quarta-feira, 30 de março de 2016

As qualificações no âmbito do Plano Nacional de Reformas

Opinião DÃO E DEMO
O primeiro-ministro, António Costa, lançou esta terça-feira o Programa Nacional de Reformas (PNR), um documento que agora vai entrar em debate público para ser escrutinado e receber os contributos dos portugueses, envolvendo para tal os partidos políticos e a concertação social, antes de ser entregue em Bruxelas.
Trata-se de um plano que constitui uma reorientação estratégica do Portugal 2020 e que envolverá praticamente metade dos fundos comunitários programados para o nosso país nesse quadro, cerca de 11 mil milhões de euros. Sendo a qualificação dos portugueses a sua primeira aposta, nele constam também a inovação da economia e a capitalização das empresas, a valorização do território, a modernização do estado e o reforço da coesão e igualdade social.
Mas deste PNR a área que aqui quero sobretudo realçar é a das qualificações, sem qualquer secundarização das demais vertentes, aliás, absolutamente decisivas, também, para o nosso desenvolvimento. Só que as qualificações, que nestes últimos anos estiveram “congeladas” pelo governo, têm sido um dos nossos principais calcanhares de Aquiles. Basta olhar para os dados das instituições internacionais para o percebermos.
E creio que não restarão muitas dúvidas de que a melhoria das qualificações da população portuguesa, como de qualquer população, será um fator determinante para acrescentar inovação no tecido empresarial e consequentemente para valorizar o território. Só que isso não é compatível com mais de metade dos adultos (55%), entre os 25 e os 64 anos, não terem completado o ensino secundário e com, igualmente, cerca de metade dos trabalhadores (45%) demonstrarem escassas ou nenhumas competências digitais.
Daí que tenha que ser um desígnio, para Portugal, apostar na formação e educação de adultos e encontrar respostas de segunda oportunidade de qualificação dos portugueses, tendo sempre por base a aprendizagem ao longo da vida.
As metas a atingir, em termos de indicadores objetivos, que constam neste PNR para as qualificações, estão na linha dos objetivos de diversos documentos internacionais a que Portugal se tem vindo a vincular e que só nos resta descongelar e cumprir, como sejam 40% de diplomados do ensino superior na faixa 30-34 anos, ou garantir que 50% da população ativa conclui o secundário, ou reduzir para 10% a taxa de abandono escolar precoce.
O trabalho, portanto, é duro, mas tem que ser feito, esperamos que com a estabilidade que só um plano que vai além de uma legislatura, como é o caso, pode conferir.

Acácio Pinto
Opinião DÃO E DEMO

Esta quarta-feira, 30 de março, neve a atingirá o distrito de Viseu (cota 400 a 600 metros)

Notícia DÃO E DEMO
Para esta quarta-feira, dia 30 de março, há um aviso do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), secundado pela Autoridade Nacional de Proteção Civil, de queda de neve até às cotas de 400 a 600 metros, o que abrangerá a generalidade do distrito de Viseu, sobretudo os concelhos do centro e norte do distrito.
Segundo o IPMA os distritos de Bragança, Viseu, Porto, Guarda, Faro, Viana do Castelo, Castelo Branco, Aveiro, Coimbra e Braga vão estar sob 'Aviso Amarelo' entre as 12:00 e as 24:00 de quarta-feira, dada a previsão de queda de neve acima dos 400/600 metros.
“A queda de neve (com acumulados no solo até 5 cm), a atingir repentinamente cotas de 400 a 600 m a partir das 12h00 na região do Minho e das 15h00 nas restantes regiões Norte e Centro” de Portugal segundo pode ler-se no comunicado do IPMA e no aviso emitido hoje pela ANPC.
O vento soprará forte de norte com rajadas da ordem dos 80 km/h no litoral oeste e nas terras altas durante a tarde de amanhã.

terça-feira, 29 de março de 2016

[Crítica de cinema] Batman v Super-Homem: O Despertar da Justiça (2016)

Crítica DÃO E DEMO

***

(Vale a pena)
Batman v Superman: Dawn of Justice (2016) | Henry Cavill, Ben Affleck, Jesse Eisenberg | Realizado por Zack Snyder | 151 min.
Por: José Pedro Pinto
Senhoras e senhores, eis a atração principal da semana: incontornavelmente inferior a qualquer Batman de Christopher Nolan, mas largamente superior à deformidade kryptoniana que foi o Homem de Aço (2013) – filme, tal como este, realizado por Zack Snyder – chega-nos finalmente o grande combate entre Batman e Super-Homem (leia-se, os heróis mais lucrativos da Warner Bros). Quando se juntam dois colossos destes em combate, dois grandes lutadores universalmente amados, é garantido que se atrairá a atenção tanto de fãs hardcore como de fãs casuais, mas é preciso ter alguns cuidados: Antes de mais, se são ambos amados, quem é que deve ganhar? Depois, como manter a expectativa quando um dos combatentes pesa mais 20kg, tem mais 30cm de altura e 20cm de alcance de braços, e mesmo assim é mais veloz e tem mais resistência que o outro? E finalmente, como garantir que, independentemente do resultado, o verdadeiro vencedor seja o promotor do combate? Por responder de maneira satisfatória a todas estas questões, Batman vs Super-Homem é um triunfo de promoção de combates, um exemplo para Dana Whites e McMahons pelo mundo fora. Também se vê bem como filme.
Alguns anos depois dos eventos do Homem de Aço (2013), o mundo (isto é, a América) vê o Super-Homem como um semideus, uma entidade benigna para lá da regulação do homem – até que acontecimentos misteriosos no Norte de África (isto é, onde vivem os terroristas), nos quais o herói parece ser culpado da morte de vários inocentes, levantam questões sobre a impunidade das suas ações. É então organizado um comité, liderado pela Senadora Finch (Holly Hunter), com a intenção de dar ao governo o poder de regular a atividade do super-herói (tal como já vimos nos filmes da saga X-Men, da Fox, e como aparentemente iremos ver no Capitão América: Guerra Civil que sai daqui a um mês, da Marvel – que por sua vez incluirá o Homem-Aranha, adquirido há um ano num negócio com a Sony. Caramba.) Entretanto, em Metropolis, Lex Luthor (Jesse Eisenberg) propõe à Senadora que lhe sejam concedidas as autorizações necessárias para que possa desenvolver uma “arma de dissuasão” kryptoniana, como último recurso para controlar o Super-Homem. Não muito longe daí, na cidade vizinha de Gotham, Bruce Wayne (Ben Affleck) anseia pelo dia em que se possa vingar do maldito "herói" que causou a morte de milhares de inocentes durante os incidentes relatados no filme anterior – Homem de Aço (2013) – e depara-se acidentalmente com factos que parecem indiciar que a Warner Bros. também quer construir a sua mega-equipa de super-heróis, para poder competir com os Vingadores da Marvel e os X-Men da Fox (ao ritmo de dois filmes por ano, já marcados até 2020, segundo os últimos relatos).
A partir daqui há alguns SPOILERS. Se parece que me estou a concentrar demasiado na parte do negócio e pouco na parte da arte, é porque é essa a parte mais interessante deste filme: é um bom filme, sem dúvida, mas uma magnífica produção. Dá-nos um novo Batman, e o Ben Affleck convence-nos que é bom que chegue para aturarmos outra vez a cena da morte dos pais. Apresenta-nos um novo Lex Luthor, e o Jesse Eisenberg convence-nos que é um vilão à altura de qualquer herói. Apresenta-nos a Mulher Maravilha, e a postura física e expressões faciais de Gal Gadot convencem-nos que estamos perante uma verdadeira Amazona (pelo menos enquanto mantém a boca fechada), também muito graças a um certíssimo tema musical de Hans Zimmer e Junkie XL (sendo que este primeiro merece ainda mais aplausos por ter conseguido fazer uma banda sonora muito boa sem fazer lembrar o seu trabalho vastamente superior nos Batman’s de Nolan.) Esperemos que Gadot tenha tempo para trabalhar nessa parte até sair o seu Mulher Maravilha, anunciado para o verão de 2017. E como se não bastasse, o filme ainda tem tempo para nos apresentar, como afinal não podia deixar de ser, os heróis de Flash e Aquaman, filmes anunciados para 2018, guardando uns momentos finais para que o próprio Bruce Wayne possa vestir a pele de vendedor e anunciar descaradamente The Justice League: Part One (sim, “part one”), anunciado para o inverno de 2017.
Mas meter isto tudo num filme é fácil, difícil é fazê-lo como Batman vs Super-Homem o faz: de forma evidente que chegue para deixar a audiência disposta a comprar bilhete para os próximos filmes, mas invisível o suficiente para que não se intrometa na qualidade deste filme. E a qualidade é a que se exigia: se o Deadpool se destacava por conseguir saltar impercetivelmente entre o filme de super-heróis e a paródia de filme de super-heróis, Batman vs Super-Homem destaca-se por conseguir manter do início ao fim uma seriedade apocalíptica, e por conseguir dar ao embate entre os heróis o sentido grandioso que merecia. Deadpool é o melhor filme, sem dúvida, mas Batman vs Super-Homem é que é o main event.

Crítica DÃO E DEMO

sábado, 26 de março de 2016

Curta & Meia: The last job on earth

«Não há dúvida de que no futuro as máquinas continuarão a assumir funções básicas antes desempenhadas por humanos, como tem vindo a acontecer desde a Revolução Industrial – só que aquilo que é hoje considerado como uma “função básica” de uma máquina seria impensável apenas há algumas décadas. Isso levanta inevitavelmente a questão: será que aquilo que é hoje considerado uma função laboral necessariamente humana, poderá vir a ser assumido por uma máquina no futuro? E avançando tempo suficiente, será que há realmente alguma função laboral humana que não possa ser automatizada? Que impacto é que isso teria no mercado do trabalho, na economia, na maneira como as pessoas vivem? São essas as questões levantadas por The Last Job on Earth (2016), o resultado de uma colaboração entre o jornal The Guardian e o estúdio de animação londrino Moth Collective.
The Last Job on Earth é um tipo de trabalho muito incomum mas bastante interessante: uma curta-metragem ficcional encomendada por um jornal para ilustrar e complementar um artigo de opinião. Enquanto que o artigo, de Paul Mason, apresenta uma contextualização do passado, dados contemporâneos e possíveis soluções futuras, a curta dá-nos apenas a imagem desse mundo futuro: um mundo em que a atividade humana deixa de ser vinculada ao conceito de “emprego”, e em que o livre-arbítrio deixa de ocupar um papel central no dia-a-dia – as máquinas marcam consultas no médico, escolhem a roupa e transportam as pessoas por si próprias, sem consultarem os seus “mestres”. Mas como é que as pessoas se habituam a um mundo em que tudo é automatizado em nome da sua comodidade, tanto que as próprias pessoas se tornam dispensáveis? Na curta, vemos algumas a recorrem a um salão de jogos para experimentarem a vida de um consultor financeiro ou de um construtor civil através de óculos de realidade virtual, como forma de escaparem a este futuro e de certa forma regressarem ao nosso presente, pondo em causa os benefícios humanos desta evolução.
Com uma animação de traço e tons simples mas poéticos, e um ritmo exemplar auxiliado por uma banda sonora excelente, The Last Job on Earth é uma curta metragem muito pertinente, sobre um tema cuja urgência de ser discutido só continuará a crescer.»
Texto: José Pedro Pinto

quinta-feira, 24 de março de 2016

Elza Pais: Fátima Ferreira e José Pedro Gomes - mandatários distritais | Patrícia Monteiro - diretora

Notícia DÃO E DEMO
A socialista Fátima Ferreira, a primeira presidente do departamento das mulheres socialistas do distrito de Viseu, vai ser a mandatária distrital de Elza Pais nesta candidatura que a ex-deputada socialista por Viseu e atual deputada por Coimbra tem em curso ao departamento nacional das mulheres socialistas.
Quem o avançou ao Dão e Demo foi a própria candidata, manifestando muito orgulho nesse facto mas também por poder contar com Patrícia Monteiro, ex-líder da JS, como diretora de distrital da sua campanha e ainda com José Pedro Gomes, também como mandatário distrital.
Segundo Elza Pais a sua candidatura irá contar em cada distrito com uma mandatária e um mandatário “por considerar que os homens têm um papel importante na afirmação dos Direitos Humanos das mulheres e na luta contra todo o tipo de discriminações.”
Sendo esta a base da sua estrutura distrital, Elza Pais confirmou-nos que conta igualmente com o apoio de Lúcia Silva, recém-eleita presidente das mulheres socialistas do distrito e brevemente irão ser divulgados os nomes de muitos outros apoiantes em todo o distrito, uma vez que a campanha começa agora, depois dos congressos federativos, a estruturar-se.
Quanto aos objetivos desta candidatura ver Dão e Demo de 15 de fevereiro de 2016.
Notícia DÃO E DEMO

quarta-feira, 23 de março de 2016

Viseu: JS critica PSD e quer que se aproveite atual quadro político para trazer radioterapia para Viseu

Notícia DÃO E DEMO
A concelhia de Viseu da Juventude Socialista veio a terreiro, através de comunicado, para criticar o PSD lamentando “que aqueles que nunca contestaram as posições de Paulo Macedo, sejam agora os mesmos que lançam petições públicas e que exigem respostas rápidas a um governo que acaba de entrar em funções. O aproveitamento político que o PSD Viseu pretende retirar em relação a esta matéria, não pode passar em claro.”
E a JS especifica esta situação citando o anterior ministro da saúde quando em 4 de março de 2013, em “resposta a uma questão colocada pelos deputados do PS José Junqueiro, Acácio Pinto e Elza Pais, defendeu que a construção da unidade de radioterapia em Viseu era ‘inviável’; poucos dias depois, na inauguração do hospital da Lamego, referiu que tal obra ‘não estava prevista’ e que não representava uma prioridade.”
O comunicado da estrutura liderada por Manuel Mirandez acrescenta que “a existência de um serviço de Radioterapia no Centro Hospitalar Tondela-Viseu, tem sido consensualmente assumida como uma causa de interesse local, regional e nacional. Os estudos de entidades técnicas independentes, como a Entidade Reguladora da Saúde, apontam para Viseu como o local mais apropriado para o surgimento de uma unidade de saúde com estas características. Mais ainda, quando a existência deste serviço, permitiria que mais de 400 mil pessoas dos distritos de Viseu e da Guarda, tivessem acesso a cuidados médicos e tratamentos oncológicos em condições mais adequadas, impedindo a sua obrigatória deslocação para Lisboa, Porto ou Coimbra.”
E a JS concluiu dizendo que “não acordou agora para esta temática” e acreditam que “o atual quadro político, constitui uma janela de oportunidade, para que esta questão se volte a colocar, para que se torne uma prioridade e para que seja, finalmente, uma realidade.”
Notícia DÃO E DEMO

sábado, 19 de março de 2016

De Almeida Moreira a Agostinho Ribeiro: 100 anos de história do Museu Nacional Grão Vasco

Opinião DÃO E DEMO
Assinalaram-se no dia 16 de março os 100 anos de vida do Museu Nacional Grão Vasco. Um Museu que nasceu, portanto, em 1916, sob a égide de Almeida Moreira, seu primeiro diretor, e que este ano da graça de 2016, sob a batuta de Agostinho Ribeiro, seu atual diretor, soube interpretar os desígnios de uma região e de um país, se mantém ao serviço das pessoas e continua um inesgotável servidor de um território que, de igual modo, nele se revê e com ele se funde e confunde.
E o programa idealizado para este ano do centenário, objetivamente multifacetado, teve, reconhecidamente, no dia 16 de março, uma forte carga simbólica e emotiva e uma forte dose de afetividade.
E isso pôde ser vivido e sentido pelos inúmeros viseenses que quiseram dizer presente. Pelos de cá e por aqueloutros que vindos de longe ali também quiseram deixar a sua impressão digital; ou mesmo por tantos outros que, na diáspora, além-fronteiras, mas que por estarem à distância de um clique, se quiseram sentir, sentiram, igualmente parte dos variados momentos que aconteceram durante todo o dia. Um dia, podemos dizê-lo, que para além da sempre efémera gravação pela memória, vai ficar associado a elementos simbólicos e duradouros que o homem, ao longo do tempo se habituou a guardar e a colecionar, perpetuando, através deles, memórias e histórias idas. Um selo, uma peça de porcelana e um vinho, uma trilogia de excelência do colecionismo, que os vindouros não prescindirão de apreciar e de disputar.
Mas, igualmente, o dia 16 de março ficou também marcado pela inauguração da exposição dos momentos mais relevantes dos 100 anos de vida do Museu, pelo anúncio da atribuição da medalha de ouro do município e à noite, na Sé Catedral de Viseu, a audição do coro do Teatro Nacional de São Carlos (embora sabendo a pouco) constituiu a cereja, bem vermelha, no cimo de um bolo centenário requintado.
De Almeida Moreira, esse visionário da cultura e da museografia, a Agostinho Ribeiro, este exímio e qualificado homem de cultura, o Museu Nacional Grão Vasco não só os mereceu a eles, como mereceu todos quantos o dirigiram, e tantos foram, todos quantos nele trabalham e trabalharam nestes 100 anos de história, de memória e de muita glória ao serviço de Viseu, de Portugal e do Mundo.
Aqui fica o meu tributo!
Acácio Pinto
Opinião DÃO E DEMO

sexta-feira, 18 de março de 2016

quarta-feira, 16 de março de 2016

Museu Nacional Grão Vasco assinala hoje 100 anos de existência com programa recheado

Notícia DÃO E DEMO
O Museu Nacional Grão Vasco (MNGV) assinala hoje, dia 16 de março, 100 anos de existência com um programa recheado de eventos.
O momento mais simbólico deste dia e que marca o ponto alto da “Festa do Museu, Festa de Viseu”, será o da inauguração da exposição “100 Anos Museu Nacional Grão Vasco”, às 18.30 h, cerimónia que será presidida pela Secretária de Estado da Cultura, Isabel Botelho Leal.
Esta exposição histórica sobre o Museu Nacional Grão Vasco estará patente ao público até 26 de junho e trata-se de uma exposição de forte componente memorial que dá a conhecer e celebra o percurso histórico do MNGV, desde a data de publicação em Diário do Governo da sua fundação (Decreto n.º 2:284-C, n.º 51), no dia 16 de março de 1916, até aos dias de hoje.
A cerimónia conta com a participação dos porta-voz, parceiros e mecenas do MNGV, permitirá acompanhar a visita-guiada à exposição, descobrir e saborear as novas edições temáticas do centenário, bem como informar sobre os principais desenvolvimentos e novidades do programa comemorativo da efeméride, cujas atividades decorrem até 2017, na cidade de Viseu e noutros pontos do País.
Agenda da Cerimónia de Inauguração “100 Anos Museu Nacional Grão Vasco”:
18h30 Boas vindas
Agostinho Ribeiro, Diretor do MNGV
18h40 Intervenções
David Santos, Subdiretor Geral do Património Cultural
Joaquim Fernando Nogueira, Presidente da Fundação Millennium BCP
Almeida Henriques, Presidente da Câmara Municipal de Viseu
Isabel Botelho Leal, Secretária de Estado da Cultura
19h15 Visita-guiada à exposição
Além da inauguração da exposição, “A Festa do Museu, a Festa de Viseu” anima a cidade durante todo o dia 16 de março, com um programa de atividades aberto ao público e que convida viseenses, visitantes e amigos do museu, para uma celebração conjunta dos 100 anos do MNGV.
Programa dia 16 de março:
10h00 RECEÇÃO, Adro da Sé de Viseu
10h30 MISSA SOLENE presidida por Sua Excelência Reverendíssima D. Ilídio Leandro, Bispo de Viseu, Sé de Viseu
17h30 LANÇAMENTO Edição filatélica Centenário MNGV - parceria CTT, MNGV
18h00 LANÇAMENTO Peça Vista Alegre Centenário MNGV - parceria Grupo Visabeira, MNGV
18h30 INAUGURAÇÃO Exposição “100 Anos Museu Nacional Grão Vasco”, MNGV
19h30 LANÇAMENTO Vinho “Grão Vasco Reserva do Museu 1996” - parceria Sogrape Vinhos, MNGV
21h00 CONCERTO Coro do Teatro Nacional de São Carlos - Gabriel Fauré, Requiem, op. 48 - parceria Fundação Millennium BCP, Sé de Viseu (evento com lotação limitada e participação sujeita ao levantamento prévio de bilhete na receção do MNGV).
Notícia DÃO E DEMO

domingo, 13 de março de 2016

Jantar do PS Mangualde contou com presença de Ana Catarina Mendes

Teve lugar no dia 12 de março em Mangualde um jantar de convívio dos socialistas do concelho promovido pela concelhia local do PS, liderada pelo Marco Almeida e que contou com casa cheia.
A secretária geral adjunta do PS, Ana Catarina Mendes, foi a figura central deste jantar, em que também pontificaram o presidente da Câmara Municipal, autarcas, o socialista João Azevedo, bem como os mangualdenses Jorge Coelho e Elza Pais e com José Junqueiro.
Lá estive a convite do presidente da concelhia com centenas e centenas de socialistas.
Boa mobilização e um PS motivado para os desafios que se avizinham.

quarta-feira, 9 de março de 2016

O rating de Maria Luís virou, obviamente, lixo

Opinião DÃO E DEMO
Serviu até há escassos meses atrás a República Portuguesa como ministra. E, nessa condição, tutelou, decidiu e fez opções em nome do Governo, logo do Estado, com inúmeras empresas públicas e privadas, nacionais e estrangeiras. E decidir em nome do Estado quer dizer servir os seus superiores interesses.
Trata-se de Maria Luís Albuquerque, a ministra das finanças da coligação PSD/CDS até novembro passado e aquela que tornou Paulo Portas revogável, ele que não a queria como ministra.
Falamos daquela que até há três meses e meio atrás foi a primeira responsável, em nome do Estado, pelas negociações do BANIF com as empresas que com ele negociavam, como foi o caso da Arrow Global, que lhe adquiriu capital de risco, empresa que agora contrata Maria Luís em part-time para sua administradora não executiva.
Aquela que criticava no Parlamento a promiscuidade entre política e negócios.
Pois bem, Maria Luís, na primeira oportunidade esqueceu tudo quanto disse e vai daí contratualizou com uma empresa que negociou com o BANIF, logo com o Estado, este part-time que acumula com a sua condição de deputada e, ainda por cima, numa área que ela tutelou.
Sejamos claros. Se até novembro defendeu os superiores interesses do Estado, e não queremos aqui duvidar (isso seria outra conversa), ela agora é paga para defender os superiores interesses da Arrow. E nada de mal nisso haveria não fora o pequeno – muito grande – pormenor de ela enquanto ministra ter tido um acesso privilegiado a todos os negócios da República, conhecimentos que agora, obviamente, ela não se dispensará de utilizar a favor de quem a veio contratar, máxime, agora, em desfavor do seu próprio país.
E não precisamos de estar ungidos por dons divinatórios especiais para perceber que a sua contratação assenta, obviamente, no facto de ela ter sido, precisamente, aquilo que foi durante estes últimos anos. Este seu contrato não advém de nenhuma finta especial que ela saiba fazer, para utilizar linguagem futebolística, de nenhuma capacidade excecional para marcar livres de fora da área, a sua contratação resulta, isso sim, de meses e anos a lidar com a dívida pública portuguesa, de meses e anos a lidar com as empresas de rating, de meses e anos a lidar e a decidir dos negócios financeiros de Portugal.
Face a isto, não queremos saber para nada da legalidade e das questões do direito. Deixem-nos em paz com esse discurso ‘juridiquês’ e com esse discurso ‘étiquês’, porque a partir de agora o rating de Maria Luís, por mais voltas que lhe deem, virou lixo, em definitivo, mas, convenhamos, com um part-time de luxo.
Acácio Pinto
Opinião DÃO E DEMO

Homenagem aos combatentes, em Sátão: ‘A pátria usou-os e não lhes agradeceu'

Notícia DÃO E DEMO
Teve lugar este domingo, dia 6 de março, em Sátão, a homenagem aos combatentes na guerra do ultramar, promovida pelo núcleo de Viseu da Liga dos Combatentes e pela comissão de combatentes de Sátão. As cerimónias desenrolaram-se na Igreja da Nossa Senhora da Graça e no cemitério, em dois momentos marcados por uma forte emoção e grande solidariedade humana
Na Igreja foi celebrada a Eucaristia, presidida pelo arcipreste José Cardoso e concelebrada pelos padres António Lopes Encarnação, Milton Lopes Encarnação, José Quinteiro, Nuno Amador e Augusto Gomes, ante uma guarda de honra constituída por militares do RIV 14 e no cemitério foi descerrada uma lápide que perpetuará o nome dos dois falecidos na guerra, que ali se encontram sepultados.
Dizendo que “esta homenagem é um ato de justiça (…) a jovens que renunciaram aos seus projetos de vida” o padre Milton, na homilia, que proferiu, pela segunda vez em 54 anos de vida sacerdotal, através de um texto escrito, deixou bem evidenciada a força e o poder das palavras ao acrescentar que “a pátria usou-os e não lhes agradeceu”, seguido de um ‘grito’ de solidariedade ao pronunciar “mas nós com eles faremos sempre comunhão”.
Considerando aquela “uma guerra que em muitas circunstâncias não era justa”, o padre Milton quis ainda enfatizar que “continua em débito o tributo da gratidão com todos”.
Já no cemitério, as palavras estiveram por conta do tenente-coronel José Tomás, presidente do núcleo de Viseu da Liga e do presidente da Câmara Municipal de Sátão, tendo ambos enaltecido a iniciativa de homenagear os combatentes de Sátão.
José Tomás contextualizou o trabalho da Liga dos Combatentes, desde a sua fundação e o trabalho que desenvolve, mas focou-se igualmente na guerra que se realizou entre 1961 e 1974 para dizer que os militares serviram com toda a sua força e com a própria vida “aqueles que eram ao tempo considerados os interesses nacionais”, dizendo que esta é a função dos militares, executarem as missões que são definidas pelos poderes políticos. Alexandre Vaz, por seu lado, centrou-se nos dois jovens de Sátão ali sepultados, alferes José d’Almeida Lopes da Encarnação e agente, Eduardo Pina, inspirando-se para tal nas palavras do livro “Pajem de um reino” da autoria do alferes José d’Almeida Lopes da Encarnação, ele que morreu em combate, em Moçambique, no dia 7 de março de 1966 e agora editado “in memoriam” pela sua família.
De referir que os padres Milton e António Lopes Encarnação, eram irmão de um dos homenageados, o alferes miliciano José d’Almeida Lopes da Encarnação.
Cerimónias semelhantes a esta serão levadas a cabo durante o ano de 2016 nos cemitérios do concelho onde se encontrem combatentes sepultados.
Notícia DÃO E DEMO



terça-feira, 8 de março de 2016

3ª Festa do pastor e do queijo: Joaquim Bonifácio anunciou construção de novo mercado do gado

Notícia DÃO E DEMO
Joaquim Bonifácio, presidente da Câmara Municipal de Aguiar da Beira, anunciou a construção de um novo mercado do gado durante a 3ª festa e feira do pastor e do queijo, que decorreu neste domingo, dia 6 de março, no Mosteiro, freguesia de Penaverde. Perante centenas e centenas de pessoa que enchiam o pavilhão, Joaquim Bonifácio disse que a autarquia já tinha aprovado esse investimento superior a 200 mil euros, facto este que foi enaltecido pelo presidente da Junta da Freguesia de Penaverde, Armindo Matos Florêncio, que também interveio durante a sessão.
Mas Joaquim Bonifácio enalteceu também os pastores e queijeiras e queijeiros que anualmente produzem entre 15 e 20 toneladas de queijo Serra da Estrela no concelho de Aguiar da Beira, acrescentando que tal tem origem nas cerca de quatro mil e quinhentas ovelhas da raça bordaleira e mondegueira existentes na área do seu município.
Nesta feira e festa do pastor e do queijo ainda intervieram o vice-presidente da CCDRC, Luís Caetano, o presidente da Assembleia Municipal, Virgílio Cunha, o representante da DRAPC, Jorge Carreira, e o presidente da CIM Viseu Dão Lafões.
Esta foi mais uma iniciativa do município de Aguiar da Beira que levou ao Mosteiro, este domingo, milhares de pessoas para degustarem e comprarem queijo Serra da Estrela.
Notícia DÃO E DEMO








domingo, 6 de março de 2016

Jorge Gomes em Mangualde: ‘Comandante municipal vai dar lugar a coordenador municipal da proteção civil’

Notícia DÃO E DEMO
Jorge Gomes, Secretário de Estado da Administração Interna, anunciou ontem, dia 4 de março, em Mangualde que o governo vai acabar com a figura de comandante municipal da proteção civil para dar lugar ao coordenador municipal da proteção civil. Esta alteração legislativa está para breve e visa dar o máximo de clareza e coerência a toda a cadeia de atuação da proteção civil.
Estas declarações foram efetuadas durante a receção que lhe foi efetuada no salão nobre da Câmara Municipal de Mangualde, onde João Azevedo, presidente da autarquia, agradeceu ao governante a presença em Mangualde para se associar às comemorações distritais do Dia da Proteção Civil que estão a decorrer naquele concelho desde o dia 1 de março e se prolongarão até ao próximo dia 18.
João Azevedo enfatizou ainda o papel importante de todos os agentes do concelho e do distrito na “defesa das populações e na valorização dos territórios” e Jorge Gomes não deixou de lembrar que “os agentes da proteção civil não atuam e trabalham exclusivamente no verão, como muitos pensam, nos incêndios florestais, mas nos 365 dias do anos em tantas ocorrências diárias que acontecem em todo o território”, como nos casos, recentes, das cheias e nos acidentes rodoviários.
Numa declaração emocionada, onde sobressaiu a sua costela de transmontano, Jorge Gomes saudou ainda todos os autarcas e populações que teimam em promover iniciativas, em trabalhar e resistir no interior do nosso país.
De seguida o Secretário de Estado, acompanhado pelo presidente da Câmara, João Azevedo e pelo comandante distrital da proteção civil, Lúcio Campos, efetuou uma visita detalhada à exposição que se encontrava no largo Dr. Couto, em frente à Câmara, onde os diversos agentes de proteção civil explicaram com detalhe ao secretário de estado as suas funções concretas no sistema e a sua capacidade operacional.








sábado, 5 de março de 2016

Vila Nova de Paiva comemorou o dia do município com lançamento de Roteiro da autoria de João Inês Vaz


A 2 de Março, Vila Nova de Paiva comemorou o seu Dia do Município.
As comemorações iniciaram-se com o hastear das bandeiras ao som do hino nacional, sob a guarda de honra do corpo de bombeiros voluntários de Vila Nova de Paiva.
Seguiu-se uma missa na Igreja Matriz de Vila Nova de Paiva, em memória dos autarcas e funcionários já falecidos, com a participação do Grupo Coral Redemptoris Mater.
Durante a sessão solene que decorreu no salão nobre da Câmara Municipal, foram homenageados funcionários da autarquia pelos 15, 20 e 30 anos ao serviço no município, na presença do executivo, membros da Assembleia Municipal, antigos autarcas, presidentes de Junta de Freguesia, outras entidades concelhias, comunicação social, funcionários e público em geral.
No programa das comemorações constou a apresentação do roteiro turístico e cultural do concelho, “Vila Nova de Paiva – Terras de Sempre”, da autoria de João Luís Inês Vaz, entretanto falecido. A apresentação desta obra de João Inês Vaz, ex-governador civil, professor universitário, arqueólogo, investigador, foi efetuada por Agostinho Ribeiro, diretor do Museu Nacional Grão Vasco, que a descreveu como uma obra apelativa e “uma ferramenta de rigor, de cientificidade e conhecimento”, num “misto de monografia e roteiro turístico com textos que nos dão realidades fidedignas do concelho e que valorizam as pessoas do território”.
O presidente do município, José Morgado, agradeceu a presença de todos os que se associaram às comemorações, especialmente a Amélia Albuquerque e ao filho de João Inês Vaz.
Referiu a importância desta obra na requalificação dos produtos culturais e gastronómicos do concelho e falou da urgência em dar continuidade ao trabalho que estava a ser desenvolvido no Museu Arqueológico do Alto Paiva para, em conjunto com o Centro Interpretativo Judaico, para poderem abrir as portas ao público.


quarta-feira, 2 de março de 2016

MUITO IMPORTANTE: Formação não é obrigatória para uso não profissional de produtos fitofarmacêuticos

Notícia DÃO E DEMO
Afinal nem todos os utilizadores dos produtos fitofarmacêuticos, vulgarmente conhecidos por herbicídasos e inseticídas, precisam de formação. É que os utilizadores não profissionais não necessitam de formação e podem adquirir produtos que estão identificados no sítio da DGAV em Produtos Fitofarmacêuticos: Lista dos Produtos Fitofarmacêuticos Autorizados para uso Não Profissional. Quem o diz é a DGADR (Direção Geral de Agricultura e de Desenvolvimento Rural através de um esclarecimento sobre uso não profissional de produtos fitofarmacêuticos, com data de 24 de fevereiro de 2016.
E o esclarecimento da DGADR refere quem são os utilizadores não profissionais, dizendo que “é o público em geral a quem é permitido manusear e aplicar produtos fitofarmacêuticos em ambiente doméstico.”
Esclarecendo a DGADR que os produtos fitofarmacêuticos dividem-se em 2 grupos:
i) Produtos fitofarmacêuticos de uso profissional, que são todos aqueles que dispõem da frase: “Este produto destina-se a ser utilizado por agricultores e outros aplicadores de produtos fitofarmacêuticos.” Todos aqueles que pretendam aplicar produtos fitofarmacêuticos de uso profissional, devem dispor de certificado da ação de formação em Aplicação de produtos fitofarmacêuticos, até 26 de novembro de 2015.
ii) Produtos fitofarmacêuticos de uso não profissional – A utilização destes produtos aplica-se em ambiente doméstico – plantas de interior, hortas e jardins familiares. Neste caso a formação não é obrigatória.
No caso de utilizador de produtos fitofarmacêuticos de uso profissional a formação é obrigatória.
E o esclarecimento diz ainda que “caso pretendam utilizar produtos de uso profissional (que dispõem da frase: “Este produto destina-se a ser utilizado por agricultores e outros aplicadores de produtos fitofarmacêuticos.”), então terão que ter formação obrigatória que os habilitem para obtenção de cartão de aplicador e neste caso aplica-se a Lei 26/2013.”
Quanto à Lei 26/2013 de 11 de abril, regula as atividades de distribuição, venda e aplicação de produtos fitofarmacêuticos para uso profissional, a DGADR diz que ela “resulta da transposição da Diretiva n.º 2009/128/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 21 de outubro. Esta Diretiva tem por objetivo uma utilização sustentável dos pesticidas, através da redução dos riscos e efeitos da sua utilização na saúde humana e no ambiente, promovendo o recurso à proteção integrada e a técnicas alternativas, designadamente não químicas, aos produtos fitofarmacêuticos.”
Foto: earthform.pt

terça-feira, 1 de março de 2016

Deixem-me continuar a utilizar o ‘inutensílio’ da poesia*

Opinião DÃO E DEMO
Naquele tempo, o tempo ainda tinha o tempo todo. Tanto tinha o tempo, no verão, para uma obrigatória sesta, bem dormida, como no inverno para longas conversas à volta do cepo ou para sucessivos jogos de sueca na taberna da aldeia à luz do gasómetro.
Era o tempo em que se esperava uma semana pela resposta da namorada à carta cheia de cupidos que se lhe havia enviado. Era o tempo em que as estradas ainda eram da JAE e para se chegar de Viseu a Lisboa, no Novo Mundo ou no Coche da Beira, se demoravam umas boas 6 horas, com paragem ali prós lados do Barracão para se comer uma bifana.
Era o tempo em que as estradas municipais se vestiam de terra batida e as mais privilegiadas lá tinham direito a vestir macadame.
Sim, bem sei, era um tempo bem difícil!
Entretanto inventaram outro tempo. Um tempo bem acelerado em que tudo tem que ser feito ao ritmo das bolsas de Tóquio ou de Frankfurt, de Londres ou de Nova Iorque.
Inventaram este tempo em que os bancos emprestam e lavam dinheiro ao ritmo de um ou dois a falir por cada orçamento de estado, que o povo sempre paga! Um tempo em que os Madoffs inventaram as engenharias financeiras que fazem com que os lucros se multipliquem, geometricamente, todos os anos, nem que seja à base de toxinas.
Inventámos um tempo em que temos pelo menos 5.000 amigos de todo o mundo e em que as respostas chegam, quase, ainda antes de serem enviadas. Em que as SMS, o correio eletrónico, o facebook e o twitter fazem o milagre do “isto é tão bom, não foi?”.
Inventámos este tempo em que tudo está feito. Em que o amanhã é agora e o agora já passou. Um tempo em que nem precisamos do passado e em que nos dizem que não vamos ter futuro. Reformas? Isso é só para os que já as têm!
É o tempo das ideias pré-formatadas que ‘consumimos-na-maior’. Afinal, temos tudo no ecrã tátil do telemóvel ao ritmo da polpa dos dedos. É um tempo em que nem precisamos de pensar. Bem sei que agora não vamos ter o dominical Marcelo, mas continuaremos a ter todos os dias sempre alguém que pensa por nós nos ecrãs cada vez mais pixelizados das televisões. Temos sempre comentadores de serviço permanente, quais apóstolos deste novo tempo, que nos trazem a boa nova, para nos salvarem da ignorância.
Mas, por favor, deixem-me continuar a utilizar o ‘inutensílio’ da poesia. Deixem-me fazer intervalos para pensamento e escrita. Intervalos de liberdade. Deixem-me continuar a pensar e a pensar que o nosso futuro tem muito a ver com essa capacidade de continuarmos a ousar e a decidir, mas pela nossa cabeça.
* Expressão de Paulo Leminski

Acácio Pinto
Opinião DÃO E DEMO