sexta-feira, 29 de abril de 2016

Sátão: PSD elegeu 4 vereadores, mas às vezes tem 5 em funções!

Opinião DÃO E DEMO
A Câmara Municipal de Sátão, em consequência do número de eleitores inscritos, tem direito a eleger para o seu órgão executivo 7 vereadores, dos quais 4 foram eleitos pelo PSD e 3 pelo PS, fruto dos resultados das últimas eleições autárquicas.
Porém, recentemente, a Câmara Municipal de Sátão, em vez dos 4 eleitos do PSD, teve, de facto e de direito, 5 vereadores do PSD em funções, portanto, um a mais do que os eleitos.
A situação é simples e explica-se em poucas palavras.
Nas reuniões de 19 de fevereiro e de 4 de março deste ano, o presidente da Câmara Municipal de Sátão, Alexandre Vaz, e a vereadora a tempo inteiro, Zélia Silva, respetivamente, estiveram ausentes das referidas reuniões em virtude de terem, nesses dias e às mesmas horas, outros compromissos da autarquia.
Na reunião de 19 de fevereiro o presidente, Alexandre Vaz, faltou por “motivo de reunião da Comissão Diretiva POCENTRO na CIMVDL, agendada para a mesma hora, bem como reunião às 15h00, em Coimbra na ARS”, conforme se pode ler na ata dessa reunião que consta no site da autarquia.
Na reunião de 4 de março a vereadora Zélia Silva faltou “por se encontrar na Bolsa de Turismo de Lisboa, no Stand do Município de Sátão”, segundo reza a respetiva ata.
Quer num quer no outro caso, presidente e vereadora, foram substituídos por Nuno Almeida, o quinto elemento da respetiva lista, que não foi eleito diretamente, mas que foi investido nas funções de vereador para as respetivas reuniões. E é aqui, portanto, que a questão se coloca.
Ou seja, a substituição operou-se sem que tivesse ocorrido qualquer impedimento dos titulares do lugar. Em ambos os casos os titulares, presidente e vereadora a tempo inteiro, estavam em funções do município, a ser pagos pelo município e cabia-lhes tão só decidir onde deveriam estar naquele momento, ou na reunião de câmara ou nas funções exteriores em representação da autarquia. Sendo a opção, respetivamente, estar na reunião do POCENTRO e na BTL eles tão só teriam que ter falta, justificada, à respetiva reunião que funcionaria com os demais vereadores.
Tendo acontecido o que aconteceu, a substituição do presidente e vereadora a tempo inteiro, pelo elemento a seguir na lista, Nuno Almeida, o que se passou foi que a Câmara Municipal de Sátão naquelas duas reuniões e durante o período das ditas reuniões teve ao seu serviço não os 4 vereadores eleitos pelo PSD mas, sim, 5 vereadores o que não se compagina com os resultados eleitorais e com o número máximo de eleitos para a Câmara de Sátão que assim foi ultrapassado.
Fica o registo da nossa opinião. As análises e as consequências que as tire quem entender!

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Entrevista com Vasco Rodrigues (parte II): 'O bar METRO E MEIO é um bar mítico da cidade de Lisboa'

Entrevista DÃO E DEMO
Tem 52 anos de idade, é natural de Ferreira de Aves, concelho de Sátão, e está radicado em Lisboa desde 1977, para onde foi trabalhar com 14 anos de idade, para um restaurante de família, executando tarefas indiferenciadas, longe dos clientes.
Depois foi sempre em frente, fruto de uma “genica beirã”, como ele diz, foi assumindo diversas funções até que aos 18 anos já era encarregado e aos 20 anos avançou para um restaurante em sociedade, passou por outros negócios e hoje tem uma dos restaurantes de referência nas imediações da avenida da República, em Entrecampos, a pastelaria e restaurante CINDERELA e tem ainda um dos bares mais simbólicos da capital METRO E MEIO, na avenida 5 de outubro.
Falamos de Vasco Rodrigues, o convidado de DÃO E DEMO para uma entrevista sobre o seu percurso de vida.

Depois da publicação da parte I, onde falámos da ida de Vasco Rodrigues para Lisboa e do Restaurante CINDERELA, nesta PARTE II falamos sobre o IVA da restauração e sobre o bar METRO E MEIO

“Para uma grande parte dos restaurantes, pastelarias e cafés [o aumento do IVA] foi mesmo fatal”


DD: Como vai o negócio, neste ano da graça de 2016? Está a melhorar ou nem por isso?
VRAs expectativas são boas, o negócio tem vindo em crescendo, mas de maneira ainda um pouco tímida. Vamos esperar para ver o que nos reservam os próximos capítulos.
DD: O aumento do IVA para 23% causou dificuldades ao seu negócio?
VRMuitas, muitas mesmo. Para uma grande parte dos restaurantes, pastelarias e cafés foi mesmo fatal. Mais de 40% foram obrigados a encerrar por força da brutalidade da carga fiscal, essencialmente do IVA, que aumentou para o dobro, sem que nós pudéssemos aumentar sequer um café. Digo mesmo que o nosso restaurante não aumenta um único produto desde 2011, apesar da subida dos preços das matérias-primas, energia, água e outros. Eficazmente adaptámo-nos à situação, renovámos o restaurante, criámos condições para os clientes fazerem as refeições mais baratas e rápidas, criámos menus, pratos rápidos com menor quantidade. Isto é, demos a volta por cima, sem entrarmos naquela agonia em que muitos restaurantes entraram, despedindo funcionários, deixarem de pagar a fornecedores, pessoal, segurança social e outros impostos. Foram cinco anos duríssimos, muito maus para alguns.
DD: Vê com bons olhos o regresso do IVA aos 13%?
VREm 1992 tínhamos uma taxa de IVA de 8% que o governo de Cavaco Silva duplicou, tendo passado para 16%. Depois, em 1996, já com o governo de António Guterres e com a taxa a 17%, foi criada a taxa intermédia de 13%. Em 2012, o anterior governo, passou o IVA da restauração para a taxa no seu máximo histórico de 23%. Cerca de quatro anos depois, consegue voltar aos 13%. O aumento do IVA na restauração foi um erro crasso para o país, aumentar os impostos num setor que é 100% produzido em termos nacionais tem um efeito recessivo ampliado num setor que foi particularmente prejudicado no contexto da crise. Penso que, com a descida do IVA, vai haver mais criação de emprego na restauração, pois temos um turismo muito forte no nosso país.

“O bar “Metro e Meio” é um bar mítico da cidade de Lisboa”


DD: Mas o Vasco tem também uma outra casa conceituada em Lisboa, que é o bar “Metro e Meio” na avenida 5 de outubro, aqui próximo. Conte-nos como é que as coisas começaram aí?
VRO bar “Metro e Meio” é um bar mítico da cidade de Lisboa, que eu frequentava muitas vezes.
Como gostava de ter um bar, juntei o útil ao agradável: deixei de gastar dinheiro em outros bares e os meus clientes da “Cinderela”, no final de jantar, são encaminhados para o “Metro e Meio” para saborearem um copo até às tantas. Como estamos numa zona de poucos bares, a polícia não intervém regularmente em operações de controlo de álcool aos automobilistas, o que deixa os clientes um pouco mais à vontade.
DD: Quais os principais clientes do bar?
VRA clientela do “Metro e Meio” é muito diversificada, distinção que tem muito a ver com o espaço físico do bar e a sua história. Há clientes que o são desde sempre e há os que o têm descoberto e adotado como local preferencial para um estar agradável e confortável. Curiosa é a mistura entre jovens e menos jovens, o que confere ao “Metro e Meio” uma heterogenia difícil de igualar. Clientes principais? Não salientaria ninguém de entre figuras públicas, da política às artes, do desporto e da cultura e ao jornalismo, e gente anónima. Para mim todos são “principais” e importantes por distinguirem com a sua presença o “Metro e Meio”.
DD: Como vai o negócio dos bares em Lisboa, em geral, e o do “metro e meio” em particular?
VRNa zona dos bares de Lisboa, mais precisamente nas Docas, o negócio é muito bom. Na zona onde se encontra o “Metro e Meio”, marcadamente uma zona de serviços e pouco residencial tudo é mais calmo. Para uns, os mais velhos, continua a ser o “seu” bar de eleição, continuam fiéis, para outros, os mais jovens, talvez por se tratar de uma descoberta mais recente passou a ser o “bar da onda” que agora navegam. Como costuma dizer um amigo, o “Metro e Meio” passou a ser um “bar nunca dantes navegado”.
DD: Tem alguma história especial com algum seu cliente que nos queira contar, podendo omitir, se assim entender, o nome?
VRUm bar com tantos anos de existência terá, com certeza, sido palco de várias histórias. Alegres e tristes, com finais felizes e menos felizes. Tenho alguma dificuldade em eleger uma, prefiro, ao invés, salientar que todos quantos frequentam o “Metro e Meio” são os autores vivos da história do próprio bar. Todos eles, sem exceção, escrevem momentos e páginas de um bar que é uma referência em Lisboa, feito de tradição e modernidade, que é um convite não declinável para momentos de puro prazer, de conversa à solta, de tertúlias que fazem do convívio uma forma de estar na vida. Ali misturam-se, em simbiose quase perfeita, futebol e política, temas de diálogos arrebatadores e quase sempre interessantes. Ao “Metro e Meio” todos são bem-vindos.
DDMuito obrigado e felicidades.
Foto: Montagem Dão e Demo, com base no Google

terça-feira, 26 de abril de 2016

Viagens à ‘minha’ guerra: Vídeo com a intervenção do tenente-coronel José Tomás

Acabámos de publicar mais um vídeo do colóquio Dão e Demo. Este reproduz a intervenção do presidente do Núcleo de Viseu da Liga dos Combatentes, José Tomás.
Trata-se de um vídeo em que José Tomás, numa intervenção documentada com elementos recolhidos nos arquivos militares, apresenta o nome dos 18 militares do concelho de Sátão mortos na guerra colonial e as circunstâncias em que as mesmas ocorreram.
Vai ser um daqueles vídeos que irão ficar para memória futura quando se pretender revisitar o impacto daquela guerra no concelho de Sátão, em que Portugal esteve envolvido entre 1961 e 1974.
Propomos, portanto, que seja ouvido este "documentário" que está disponível no canal Dão e Demo do youtube.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Livro ‘Silêncios rasgados’, de Lurdes Maravilha, foi apresentado na FNAC, em Viseu

“Silêncios rasgados” a mais recente obra de Lurdes Maravilha foi apresentada este domingo, dia 24 de abril, na FNAC, em Viseu, numa sessão diversificada, que juntou às palavras do livro e às palavras dos convidados, excelentes trechos musicais, interpretados por Marta Pereira, adequados à época, 25 de abril, e ao tema do livro, guerra colonial.
Intervieram, na apresentação da obra, Acácio Pinto, professor e diretor do jornal Dão e Demo, José Tomás, presidente do núcleo de Viseu da Liga dos Combatentes, João Gonçalves, presidente da ADFA, João Miguel Almeida e finalmente a autora, Lurdes Maravilha.
Presente na mesa esteve também, Ângelo Almeida, ele que concebeu toda a paginação e design gráfico do livro.
Entre o público que esteve na FNAC de destacar a presença de autarcas de Castro Daire, concelho onde se centra a obra e de onde são originárias as vozes que dão testemunho desses tempos de guerra em que Portugal esteve envolvido entre 1961 e 1974, na Guiné, em Angola e em Moçambique.
“Mais do que documento histórico relevante para caracterizar uma época, este livro é também memória e homenagem a todos quantos combateram nesse conflito em África”, nas palavras unânimes dos elementos que intervieram.
Fotos: Isabel Nunes




sexta-feira, 22 de abril de 2016

Vasco Rodrigues: Foi para Lisboa com 14 anos | Hoje é dono do CINDERELA, um restaurante de referência em Entrecampos

Entrevista DÃO E DEMO
Tem 52 anos de idade, é natural de Ferreira de Aves, concelho de Sátão, e está radicado em Lisboa desde 1977, para onde foi trabalhar com 14 anos de idade, para um restaurante de família, executando tarefas indiferenciadas.
Depois foi sempre em frente. Fruto de uma “genica beirã”, como ele diz, foi assumindo diversas funções até que aos 18 anos já era encarregado do pessoal e aos 20 anos avançou para um restaurante “a meias”. Passou por outros negócios e por outras atividades e hoje tem um dos restaurantes de referência nas imediações da avenida da República, em Entrecampos, o restaurante CINDERELA e tem ainda um dos bares mais simbólicos da capital, METRO E MEIO, na avenida 5 de outubro.
Falamos de Vasco Rodrigues, o convidado desta edição de DÃO E DEMO para uma entrevista sobre o seu percurso de vida.

PARTE I – Da ida para Lisboa e do restaurante CINDERELA…

Dão e Demo (DD): Quando veio para Lisboa e qual foi a sua primeira atividade?
Vasco Rodrigues (VR)Vim para Lisboa em 1977, tinha 14 anos de idade e comecei por trabalhar num restaurante de familiares (Galo D’Ouro) executando atividades menos exigentes e fora do alcance dos clientes.
DD: Fale-nos desse seu início de vida, em Lisboa.
VRDepois desta minha primeira atividade, fui subindo na escala de responsabilidades, fruto dos conhecimentos que fui adquirindo e da genica de um verdadeiro beirão posta em tudo o que fazia, até chegar ao cargo de encarregado, que assumi com apenas 18 anos e numa altura em que o restaurante tinha ao seu serviço cerca de 20 colaboradores.
Entretanto saí do “Galo D’Ouro” para aprender mais e ganhar mais experiência, tendo passado por outros locais de trabalho, mas sempre no sector da hotelaria.

“Aos 20 anos tive o meu primeiro restaurante ‘a meias’”…


DD: Então, e o seu primeiro restaurante quando surgiu?
VRFoi aos 20 anos que tive o meu primeiro restaurante, “a meias” com um sócio, mas vendi-o três anos depois. Foi um tempo em que adquiri vastos e importantes conhecimentos, especialmente na área da gestão. Tomei consciência das dificuldades próprias de um negócio com o encargo de pagar salários, impostos, assumir compromissos financeiros e, fundamentalmente, com o investimento de muitas horas de trabalho diário.
DD: E depois?
VRContrariando a máxima de que não se deve voltar ao local onde fomos felizes, regressei ao restaurante onde comecei, mas, agora, com estatuto de gerente e com participação nos lucros. Mas estive poucos meses. Decidimos constituir uma nova sociedade e comprámos uma loja num bom local de Lisboa que resultou numa aposta com bastante sucesso que foi a “Cinderela”.

“Criei uma empresa de venda e comércio de automóveis… e passei pelo Conselho de Arbitragem.”


DD: E as suas atividades foram sempre no ramo dos restaurantes?
VRNão só. Criei também uma empresa de venda e comércio de automóveis, a “Forumotor”, com vários stands de vendas em Alverca, Estoril e Lisboa.
Fiz igualmente uma incursão pelo desporto, na área do dirigismo. Fiz parte do Conselho de Arbitragem como vice-presidente durante alguns anos. Tenho uma enorme paixão pelo futebol e um profundo respeito e admiração pelos homens que têm a função de o dirigir dentro do campo, os árbitros, que o fazem com total empenhamento, dedicação e respeito pela verdade desportiva.
DD: Quais as casas comerciais a que, neste momento, está ligado?
VRCom o início da crise, em 2011, assentei os pés na terra e não arrisquei mais. Pelo contrário, fiquei apenas ligado a duas empresas, que controlo diariamente, desde as 10 horas da manhã até cerca das 3 horas da madrugada, o restaurante e pastelaria “Cinderela”, em Entrecampos, e o bar “Metro e Meio”, na avenida 5 de Outubro.
DD: Como e quando surgiu a “Cinderela” de Entrecampos?
VRSe estivéssemos a falar de cinema diria que a “Cinderela” de Entrecampos é um “remake” da pastelaria “Cinderela” do Areeiro, a primeira loja que adquirimos de entre as várias “Cinderela”. Foi a casa-mãe, tornou-se num nome forte e respeitado no mercado, e como consequência natural abrimos outras, entre elas o restaurante “Cinderela” de Entrecampos. Como diria um antigo responsável político do País, houve “evolução na continuidade”.
DD: Qual o motivo que o levou a escolher esta zona da cidade? Foi a universidade ou a proximidade com os serviços da câmara?
VRA experiência empresarial e da vida ensinou-me que, antes de comprar uma loja para instalar um negócio, é determinante fazer uma prospeção rigorosa do mercado. Após alguma pesquisa pela cidade, encontrámos uma loja que possibilitava que “entrássemos” pelo menos num polo de potenciais clientes, o universitário. A Câmara Municipal de Lisboa veio mais tarde, mas já tínhamos conhecimento que os seus serviços viriam ficar paredes-meias connosco no local onde se encontram hoje.
DD: O espaço é próprio ou é arrendado?
VRO espaço é próprio, comprámo-lo em 1996. Aliás, foi adquirido por duas vezes, já que uns anos depois tive que comprar as cotas dos meus ex-sócios.

“Na pastelaria a marca distintiva é o Bolo-Rei, um ícone da marca Cinderela… sendo o de chocolate o rei das vendas…”


DD: Quais as marcas distintivas da sua pastelaria? As suas especialidades?
VRNa pastelaria, mantemos a original e tradicional portuguesa. Como marca distintiva, refiro o Bolo-Rei, já um ícone da marca “Cinderela”. É mesmo rei na época natalícia, mas a sua presença faz-se notar ao longo de todo o ano. Temos estado atentos aos novos gostos dos clientes, daí que tenhamos adotado três tipos de bolo-rei: o tradicional, o Rainha (frutos secos) e o de Chocolate, que é o rei das vendas, ultrapassando os restantes em 70%. Uma verdadeira “delícia”, como sublinham os clientes. A saúde dos consumidores também faz parte das nossas preocupações, pelo que diminuímos a quantidade de açúcar no fabrico, recorrendo outros produtos em sua substituição.
DD: E a nível de restaurante? Qual a base da sua gastronomia?
VRNo que se refere à gastronomia, a originalidade e variedade da cozinha tradicional portuguesa é a que mais nos valoriza, quer junto de turistas que nos visitam quer junto dos comensais habituais. Isto tem também a ver com a nossa aposta sempre em boas cozinheiras, sobretudo das beiras. São ótimas profissionais, trabalhadoras e com forte sentido de higiene no local de trabalho, o que muito nos apraz registar.


“[No Cinderela] o serviço buffet é o mais procurado… permite fazer uma refeição mais rápida… e está à vista de todos”


DD: Quanto custa, em média, uma refeição do dia? É buffet ou serviço de mesa tradicional?
VRA média ronda os 10/11 euros num serviço de buffet, que é o mais procurado, já que está feito e à vista de todos. Permite fazer uma refeição mais rápida, sobretudo quando se está com fome e pressa, dispensa o tempo de espera que, por exemplo o bife grelhado e as batatas fritas exigem, quando se trata de um serviço de mesa tradicional. Neste caso o poderá ser um pouco mais elevado, dependendo fundamentalmente da qualidade do vinho escolhido.
DD: Quais são os seus principais clientes?
VRAté à crise que nos assolou em 2011 e que ainda dura, cerca de 60% dos clientes diários eram funcionários da Câmara Municipal Lisboa, organismo onde trabalham cerca de 3500 pessoas. Os restantes clientes são funcionários de consultórios e escritórios e outras empresas instaladas na zona de Entrecampos. Mas, de há 4 anos para cá, com todos os cortes nos salários dos funcionários públicos, nomeadamente nos da CML, grande parte deles traz comida de casa, pelo que teremos cerca 10% dos clientes ao almoço. À noite a coisa é bem diferente, o movimento é muito superior, sendo decisivo o contributo de grupos de estudantes de diversas faculdades já que estamos a dois passos da cidade universitária. São enchentes e enchentes de jovens que escolhem a “Cinderela” para os seus convívios. Por vezes não dispomos de espaço suficiente para os receber a todos, apesar de termos cerca de 300 lugares sentados.


“A região do Dão é a que mais se tem destacado pela qualidade [do vinho] que tem produzido de há anos para cá…”


DD: Tendo, o seu restaurante, uma vastíssima e qualificada carta de vinhos, quais são aqueles que têm mais saída junto dos seus clientes?
VRSou um apreciador nato de vinhos, fiz alguns cursos vitivinícolas com alguns dos mais prestigiados enólogos do país, e, só por isso, o vinho merece o meu maior respeito. Aliás, incentivo cada cliente a consumir vinho durante a refeição, sugiro o vinho adequado ao prato escolhido, por isso temos de ter uma variadíssima garrafeira, vinhos de várias regiões do país, desde o vinho verde do Minho até ao vinho maduro do Algarve. Somos um país onde se produzem os melhores vinhos do mundo, o que muito me orgulha do meu país. Sem dúvida que há três regiões que produzem os vinhos mais procurados: Douro, Dão e Alentejo. Apesar de eu ser um fanático por um vinho do Douro (Quinta da Leda, o meu vinho de todos os Natais), a região do Dão é a que mais se tem destacado pela qualidade que tem produzido de há uns anos para cá. Por motivos óbvios não vou destacar marcas.
(Brevemente publicaremos a parte II)
Entrevista DÃO E DEMO

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Afinal, barragem de Girabolhas já não avança. Câmaras exigem contrapartidas

Notícia DÃO E DEMO
As Câmaras de Mangualde, Gouveia, Seia e Nelas acabaram de divulgar à comunicação social um comunicado em que lamentam a decisão de não execução da barragem de Girabolhos, no rio Mondego.
A nota divulgada refere:
«Na sequência da decisão hoje anunciada pelo Governo relativamente à não execução do Aproveitamento Hidroelétrico de Girabolhos, cujo contrato de concessão foi assinado entre o Estado Português e a “HidroMondego – Hidroelétrica do Mondego Lda.”, de que é proprietária o Grupo Espanhol Endesa, e que visava a construção da Barragem de Girabolhos e da Bogueira no Rio Mondego, os Presidentes das Câmaras Municipais de Gouveia, Mangualde, Nelas e Seia vêm pela presente referir o seguinte:
1º Lamentar essa decisão do Governo Português e do Grupo Endesa, sobre a qual os municípios expressaram a sua oposição, em reunião mantida hoje (18 de Abril) com os promotores e o Sr. Ministro e Secretário de Estado do Ambiente.
Estranha-se que ao longo do processo de reavaliação do Plano Nacional de Barragens, não tenha sido dada qualquer explicação aos municípios.
2º Que seja garantido às populações que, no que respeita às expropriações por utilidade pública já efetuadas, bem como pelos trabalhos preparatórios de construção da Barragem em curso, não haverá qualquer prejuízo nem para os proprietários em causa, nem para as comunidades que não deixarão, com qualidade, de utilizar os acessos já concretizados;
3º Exigir ao Governo e ao Grupo Endesa um conjunto de medidas de compensação para as comunidades atingidas com esta decisão, uma vez que durante décadas foram criadas altas expectativas sobre o projeto e constrangimentos inerentes a uma obra desta natureza e dimensão;
4º Nesse sentido, efetuaram já, os Presidentes das Câmaras Municipais acima referidos os contactos com os responsáveis governamentais do Ministério do Ambiente e da empresa Endesa, no sentido de, a muito curto prazo, verem concretizados nos seus territórios, junto das suas comunidades, as referidas medidas de compensação e de minimização dos impactos económicos e sociais negativos desta decisão que acaba de ser anunciada.»

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Viagens à 'minha' guerra: Vídeo com a intervenção de Carlos Gil, ex-combatente em Moçambique

Acabámos de publicar mais um vídeo do colóquio Dão e Demo que teve lugar no dia 8 de abril na Casa da Cultura, em Sátão.
Desta feita, depois da intervenção do comandante do RI 14 de Viseu, trazemos a público a intervenção de Carlos Gil, ele que foi combatente em Moçambique e efetuou uma intervenção onde deu nota da viagem de Portugal até Moçambique e apresentou diversas fotografias do quartel onde cumpriu o serviço militar e para além disso explanou alguns aspetos concretos das vivências no quartel, na escolta de colunas e no apoio às populações locais.
Mas aquilo que propomos aos nossos leitores é mesmo a audição e visão do próprio vídeo que se encontra no canal Dão e Demo do youtube.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Panamá papers: De que está à espera a União Europeia

Opinião DÃO E DEMO e DOURO HOJE
“Nenhum argumento sério pode invocar-se para justificar os paraísos fiscais, que a generalidade dos especialistas associa à evasão fiscal, ao crime organizado e à lavagem de dinheiro”.
Quem já dizia isto há mais de uma década era Avelãs Nunes, professor da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra no livro “Os sistema económicos” que era utilizado na cadeira de Economia Política.
E em 2001, nesta mesma linha, Francisco Sarsfield Cabral também não deixava dúvidas quando escrevia no Público que “será na determinação de por fim aos offshore que teremos a prova real quanto à vontade política de combater o terrorismo e os seus aliados”, acrescentando que “por aí mais do que por ações militares se verá se a campanha antiterrorista é mesmo a sério”.
Esta não é, como se vê e como todos sabem, uma matéria nova. Ela é bem antiga e é do conhecimento dos decisores políticos que, afinal, nesta matéria, nada fizeram para acabar com estes “estados bandidos” ou “estados mafiosos” para utilizar uma linguagem que sendo dura não tem estado ausente de muitos textos especializados que tratam deste assunto.
E o facto de que nada fizeram aí está, agora caiu a máscara de forma estrondosa sobre esses espaços protegidos por fronteiras artificiais, mas muito mais invioláveis que quaisquer outros territórios defendidos pelas formas convencionais, com arame farpado, militares e com misseis.
E só a junção de esforços do jornalismo de investigação conseguiu chegar à causa das coisas e trazer à ribalta todo esse submundo da fraude fiscal, do branqueamento de capitais e, com certeza, do financiamento do terrorismo.
Falamos, está claro, do Panamá papers. Um escândalo de dimensão global que deveria envergonhar todos os dirigentes do G7, do G8 ou do G20 e os usufrutuários desses paraísos fiscais e bancários, que têm sido também paraísos judiciários.
E para além das demissões de primeiros-ministros ou seja lá de quem for, o que importa é que se tirem consequências efetivas neste âmbito. Desde logo na União Europeia onde abundam os “territórios” offshore e onde importa dizer com objetividade que queremos trilhar outro caminho.
Bem sabemos que mesmo acabando com os paraísos fiscais não acabaremos com a corrupção, com a fraude fiscal, com o branqueamento de capitais e com o financiamento do terrorismo, pois isso sempre estará, em primeira e última instância, dentro de cada ser humano e isso continuará a ser imperscrutável. Porém esta evidência não nos deve fazer esmorecer perante um combate que temos que travar, e ontem já era tarde, na União Europeia.

terça-feira, 12 de abril de 2016

Viagens à 'minha' guerra: Vídeo com intervenção de Francisco Rijo, comandante do RI 14 de Viseu

Notícia DÃO E DEMO
Publicamos hoje o vídeo com a intervenção que o comandante do RI 14 de Viseu, coronel Francisco Rijo, proferiu no colóquio Dão e Demo sobre a guerra colonial e que designámos de “Viagens à ‘minha’ guerra”. Antes, propriamente, da intervenção do nosso convidado, o vídeo apresenta um texto introdutório do Dão Demo onde se efetua o enquadramento geral deste colóquio.
Quanto a Francisco Rijo, ele fala-nos do enquadramento deste conflito, que mobilizou Portugal durante 13 anos (1961-1974), das suas causas mais longínquas e mais próximas, mas também nos fala das companhias de militares que foram “aprontadas” no quartel de Viseu para irem combater nesses territórios que à época chamávamos de províncias ultramarinas.
Mas melhor do que estarmos aqui a dissecar a sua intervenção sugerimos que ela possa ser vista e escutada no canal Dão e Demo do youtube

sábado, 9 de abril de 2016

Sátão: Alunos do curso profissional de restauração no santuário de Nosso Senhor dos Caminhos

Os catorze alunos do curso profissional de restauração, variante de cozinha e pastelaria, do Agrupamento de Escolas de Sátão, a funcionar na Escola Secundária Frei Rosa Viterbo, tiveram nesta sexta-feira, dia 8 de abril, uma atividade diferente, mas subordinada aos mesmos objetivos das demais atividades formativas e profissionalizantes, visando dotá-los de competências globais capacitantes para responderem em diversos contextos de vida real.
A proposta era simples e partiu de Fernando Amaral, professor do curso: um passeio de bicicleta pelo concelho, com almoço no Santuário de Nosso Senhor dos Caminhos. E assim foi, enquanto alguns alunos, acompanhados pelos professores Fernando Amaral e Armindo Domingos, saíram de bicicleta da Escola Frei Rosa Viterbo, pelas 9:30 h, com passagem por várias localidades, pelo Senhor da Agonia (Avelal), até ao Senhor dos Caminhos (Rãs), os outros alunos ficaram na Escola a confecionar o almoço volante, sob a supervisão da formadora, Dilar Cardoso, que à hora prevista levaram aos seus colegas.
Depois foi por a mesa, ao ar livre, e almoçar, almoço para todos os alunos e professores a que se juntaram elementos da direção entre outros colaboradores da escola.





quarta-feira, 6 de abril de 2016

Em Vila Nova de Paiva, José Morgado entregou apoios à natalidade e adoção

Notícia DÃO E DEMO
O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Paiva, José Morgado, entregou esta segunda-feira, dia 4 de abril, mais sete cheques a agregados familiares do concelho, num total de 2.500 euros, no âmbito do Programa Municipal de Apoio às Famílias para Incentivo à Natalidade e à Adoção, implementado em 2015 pela autarquia. Esta sessão teve lugar no Salão Nobre e contou com a presença das famílias e ainda da vice-presidente, Delfina Gomes e do chefe da unidade social e cultural, Pedro Nuno Pires.
Para além deste montante, “o restante valor será entregue posteriormente, mediante a apresentação de faturas que comprovem os gastos realizados com o bebé, no âmbito da alimentação, cuidados de saúde, higiene, vestuário, produtos de puericultura, medicamentos não comparticipados, entre outros”, segundo avança a autarquia paivense.
Recorde-se que estes apoios às famílias para incentivo à natalidade e à adoção são concedidos nos termos do regulamento publicado no Diário da República de 19 de outubro de 2015, conforme Dão e Demo noticiou na altura (24.10.2015), notícia em que referíamos que o programa tinha sido “aprovado pela Assembleia Municipal de Vila Nova de Paiva sob proposta da Câmara, prevendo o pagamento de 500,00 (quinhentos euros) pelo nascimento do primeiro filho ou criança adotada, de 1.000,00 (mil euros) pelo nascimento do segundo filho ou segunda criança adotada e de 1.500,00 (mil e quinhentos euros) pelo nascimento do terceiro filho ou terceira criança adotada, e seguintes. Os valores referidos são processados em 50 % no prazo de oito dias úteis contados da data de decisão da atribuição pela Câmara Municipal, sendo a metade remanescente do subsídio processada mediante a comprovação de despesas realizadas com a criança durante o período referido no regulamento (1º ano de vida ou de adoção) e destinadas ao seu crescimento e desenvolvimento.”
José Morgado, nesta oportunidade salientou a “preocupação e o empenho da autarquia em reverter a baixa taxa de natalidade, permitindo com este incentivo contribuir para uma melhoria das condições de vida das famílias residentes no nosso concelho.”
Fotos: CMVNP
Notícia DÃO E DEMO

domingo, 3 de abril de 2016

Sernancelhe: Revista ‘aquilino’ vai ser apresentada na Lapa, a 3 de junho, na abertura da Feira Aquiliniana

Notícia DÃO E DEMO
A "aquilino", revista literária da câmara de Sernancelhe, vai ser apresentada no dia 3 de Junho, na Lapa, dando assim abertura oficial à Feira Aquiliniana que aí decorrerá por mais 2 dias.
Este número, sem textos autorais com exclusão dos do próprio Escritor, é uma fotobiografia atualizada, a aparecer depois da editada por Fernando Namora, em 1963.
Com novo layout e inúmeras fotos, apresenta-se como uma iguaria para os admiradores/cultores do Mestre do Carregal, concelho de Sernancelhe.

O diretor da revista “aquilino” é Paulo Neto, há várias décadas um dedicado investigador de Aquilino Ribeiro, detendo um vastíssimo espólio pessoal da obra aquiliana, onde se incluem as primeiras edições das inúmeras obras publicadas por um dos maiores escritores do século XX.
Notícia DÃO E DEMO