldeias, cujo prazo termina a 14 de março.
E este apelo de Abel Estefânio, colocado no facebook, visa estimular a candidatura dizendo que é “esta aldeia que traz mais gente ao concelho de Sátão ao longo do ano”. Daí que ele, inclusivamente ofereça uma proposta de texto e fotografias com o intuito de que qualquer “entidade pública, privada ou indivíduo” possa efetuar a candidatura.
Na sequência deste desafio, Eduardo Lopes, responde ao repto de Abel Estefânio desafiando as pessoas de Rãs, dizendo também no facebook que “quem estiver disposto a participar pode contactar-me para ver se há viabilidade financeira para avançar com a candidatura, já que a parte humana já existe.” E acrescenta: “Vá lá pessoal. 5€ que sejam, justificam a união em prol da NOSSA aldeia.”
Recorde-se que o preço da candidatura é de 140 euros mais IVA e que no concelho de Sátão a Junta de Freguesia de Sátão acabou de candidatar o Tojal a este concurso.

RÃS – SANTUÁRIO DO SENHOR DOS CAMINHOS
Eis a proposta de texto apresentada por Abel Estefânio para sustentar a candidatura:
«A aldeia de Rãs, situada no concelho de Sátão, é conhecida por nela se encontrar um dos maiores centros religiosos da região – o famoso Santuário de Nosso Senhor dos Caminhos, que representa para a gente desta povoação a sua maior glória e o mais ardente culto de Fé a Jesus Crucificado. Paralelo à igreja, um formidável peristilo romanticamente inacabado, de quinze colunas do melhor granito regional primorosamente lavradas, constitui a imagem de marca do santuário.
Este lugar aprazível entre pinhais silenciosos alegra-se no domingo da Santíssima Trindade (8º domingo depois da Páscoa), quando um mar de gente, plena de fé, enche o vasto recinto. Com grande brilho litúrgico, realiza-se então uma imponente procissão com os seus guiões e cruzes e com os andores lindamente ornamentados, representando quadros da vida de Cristo desde a Anunciação até à sua Paixão e Morte, sendo o último andor a imagem de Cristo, pregado na Cruz, e celebra-se uma missa solene campal. Os milagres e graças recebidos são testemunhados pelos ex-votos que se acumularam ao longo dos anos, mostrando-nos a fé popular na sua forma mais pura.
Num enquadramento natural de grande beleza, sobranceiro a uma austera penedia e junto ao rio Vouga que corre límpido a pouca distância, onde foi recentemente inaugurada a praia fluvial do Trabulo, o parque do Nosso Senhor dos Caminhos é bastante utilizado para piqueniques durante os meses de verão, aproveitando as mesas e bancos de pedra existentes para esse efeito e servido por várias fontes de nascente.
O fascínio do Senhor dos Caminhos agarra-se aos visitantes e peregrinos e nunca mais os larga. Quem lá vai uma vez tem sempre vontade de lá voltar.»

quarta-feira, 8 de março de 2017

Junta de Sátão candidatou o Tojal ao concurso 7 Maravilhas de Portugal – Aldeias autênticas

Notícia DÃO E DEMO
Através da página do facebook da Freguesia de Sátão acabou de ser divulgado, nesta terça-feira, dia 7 de março, que a Junta de Freguesia de Sátão candidatou a aldeia do Tojal ao concurso 7 Maravilhas de Portugal – Aldeias autênticas.
“Esta candidatura visa a promoção da atividade turística na freguesia, constituindo mais um fator de atração e de dinamização das nossas aldeias”, avança a Freguesia na respetiva página.
Pode ainda ler-se que “o projeto conta com o apoio institucional do Gabinete do Ministro Adjunto, da Secretaria de Estado do Turismo, do Turismo de Portugal, da UMVI – Unidade de Missão para a Valorização do Interior, do ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e Florestas, da Federação Minha Terra, e da Associação Portugal Genial,”
Já quanto ao texto enquadrador e fundamentador desta candidatura e que aí também é apresentado, ele é bem revelador do grande conteúdo patrimonial, histórico, religioso, desta localidade da freguesia mesmo ao lado da vila e que nos mapas do séc. XVII e XVIII o Tojal era mesmo a única localidade assinalada desta área.
Eis o teor integral do texto publicado:
«Candidatura 7 Maravilhas de Portugal – Aldeias
TOJAL – Como um roseiral em Jericó
A aldeia do Tojal, na freguesia e concelho do Sátão, desenvolveu-se à sombra de um convento de freiras da Ordem de S. Domingos, cuja primeira pedra foi lançada em 6 de abril de 1633. O seu fundador, o doutor em cânones Feliciano de Oliva e Sousa, deu ao convento todos os seus bens e a invocação de Nossa Senhora de Oliva, mas o projeto de arquitetura maneirista portuguesa não se realizaria sem dificuldades. O rei Filipe III, ter-lhe-ia dito «Antes vos farei bispo, que permiti-vos o que pedis». Ao que retorquiu o doutor Feliciano «Senhor, de nada desconfio, porque sei que o coração dos reis está nas mãos de Deus».
O certo é que, a escassos três meses da Restauração da independência nacional, deram entrada solene no convento as primeiras religiosas. Oriundas de casa nobres, traziam consigo dotes que contribuíram para o desenvolvimento da localidade, como se constata não só pelas preciosas capelas que possui, mas também pela sua arquitetura civil. Com o advento do liberalismo começaram a faltar os recursos e o convento juntamente com a aldeia entraram em declínio.
O concurso 7 Maravilhas de Portugal – Aldeias poderá servir para chamar a atenção para o valor extraordinário que o Tojal tem, por revelar com que cuidados e com que alto sentido estético se realizavam então obras correntes num recanto da Província. Merece especial atenção a igreja conventual com os retábulos que se integram no estilo joanino e os azulejos polícromos com que estão cobertas as paredes da capela-mor e parte do corpo da igreja. Na porta do sacrário do altar colateral de Nossa Senhora do Rosário uma inscrição latina define o Tojal: “Quasi plantatio rosae in Jericho” (como um roseiral em Jericó).
Por tudo isto, merece bem a pena visitar esta pequena mas bela e graciosa aldeia que a devoção e o bom gosto de um homem fez despontar nas terras do Sátão.
Pelo Sátão!»

terça-feira, 7 de março de 2017

A caminhar por Serrazela, Cruz e Samorim com história(s) à mistura

Notícia DÃO E DEMO
Tal como estava previsto, apesar das ameaças de mau tempo, realizou-se neste sábado, dia 4 de março, a 2ª caminhada cultural organizada pelo Município e pelo Agrupamento de Escolas de Sátão, sob a coordenação e orientação do professor Carlos Paixão.
Do programa constava uma caminhada pela história e pelas histórias das terras e gentes de Serrazela, Cruz e Samorim. E foi isso que aconteceu. Os participantes, mais de meia centena, calcorrearam os caminhos, admiraram monumentos, desfrutaram dos encantos da natureza, partilharam histórias, enriqueceram-se com a história e, sobretudo, ficaram a conhecer um pouco melhor a riqueza patrimonial das terras e gentes destas terras de Sátão.
No final era evidente a satisfação demonstrada pela generalidade dos caminhantes que demonstraram vontade para participar em futuras realizações.
Esta caminhada estava inserida no projeto conjunto, da Câmara Municipal de Sátão e do Agrupamento de Escolas de Sátão, realizado no âmbito da Medida 5-Inclusão Cultural e Cidadania, do Plano Estratégico para a Promoção do Sucesso Escolar.

Chegou ao fim a prova que fez de Aguiar da Beira a capital mundial de orientação, com atletas de 21 países

DÃO E DEMO

Foi com as vitórias de Thierry Gueorgiou e Maren Jansson Haverstad, que chegou ao fim o Aguiar da Beira O 'Meeting 2017. Depois de três etapas em dois dias de competição, eles foram os mais rápidos, concluindo da melhor maneira a sua passagem por Portugal. Na entrega dos prémios estiveram presentes João Paulo Rebelo, Secretário de Estado da Juventude e Desporto e Joaquim Bonifácio, Presidente da Câmara Municipal de Aguiar da Beira.

Realizou-se este fim-de-semana, dias 04 e 05 de março, em Aguiar da Beira, o Aguiar da Beira “O” Meeting 2017 (ABOM’17), organizado em parceria pelo Clube de Orientação de Estarreja (Ori-Estarreja, Estarreja)e o município de Aguiar da Beira.
Com três etapas pontuáveis para a Taça de Portugal VITALIS de Orientação Pedestre 2017 (TP Ped 2017), de distância média, sprint e distância longa, os percursos de elite feminina e masculina das duas primeiras também eram pontuáveis para o Ranking Mundial da Federação Internacional de Orientação (IOF WRE).
A primeira e a terceira etapas decorreram no mapa de “Aguiar da Beira Norte”, onde os atletas tiveram de cumprir percursos de elevada exigência técnica, percorrendo paisagens deslumbrantes com imensos detalhes rochosos.
Na etapa distância média estiveram presentes grandes figuras mundiais da modalidade. A grande vencedora do escalão elite feminina foi Svetlana Mironova, atleta que gastou pouco mais de 40 minutos para completar o seu percurso, menos 15 segundos que Ekaterina Nikitina, segunda classificada, e 30 segundos que a terceira, a sua colega de equipa Urika Uotila. As melhores atletas femininas portuguesas foram Mariana Moreira (CPOC Oeiras) e Carolina Delgado (GD4C, Matosinhos). No escalão seniores masculinos a luta pela vitória foi um pouco mais renhida, com o francês Thierry Gueorgiou a vencer o norueguês Olav Lundanes por apenas 5 segundos de diferença, ficando em terceiro lugar Albin Ridefelt a quase 2 minutos. Manuel Horta (Gafanhori, Arraiolos) e Pedro Nogueira (ADFA, Évora) foram os dois melhores atletas portugueses.
Na etapa da distância longa, disputada na manhã de domingo, a grande vencedora foi Maren Jansson Haverstad, com uma vitória folgada de quase 4 minutos de vantagem sobre Svetlana Mironova e Urika Uotila, atletas que tinham ocupado lugares do pódio na etapa de distância média do dia anterior. No sector masculino Thierry Gueorgiou e Olav Lundanes mantiveram a classificação do dia anterior, primeiro lugar para Thierry e segundo para Olav, tendo Graham Gristwood subido ao terceiro lugar do pódio.
Entre as duas etapas referidas, na tarde de sábado 4 de março, a vila de Aguiar da Beira foi preparada para ser palco de uma etapa de sprint pontuável para o ranking mundial de atletas. Para aumentar o grau de dificuldade técnica do percurso e o espetáculo do evento a organização montou barreiras artificiais nas ruas. Ekaterina Nikita foi a grande vencedora do desafio no escalão de elite feminina, com uma vantagem de meio minuto sobre Fanni Gyurko. O pódio deste escalão ficou completo com duas atletas portuguesas, Mariana Moreira (CPOC, Oeiras) em terceiro lugar e Carolina Delgado (GD4C, Matosinhos) em quinto. No escalão masculino o vencedor foi o espanhol Andreu Blanes, com uma vantagem de quase 1 minuto sobre o seu compatriota Edurdo Gil. O terceiro lugar do pódio foi para Albin Ridefelt, sendo João Mega Figueiredo (CN Alvito, Alvito) e Pedro Nogueira (ADFA, Évora) os melhores atletas portugueses.
Este evento que encerrou o ciclo de três eventos consecutivos em que Portugal foi o palco maior da Orientação mundial e contou com a presença de João Paulo Rebelo, Secretário de Estado da Juventude e do Desporto que presidiu à cerimónia de entrega de prémios atribuídos pela soma das três etapas do evento. Num duelo em que estiveram presentes vários campeões mundiais, nos principais escalões as vitórias foram para a norueguesa Maren Jansson Haverstad para o francês Thierry Gueorgiou, no escalão feminino e masculino respetivamente.
Por clubes, a vitória foi para o Clube de Orientação do Centro (COC, Leiria), a Associação dos Deficientes das Forças Armadas (ADFA, Évora) classificou-se em segundo lugar e em terceiro ficou o Grupo Desportivo 4 Caminhos (GD4C, Matosinhos).
O português, Luis Barreiro (NADA) foi o melhor classificado da Elite Masculina, terminando na 42ª posição, enquanto Filipa Rodrigues (ADFA) foi a melhor na Elite Feminina, encerrando a sua participação no evento na 10ª posição.
Lista dos Países Representados (21) com o respetivo número de participantes:
  • Áustria - 1
  • Bélgica – 1
  • Brasil – 1
  • Bulgária – 9
  • Canadá – 2
  • Dinamarca – 5
  • Espanha – 69
  • Estónia – 1
  • Finlândia – 83
  • França – 12
  • Reino Unido – 18
  • Alemanha – 16
  • Hong Kong – 1
  • Itália – 4
  • Lituânia – 3
  • Noruega – 37
  • Polonia – 14
  • Portugal – 377
  • Rússia – 22
  • Suíça - 38

sábado, 4 de março de 2017

Aguiar da Beira recebe este fim de semana prova de orientação ‘O’ Meeting 2017

Notícia DÃO E DEMO
É neste fim de semana que vai decorrer em Aguiar da Beira o “O” Meeting 2017. Este evento tem a organização do Ori-Estarreja e conta com a colaboração da Câmara Municipal de Aguiar da Beira.
O ABOM 2017 é um evento de Orientação Pedestre que será constituído por três etapas, uma distância média, um sprint e uma distância longa, como Dão e Demo já havia dado conta.
Este evento conta para a Taça de Portugal Vitalis e para o Ranking Mundial.
Para este evento previsto para os dias 3, 4 e 5 de março de 2017, depois de outros eventos desta modalidade já realizados no concelho, o Ori-Estarreja, desafia todos a participarem dizendo que sejam “atleta, amante da natureza ou alguém que nunca participou numa prova de Orientação”, todos estão convidados a inscreverem-se e a participarem.

sexta-feira, 3 de março de 2017

Câmara de Moimenta da Beira vai reeditar o livro ‘O homem da Nave’ de Aquilino Ribeiro

Notícia DÃO E DEMO
Depois da reedição de “Cinco Réis de Gente”, o ano passado, pela Câmara Municipal de Sernancelhe, em parceria com a Bertrand, segue-se agora “O Homem da Nave”, reimpressão patrocinada desta vez pela Câmara Municipal de Moimenta da Beira, novamente em parceria com a Bertrand, a editora de sempre do mestre.
O acordo foi assinado em Lisboa, na sede da Bertrand, por Eduardo Boavida, diretor editorial, e José Eduardo Ferreira, presidente da Câmara Municipal de Moimenta da Beira, na presença do congénere de Sernancelhe, Carlos Silva Santiago, e de Aquilino Ribeiro Machado, neto do escritor, e ainda de Paulo Neto, diretor da revista literária “aquilino”. A apresentação do livro reeditado tem já data marcada: 27 de maio, dia de falecimento de Aquilino Ribeiro. A cerimónia oficial será realizada em pleno espaço da serra.
“O Homem da Nave”, publicado originalmente em 1954, terá ilustrações de Pedro Hogan. É um livro de compilação de contos/deambulações de Aquilino Ribeiro sobre a serra, o povo serrano e os seus hábitos. Por isso, o título do livro tem um subtítulo: “O Homem da Nave - serranos, caçadores e fauna vária”.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Caminhada cultural vai passar por Serrazela, Cruz e Samorim, a 4 de março

Notícia DÃO E DEMO
Serrazela, Cruz e Samorim vão ser os próximos alvos das caminhadas culturais que têm vindo a ser efetuadas em parceria entre o Agrupamento de Escolas de Sátão e a Câmara Municipal.
A data prevista para esta iniciativa aberta a toda a população é 4 de março, sábado, com partida às 9 horas do ecocentro, na zona industrial de Sátão, com regresso aprazado para as 12 horas, mas desta feita com o trajeto de regresso a ser feito de autocarro.
Do programa consta uma incursão dos caminheiros pela história e pelas histórias das terras e gentes destas três aldeias da freguesia de Sátão – Serrazela, Cruz e Samorim.
Este evento insere-se numa das medidas de promoção do sucesso educativo, um projeto que está a ser desenvolvido, em parceria, entre o Agrupamento de Escolas de Sátão e a Câmara Municipal.
A coordenação desta iniciativa é de Carlos Paixão, professor do Agrupamento, que partilhará com os participantes aspetos históricos, culturais e patrimoniais dos locais a visitar.
Fotos do Livro “Olhares”

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Notícia DÃO E DEMO
O “Fim de semana do cabrito” está de regresso a Penalva do Castelo, desta feita a 4 e 5 de março, depois do êxito que foi o evento do ano anterior.
Esta iniciativa tem a chancela da autarquia penalvense e conta com o apoio do Turismo do Centro Portugal e com a adesão dos restaurantes locais.
Nestes dois dias, reina o cabrito em conjunto com apetitosos ingredientes, que atestam a qualidade deste prato gastronómico, confecionado de forma diversificada: assado no forno a lenha, caldeirada ou ensopado, grelhado na brasa, arroz de cabrito, cabrito à padeiro, acompanhado com grelos/migas, batata assada/cozida, arroz no forno e ao mesmo tempo degustar os distintos vinhos “Dão de Penalva”.
Além do cabrito, os restaurantes aderentes do concelho, disponibilizam uma prova de queijo Serra da Estrela, numa iniciativa intitulada "Sabores de Penalva" que resulta como complemento do certame “Feira/Festa do Pastor e do Queijo” realizada anualmente em fevereiro.
Os participantes no “Fim de Semana do Cabrito” habilitam-se ao sorteio de um almoço ou jantar para duas pessoas num dos restaurantes aderentes e uma visita guiada ao solar da Casa da Ínsua. Será distribuído um cupão, por pessoa, onde preencherá nome, morada e contacto. No final realizar-se-á um sorteio com todos os cupões.
A Autarquia Penalvense tem como parceiros do evento, o Turismo Centro de Portugal e os estabelecimentos de restauração aderentes: “O Templo”, “Familiar”, “O Carneiro”, “Pizzaria da Lameira”, “Snack-Bar 259”, “Encosta da Anta”, Hotel de Charme “Casa da Ínsua” e o “O Telheiro”.
A autarquia deixa o repto e diz: “Aceite o convite e venha até Penalva do Castelo para se deliciar com os sabores tradicionais do concelho e degustar o principal ingrediente da ementa – o Cabrito!”
Foto: youtube de aaamarques

[Cinema] Os melhores filmes de 2016


Por: José Pedro Pinto

          Listas de melhores filmes são daquelas coisas meio idiotas que sempre me deram algum prazer, por limitarem o imenso universo de filmes aos que provavelmente valerão mais a pena ver. Como é evidente, nenhuma lista individual deve ser levada muito a sério, mas ler várias acaba sempre por levar a algumas conclusões nesse sentido. Regra geral, o valor delas está também no recordar ou dar a conhecer filmes que possam não ter recebido a atenção que merecem, mas como é exigida ao crítico total honestidade, alguns filmes óbvios lá têm que aparecer.
          Devo esclarecer que, realmente, é costume estas listas aparecerem no final do ano, mas eu prefiro esperar que estreiem por cá os supostos melhores filmes de 2016 antes de fazer a lista dos melhores filmes de 2016. Devo clarificar também que incluo apenas filmes que tenham tido estreia em sala em Portugal, e que não são incluídos filmes de 2015 na lista dos melhores filmes de 2016, independentemente da sua data de estreia em Portugal – esses estão na lista de 2015. Filmes de 2016 que possam ainda não ter estreado por cá, poderão ser acrescentados a esta lista quando os vir.

          Para terminar, as notas obrigatórias: esta lista é apenas a minha opinião, baseada exclusivamente na minha apreciação dos filmes; Não vi todos os filmes de 2016, mas tentei ver todos os que foram considerados “os melhores” pela crítica e pelo público; É inevitável que me tenham passado ao lado imensos filmes tão bons ou melhores do que os que estão nesta lista, e qualquer sugestão é bem-vinda e agradecida (o meu perfil do facebook). Sem mais a acrescentar, a minha lista (que será sempre provisória):

  1. Hardcore Henry (Ilya Naishuller)
  2. Eu, Daniel Blake (Ken Loach)
  3. O Primeiro Encontro (Denis Villeneuve)
  4. Vaiana (Ron Clements, John Musker)
  5. La La Land (Damien Chazelle)
  6. Manchester by the Sea (Kenneth Lonergan)
  7. Hell or High Water (David Mackenzie)
  8. Deadpool (Tim Miller)
  9. Homenzinhos (Ira Sachs)
  10. Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los (David Yates)
Menção honrosa: Eis o Admirável Mundo em Rede (Werner Herzog)

Considerações finais:
          2016 trouxe poucos filmes verdadeiramente bons às nossas salas (menos que 2015), mas pelo menos, graças a Hardcore Henry, quebrou a seca de obras-primas que vinha desde 2013, ano que teve quatro: Gravidade, A Grande BelezaAs Asas do Vento e O Conto da Princesa Kaguya. Achei os outros seis dos sete lugares cimeiros da minha lista filmes excelentes, mas mais nenhum deles se me impôs como algo de verdadeiramente extraordinário.
          Vale a pena notar que a minha lista é de pendor bastante comercial – todos os filmes são muito conhecidos, e apenas dois não são produções de orçamento moderado a grande (Eu, Daniel Blake e Homenzinhos– mas nem seria de esperar outra coisa, visto que só estou a incluir nela filmes que tenham tido estreia nas salas portuguesas. Quem sabe as pérolas que não haverá pelo mundo fora que ainda não chegaram cá, ou que nunca chegarão. Afinal, basta olhar para as tais quatro obras-primas de 2013 que mencionei acima: duas delas só estrearam cá em 2015.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

[Cinema] O Estranho Caso de Moonlight *

*Artigo originalmente publicado na edição de 17 de fevereiro do Jornal do Centro

Por: José Pedro Pinto       

Quando este texto for publicado*, terão passado três quintas-feiras desde que estreou Moonlight, de Barry Jenkins, nas salas portuguesas. O filme venceu o globo de ouro para melhor drama e está nomeado para oito óscares, incluindo melhor filme, realizador, e argumento adaptado. À altura da escrita deste texto – 12 de fevereiro* – o filme não teve qualquer exibição nas salas de Viseu. É um caso que já aconteceu o ano passado com o Quarto, de Lenny Abrahamson, também nomeado nessas três categorias. Pessoalmente, não tenho interesse em nomeações para o que quer que seja, mas um caso como este merece atenção.
Nas salas comerciais, a decisão de que filmes exibir, e aonde, é sempre ditada pelo potencial comercial: se o Cartas da Guerra, de Ivo Ferreira, esteve em exibição no Fórum Viseu, terá sido certamente porque se considerou que não havia nessa semana outro filme com mais potencial para ocupar aquela sala. Sempre foi e sempre será assim, como é evidente. Mas para mim o caso torna-se menos evidente quando acontecem situações como a descrita no primeiro parágrafo: é verdade que eu não percebo nada de marketing, mas custa-me engolir que, na semana em que estreia um dos filmes mais aclamados de 2016, se decida que em Viseu preferimos ver o Patriots Day, do Peter Berg, e o Aqui Há Gato!, do Barry Sonnenfeld. Entretanto passou-se outra semana, e filmes estreados em dezembro continuam em exibição por cá – dois deles já só com uma sessão por dia – mas ainda nada de Moonlight.
É muito provável que tudo isto seja baseado em análises estatísticas e que esteja integrado numa estratégia nacional. O que é certo é que a NOS parece ter-nos catalogado como uma cidade onde só estreia Hollywood – do que Moonlight é só o exemplo mais recente.

Alberto Silva, presidente da Acredipe, fala-nos do corso de Carnaval de 2017: ‘Muita animação e umas piadinhas’

Alberto Silva, de 59 anos de idade, residente nas Pedrosas é o presidente da Acredipe, a associação cultural, recreativa, desportiva e social das Pedrosas, que desde os finais dos anos 90 tem vindo a organizar um corso carnaval que se desloca anualmente à vila de Sátão.
Este corso tem, todos os anos, atraído ao jardim municipal, em frente aos paços do concelho, milhares de pessoas e, igualmente, este ano irá mais uma vez sair à rua, no dia 28 de fevereiro à tarde.
Foi a propósito desta iniciativa recreativa que envolve centenas de pessoas das Pedrosas que quisemos ouvir Alberto Silva, presidente da associação Acredipe fundada no ano de 1987, em maio.

Dão e Demo: Desde que ano é que o Alberto Silva é presidente da Acredipe?
Alberto Silva: Desde 2006.
DD: Em que ano a Acredipe começou a organizar Carnaval das Pedrosas?
AS: As Pedrosas sempre festejaram o Carnaval, mas foi em finais de 90 que a Acredipe começou a organizar mais a sério.
DD: Como surgiu esta ideia?
AS: Foi uma ideia espontânea que começou com uma brincadeira.
DD: Ainda se lembra desse primeiro cortejo?
AS: Não. Estava na Suíça.
DD: Tem sido difícil mobilizar as pessoas das Pedrosas ano após ano para participar neste evento que anima e enche de pessoas as ruas de Sátão?
AS: Sim, por vezes tem sido. Cada ano que passa vão surgindo mais dificuldades. Felizmente temos uma boa equipa e vários forasteiros têm participado.

“O corso carnavalesco de 2017, se tudo correr como previsto, irá ter muita animação e umas piadinhas.”

DD: Como vai ser o corso de 2017? O que nos pode antecipar?
AS: O corso carnavalesco de 2017, se tudo correr como previsto, irá ter muita animação e umas piadinhas.
DD: Com que apoios têm contado?
AS: Com o apoio da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia de Sátão e, igualmente, temos tido diversos patrocínios.
DD: Vamos continuar a ter corso de carnaval das Pedrosas até quando?
AS: É difícil responder a essa questão, mas penso que é para melhorar ano após ano e que vai durar por muitos anos.


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Paulo Soares disse que Aeródromo Municipal de Viseu é uma aposta ganha e prestigia a região

Notícia DÃO E DEMO
Paulo Soares, natural de Sátão, ex-comandante da TAP, a dirigir o Aeródromo Municipal de Viseu desde janeiro de 2015 diz que hoje, dois anos volvidos, os números não enganam. Se em 2014 o aeródromo tinha fraca atividade, com apenas 273 movimentos, em 2015 os movimentos começaram a crescer. O ano de 2016 despediu-se com mais de 9 mil voos.
No ano passado, como seria de esperar, o mês de agosto foi aquele que mais movimentos registou. Contrariamente ao que estavam a contar… dezembro foi o segundo melhor mês.
Além da linha já conhecida que liga Bragança a Portimão, o Aeródromo Gonçalves Lobato recebeu voos internacionais.
Paulo Soares refere que a aposta da Câmara de Viseu na renovação do espaço conseguiu mexer com o turismo da cidade.
O diretor do aeródromo defende que esta infraestrutura é uma “aposta ganha e uma estrutura municipal que prestigia a região de Viseu”.
Créditos: Alive FM

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Vinhos da Quinta do Perdigão estarão à mesa no próximo jantar vínico da Portugal Wine Castes

Notícia DÃO E DEMO
Será a 10 de março o próximo jantar vínico da Portugal Wine Castes (PWC) e desta feita os vinhos que irão acompanhar os comensais serão os vinhos produzidos pela Quinta do Perdigão, situada em Silgueiros, na região demarcada do Dão.
Diga-se, aliás, que as “hostilidades” estão aprazadas para o dia 10 de março a partir das 20:00 e à mesa estará o proprietário da quinta, José Perdigão, o rosto mais emblemático destes excelentes vinhos do Dão, mas também estará no salão da PWC a obreira dos vinhos que consagram a marca, a enóloga Mafalda Perdigão, para explicar os segredos destes produtos que têm conquistado tantos “palatos”.
Mas se nestas questões dos vinhos, o conteúdo é o elemento central, não nos esqueçamos que vivemos em tempos de mercado global, de imagem, de marcas e aí entram também as garrafas e os rótulos. E para isso nada melhor do que contar também à mesa deste jantar vínico com a presença da pintora Vanessa Chrystie Perdigão, autora dos rótulos do vinho branco e rosé.
A reserva para o jantar é obrigatória e é bom com os apreciadores destes eventos não se atrasem a fazer a marcação através do email “geral@pwinecastes.com” ou do contacto telefónico 232 441 179.
O preço do jantar é de 30,00€ e todos os vinhos da Quinta estarão com uma campanha promocional de 15% de desconto.
Foto: Quinta do Perdigão

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Prefácio do livro '4 gerações'*

* Prefácio do livro “4 gerações”, de Júlio Carvalho, uma edição do autor de 2016.
Não conhecia esta faceta do amigo e conterrâneo Júlio Carvalho, a da escrita literária.
Apesar de Júlio Carvalho, radicado há décadas em Cascais, ser natural do concelho de Sátão, tal como eu, mais concretamente de Rio de Moinhos, só privei com ele de uma forma mais próxima e intensa nos últimos anos, aquando da minha passagem pela Assembleia da República, onde o recebi e desde logo me apercebi de algumas das suas muitas paixões de vida. Pela história, pela marinha, pela música, pela azulejaria, pelo património, muito pelas artes!
Percebi-o, desde a primeira hora, guloso pelo saber, pelo conhecimento, pela cultura, pela política e um homem sempre atento aos pormenores e aos recortes mais subtis de uma pintura ou de um contador feito de pau-santo, cujo escrutínio das especificidades e do estilo não lhe escapam.
A sua paixão pela escrita, essa, só agora me foi revelada. E quando digo agora, digo há escassos meses.
Júlio Carvalho confrontou-me com a sua escrita. Primeiro com um pequeno conto – diálogos (im)possíveis com Natália Correia – e, mais recentemente, com este livro, “4 gerações”; livros que não me deixaram indiferente, sobretudo este último, um livro, um romance, com muita autobiografia, de grande envergadura. Estas obras abriram-me mais uma janela de análise sobre um homem multifacetado, um apaixonado cidadão do mundo, que não se deixando tolher pelos horizontes da sua terra, navegou oceanos fora perscrutando o mundo e construindo a sua mundividência em cada país que demandou e em cada cidade em que aportou.
E é isso que nos traz neste “4 gerações”. Viagens. E neste livro de viagens, Júlio Carvalho, qual Fernão Mendes Pinto, abre-nos fronteiras, revela-nos tantos cantos e recantos. Mas engana-se quem pensa que o livro se fica por aí. Pelas descrições, pelos olhares sobre os monumentos, sobre as paisagens. Não, as viagens têm personagens. As viagens são locais de destino de homens e mulheres em passeio, nas férias, mas também em inambulações de amor, algumas de amores furtivos, de fugas.
Este “4 gerações” traz-nos famílias em digressão, homens e mulheres em roteiros de núpcias e tantos outros em itinerários senão proibidos pelo menos um pouco à margem, pois têm que estar escondidos, uns por enquanto, outros para sempre.
E se os locais das viagens nos são trazidos pelo autor com coordenadas exatas e com os ângulos dos rumos e dos azimutes bem traçados, já quanto aos personagens, percebe-se que “qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência”, embora em alguns casos nem tanto. O autor tece uma urdidura fina e muitas vezes só ficcionará, mesmo, o nome dos homens e mulheres que nos traz à estampa.
Júlio Carvalho neste livro revela-se um cronista exímio quando nos leva ao oriente, a Macau, ao Casino Lisboa ou à gruta de Camões. Quando nos transporta até à China, a Xian ou a Pequim. E quando nos especifica os espaços, com pormenores de fazer inveja aos ourives de filigrana, sabe-se que é uma escrita feita com a alegria de quem palmilhou as pedras da calçada e sentiu as maresias do Índico, do Atlântico ou do Pacífico. De quem atravessou as mornas chuvas intertropicais ou demandou as águas frias do mar do Norte.
E é com esta precisão descritiva de lugares, circunstanciada com dados históricos, com elementos sociopolíticos e económicos, que Júlio Carvalho nos desvenda o Brasil, de João Pessoa a Manaus, ou o México, de Acapulco a Oaxaca, ou da serra Madre Ocidental a Cancun.
E o museu do Cairo, o grande Canyon e o rio Jordão? E a torre Eiffel, os canais de Veneza, Salzburgo ou Viena?
Sim, também lá estão, como lá estão as viagens cá dentro. Lá está o Estoril, Sintra, Lisboa, Cascais, Sesimbra e tantos outros pedaços de Portugal.
Estamos perante um livro denso, cheio de memórias e de histórias. Um livro com pares de namorados, com amores e desamores, com tantas navegações profundas e ousadas e aqueloutras tão superficiais.
Júlio Carvalho, numa narrativa sedutora, proporciona-nos nestas viagens a companhia de inúmeras personagens, Miguel Roldão, Joana, Daniel, Patrício, António Lima, Malvina, João Varela, Alexandre, Diana e tantos outros… e com palavras precisas fala de luas-de-mel, de danças de sedução, de fins de semana ardentes, de namoros arrebatadores.
Enfim, um livro de vida, um livro com vidas, um livro vivido. Assim o seja para os leitores!

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Mais uma grande feira do queijo Serra da Estrela,em Penalva do Castelo

Notícia DÃO E DEMO
Francisco Carvalho era um autarca feliz, este sábado, ao final da manhã, após a abertura oficial de mais um certame que visa dinamizar e promover um dos produtos mais emblemáticos do seu concelho e da região, o queijo Serra da Estrela.
Foi, acompanhado pelo ministro adjunto Eduardo Cabrita, que o ouvimos congratular-se com a excelência destas mais-valias para o seu território e com o trabalho empenhado de todos quantos diariamente fazem desta actividade, da pastorícia e do queijo, o seu modo de vida e a quem ele agradeceu em nome do município.
Este evento, que vai na XXVI edição, contou com a presença de Eduardo Cabrita, também um governante positivamente surpreendido com todo este dinamismo e com estas actividades ligadas ao mundo rural que vão conferindo sustentabilidade e coesão ao interior do nosso país.
Nesta edição de 2017, depois das palavras iniciais, e de uma visita aos stands dos vários produtores, teve lugar uma prova de queijo Serra da Estrela acompanhada com vinho do concelho, com broa e com uma maçã bravo de Esmolfe como sobremesa.
Fizeram questão de estar presentes, em união e coesão com o concelho anfitrião, inúmeros autarcas da região, mas também os responsáveis regionais do ministério da agricultura, do turismo e representantes dos serviços descentralizados do Estado.
Durante a tarde de sábado o programa “Aqui Portugal” fez o resto da festa e levou este concelho e este produto aos quatro cantos do mundo onde se fala em português, nomeadamente aos locais onde há vastas comunidades de Penalva do Castelo, como é o caso de Cumberland, no estado de Rhode Islands, nos Estados Unidos da América, mas também na Europa, como são os casos da Suiça, França e Inglaterra.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Acessibilidades às áreas empresariais de Mundão e Sátão (EN 229) contempladas com 15 milhões

NOTÍCIA DÃO E DEMO
Com a designação de “Acessibilidades ao Parque Industrial do Mundão (Sátão)” o governo afetou a esta obra que envolve os municípios de Viseu e de Sátão a verba de 15 milhões de euros no programa apresentado esta terça-feira, dia 7 de fevereiro, integrada no Programa de Valorização das Áreas Empresariais, que tem como objetivo reforçar a competitividade das empresas, potenciar a criação de emprego e aumentar a exportações.
Quer isto dizer, segundo apurámos junto de fonte que não quis ser identificada, que se se cumprir o protocolo assinado em 2015 na Câmara de Viseu entre as Infraestruturas de Portugal e os municípios de Viseu e de Sátão, a EN 229 vai ser alvo de obras de beneficiação que há tanto se aguardam.
A apresentação deste programa decorreu, no Entroncamento, numa sessão presidida pelo Primeiro-Ministro, António Costa, e em que participaram o Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, além de autarcas e empresários.
Segundo as Infraestruturas de Portugal (IP), o Programa representa um investimento global de 180 milhões de euros e desenvolve-se em dois eixos, nas três regiões de convergência (Norte, Centro e Alentejo).
Para a criação e expansão de áreas empresariais estão previstos 78 milhões de euros, através da abertura de concursos dos programas operacionais do Portugal 2020, aos quais podem concorrer as autarquias que pretendam melhorar as condições de instalação de empresas.
Outros 102 milhões de euros estão reservados para investir em 12 ligações rodoviárias destinadas a melhorar as ligações entre áreas empresariais já consolidadas e a rede viária existente.
Em termos regionais, 112 milhões de euros serão investidos na Região Norte 50 milhões de euros na Região Centro e 18 milhões de euros na Região do Alentejo.
Ligações rodoviárias que integram o Programa:
Ligação do Parque de Negócios de Escariz (Arouca) à A32 (Sta. Maria da Feira)
Ligação à Área Industrial de Fontiscos (Santo Tirso)
Ligação da Zona Industrial de Cabeça de Porca (Felgueiras) à A11
Ligação do Parque Empresarial de Formariz (Paredes Coura) à A3
Ligação do Parque Empresarial de Lanheses à ER305
Via de Acesso ao Avepark em Guimarães - Parque de Ciência e Tecnologia das Taipas (Espaço Industrial Gandra)
Melhoria das Acessibilidades às Áreas de Localização Empresarial de Famalicão Sul (Ribeirão e Lousado)
Melhoria das Acessibilidades à Área de Localização Empresarial de Lavagueiras (Castelo e Paiva)
Acessibilidades ao Parque Industrial do Mundão (Sátão)
Acessibilidades à Zona Industrial de Riachos (Entroncamento, Golegã, T. Novas)
Ligação da Zona Industrial de Rio Maior à EN114
Melhoria das Acessibilidades à Zona Industrial Campo Maior

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Onde fica o centro histórico de Sátão?

Artigo DÃO E DEMO
Por: Abel Estefânio
«Temos assistido, um pouco por todo o país, à revitalização dos centros históricos, quer pela reabilitação do seu património edificado, quer em termos de animação cultural e turística, pela realização de múltiplas atividades ligadas ao património imaterial desses lugares. No que respeita ao Sátão, por consulta da ata da reunião da Assembleia Municipal de 23 de junho de 2016, tomamos conhecimento da criação de um centro histórico centrado no edifício da Câmara Municipal (inaugurado em 1959), contendo a Biblioteca Municipal, o Bussaquinho, as Vigárias e a Rua de Angola. Ora, como referiu na altura o deputado Acácio Pinto, esta definição desvirtua o conceito de Centro Histórico, conhecido por se referir a núcleos antigos e monumentais anteriores ao século XIX.
Onde fica então o centro histórico do Sátão? Para a resposta a esta questão vamos fazer uso do manancial de documentação histórica de que o concelho dispõe, que nos mostra que na freguesia de Sátão (anteriormente designada por paróquia de Nossa Senhora da Graça), a localidade mais populosa não era a Vila da Sátão (anteriormente Vila da Igreja), mas o Tojal. A Vila de Sátão só adquiriria maior importância como centro urbano a partir do século XIX, pela integração no concelho de Sátão dos concelhos extintos de Rio de Moinhos, Silvã, Ladário, Gulfar e Ferreira de Aves e pela criação da respetiva comarca, em 1876.
O Tojal seria, portanto, antes do século XIX, a povoação mais importante do antigo concelho, e, certamente por esse facto, era a única nomeada nos mapas de Portugal desde o século XVI até ao século XVIII. Veja-se «Toial» (o «i» na grafia arcaica deve ler-se «j»), sensivelmente no centro do pormenor que apresentamos de dois mapas de Portugal, sendo o mais antigo de cerca de 1560. Repare-se, pois, que a importância da localidade do Tojal é mesmo anterior à fundação do Convento de Nossa Senhora de Oliva no século XVII.
Devo dizer que escrevo estas linhas sobre o Tojal na sequência de um colóquio a que tive a oportunidade e o prazer de assistir no passado dia 27 de janeiro, na Casa da Cultura de Sátão, subordinado ao tema “Património religioso, fé, arte e cultura”, que contou com uma completa enchente do auditório de interessados pela arte, património religioso, e cultura, que temos no nosso concelho. A organização deste colóquio foi do jornal digital Dão e Demo e do Agrupamento de Escolas de Sátão, tendo-se contado com o apoio do Município de Sátão, da Caixa Agrícola do Vale do Dão e do Alto Vouga, da rádio Alive FM, do Jornal Caminho e da Gazeta de Sátão. O colóquio foi moderado por Acácio Pinto, professor no Agrupamento de Escolas de Sátão, tendo como convidados Maria de Fátima Eusébio, do departamento dos bens culturais da diocese de Viseu, padre José Cardoso, pároco de Sátão e arcipreste do Dão e Carlos Paixão, professor do Agrupamento de Escolas de Sátão. Na abertura intervieram a diretora do Agrupamento, Helena Castro, e o presidente da Câmara de Sátão, Alexandre Vaz.
São muitas as ilações que se podem reter deste colóquio, pelo que só vou focar a minha atenção naquela que se me afigurou a mensagem mais dramática e a necessitar mais da nossa atenção. A Professora Doutora Fátima Eusébio referiu a igreja de Nossa Senhora da Oliva, no Tojal como a situação mais preocupante que tem na diocese de Viseu, mencionando a rápida degradação dos altares, que, se não forem sujeitos a uma intervenção, ameaçam a derrocada.
Outro fator de preocupação reside na situação de impasse da casa brasonada anexa à igreja, que é propriedade da Fundação São José. Dado os sucessivos fracassos na tentativa de a utilizar para fins de solidariedade social, seria de estudar a sua utilização para outros fins mais adequados a tão nobre e histórico local, quiçá uma pousada atendendo que a vila não dispõe atualmente de oferta de alojamento, libertando com isso os meios necessários à prossecução de obras sociais noutro lugar que se manifeste mais propício para o efeito. Tanto quanto me é dado perceber, uma ação que no imediato se poderia realizar era o levantamento arqueológico do local, pré-requisito de qualquer intervenção que se venha a realizar no futuro, e para o qual existe a possibilidade de ser comparticipado em 90% dos custos.
Questionado o presidente da autarquia sobre a situação da igreja da Oliva e da casa brasonada do Tojal, este informou não existir atualmente nenhum plano para abordar a questão. Constatamos assim, com apreensão, que apesar de a igreja da Oliva ser monumento de interesse público, nada se está a fazer para combater a sua degradação e que o Tojal, apesar de conter um património monumental considerável, é tratado como um subúrbio sem interesse, tendo ficado de fora do projeto de obras de requalificação a candidatar no programa Portugal 2020. Temos, contudo, espectativas de que a situação se possa alterar pela positiva. Como disse o Professor Carlos Paixão no colóquio, o facto de se reunirem sessenta pessoas numa noite de inverno para discutir o património já é um resultado excelente.
[Nota quanto ao mapa] Extrato de Mapa de Portugal, de cerca de 1700. Repare-se que, depois do destaque natural com que é assinalada a cidade de Viseu, o Tojal, assim como o Castelo de Ferreira de Aves, aparecem com a mesma sinalética utilizada de monumento com que é assinalado Trancoso. As localidades de importância menor são assinaladas apenas com um pequeno círculo.»
Texto publicado no Facebook de Abel Estefânio