domingo, 31 de janeiro de 2016

Gouveia: Centenário do nascimento de Virgílio Ferreira

Busto de Virgílio Ferreira na Praça de São Pedro - Gouveia

Neste ano em que se assinalam os 100 anos do nascimento de Virgílio Ferreira, ele que nasceu em Melo, concelho de Gouveia no dia 28 de janeiro de 1916, aqui deixo uma foto do busto do escritor que foi descerrado no dia 29 de janeiro, pela Câmara Municipal, na praça de São Pedro, em Gouveia, em frente à Biblioteca Municipal Virgílio Ferreira, depois de o anterior ter sido roubado em 2014.
Igualmente deixo uma foto em que o Paulo Neto me apanhou numa amena conversa com Fernando Alves, jornalista da TSF, e com o vereador Jorge Ferreira no Museu Abel Manta onde se encontra patente ao público a exposição "Virgílio Ferreira: Os caminhos da escrita ou o fascínio da arte".
Fernando Alves é o autor da crónica diária "Sinais", da TSF, em que ele faz das notícias do quotidiano verdadeiras peças literárias que significam, tal qual a arte, muito para além dos sons certeiros das palavras que ele tão bem diz. São pérolas como estas, do jornalismo escrito e dito, prenhes de significado, de identidade e de intervenção, que ainda nos aquecem a esperança.
Com Fernando Alves (TSF) e o vereador Jorge Ferreira, no Museu Abel Manta.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Nova sinalização na vila de Sátão: Da crítica às primeiras placas ao elogio às mais recentes


Notícia DÃO E DEMO
A Câmara Municipal de Sátão está a implementar na vila de Sátão um novo projeto de sinalização dos equipamentos, instituições e localidades.
As primeiras placas a serem colocadas numa primeira fase foram e continuam a ser alvo de fortes críticas por parte dos automobilistas e de muitas pessoas contactadas pelo Dão e Demo, devido ao “reduzido tamanho das placas e das letras utilizadas”. Os automobilistas, por exemplo, praticamente têm que parar para as poderem ler sem problemas. Já nestas placas que agora foram colocadas no centro da vila, o “tiro” foi corrigido e a letra é de um tamanho bem maior, podendo ser lidas com grande facilidade.
Foram várias as pessoas que nos confessaram o seu agrado perante esta última sinalética que para além de permitirem uma boa leitura “dão um ar de modernidade ao espaço urbano”, conforme declarou ao Dão e Demo um comerciante por nós contactado.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

COLÓQUIOS DÃO E DEMO: "Os 40 anos de democracia na Câmara Municipal de Sátão"

Ler o artigo todo em: DÃO E DEMO
«Admitimos que possa ser essa a sua precípua função, mas entendemos que a função da comunicação social não se resume e esgota na informação. Não termina na produção e divulgação de conteúdos pelos seus leitores. A sua função tem que visar mais além, tem que lobrigar outros objetivos.
E porque assim pensamos e porque queremos que seja essoutra a nossa matriz, a matriz do jornal digital Dão e Demo, iremos dinamizar iniciativas, iremos promover espaços de discussão e de reflexão.
É neste contexto que iremos surgirão, já a partir do início de fevereiro, os Colóquios Dão e Demo, visando, aí, debater e discutir temas que possam envolver a comunidade e que aprofundem aspetos da nossa vida coletiva.

O primeiro desses colóquios, que queremos que venham a ser mensais, centrar-se-á no poder autárquico, essa grande alavanca de desenvolvimento dos territórios, e neste caso será sobre “Os 40 anos de democracia na Câmara Municipal de Sátão”.
E quem melhor do que os protagonistas para testemunharem, na primeira pessoa, sobre estas quatro décadas de poder autárquico democrático no concelho de Sátão? Quem melhor do que os ex-presidentes e o atual presidente para nos darem e contarem perspetivas e aspetos da sua governação? Quem melhor do que eles para trazerem à colação algumas decisões e algumas histórias menos conhecidas dos munícipes?
Pois bem, agradecendo-lhes desde já, uma vez que os quatro responderam positivamente ao nosso desafio, anunciamos a presença de...
Ler o artigo todo em: DÃO E DEMO

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Crítica de Cinema | O renascido (2015)

Ler em DÃO E DEMO

**

(Não vale a pena)
The Revenant (2015) | Leonardo DiCaprio, Tom Hardy, Domhnall Gleeson | Realizado por Alejandro G. Iñárritu | 156 min.
Por: José Pedro Pinto
Emmanuel Lubezki é brilhante. Não há outra maneira de colocar a questão: ele é simplesmente o mais importante diretor de fotografia vivo, e sem competição à vista. O que ele consegue aqui, novamente com Iñárritu, é um triunfo técnico tão impressionante como o do Birdman (2014), e muito mais agradável de se ver. De facto, o único triunfo técnico comparável na última década foi o do Gravidade (2013), de Alfonso Cuarón (outro realizador mexicano), também ele filmado por Lubezki. Três filmes a rebentar de ambição, inconcebivelmente difíceis de levar a cabo, os três demasiado experimentais para poderem alguma vez ser aceites pela máquina publicitária, não fosse o nome das suas estrelas e a força das suas imagens; produções entre as mais impressionantes da história do cinema, que merecem ser admiradas e estudadas durante décadas. É pena que, à exceção do Gravidade, sejam só isso: filmes para admirar, da mesma maneira que se admira um quadro hiperrealista ou uma pintura flamenca cheia de pormenores. Triunfos no que é menos importante...
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(Foto: www.foxmovies.com)

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Afinal, o que vão fazer a Davos?

Opinião DÃO E DEMO

Quando 62 cidadãos do mundo, com certeza iluminadíssimos e competentíssimos, portadores de uma inteligência incomum, ao que se julga, detêm tanta riqueza como 3,5 mil milhões de seus concidadãos está tudo dito sobre o modelo político e económico global que nos governa.
Quando 1% dos mais ricos detêm mais riqueza do que os restantes 99% cidadãos do planeta, fica bem clara e evidenciada a farsa que representa a governação dos estados em nome da equidade e da justiça social.
E assim sendo está tudo dito sobre o papel das lideranças políticas dos estados, bem como sobre as práticas das organizações de vocação universal que nos regem e tantas diretivas nos “ditam”.
É que nos últimos cinco anos a riqueza daqueles 62 multimilionários aumentou 44%, enquanto, ao invés, a dos 3,5 mil milhões de cidadãos decresceu 41%.
E face a estes dados que se estão a agravar à velocidade da luz, como se vê, eu creio que ninguém poderá ficar indiferente. Ninguém se pode render a este fatalismo que está a cercear à nascença a esperança de tantos milhares de milhões de cidadãos em Portugal, na Europa e no mundo.
Eu não quero aqui colocar em causa esses valores fundacionais dos estados democráticos modernos, os valores da liberdade, da democracia, da igualdade perante a justiça, perante a educação e perante a saúde. Mas isso não me impede de dizer que todos percebemos demasiado bem que por detrás desse discurso e desses apregoados valores não pode deixar de haver, há mesmo, uma retórica falaciosa.
Ou seja, se aqui chegámos e aqui chegámos com estas discrepâncias absurdas, inadmissíveis, irracionais, geradoras de conflitualidade, compete-nos não transigir ante este este fermento de ódio e de terror.
Está claro que não podemos nem mais um minuto prosseguir como se isto não existisse. Não podemos deixar de clamar contra este estado de coisas. Não podemos fechar os olhos ante os paraísos fiscais onde deixamos lavar mais branco a corrupção e o crime.
É evidente que enquanto as lideranças mundiais, das forças políticas democráticas, de base humanista, inspiradas pela social-democracia, pelo socialismo ou pelo liberalismo democrático, não cortarem cerce com essas dependências mais ou menos explícitas, com essa promiscuidade, com esses “iluminadíssimos e competentíssimos” 62 cidadãos não vamos lá e, pior que isso, permitimos que o discurso político se radicalize e que forças extremistas saiam vitoriosas, paradoxalmente, alimentadas por discursos e valores que mais potenciam as desigualdades.
Será que não está na hora de se envergonharem de ir a Davos? Afinal o que vão lá fazer?

Acácio Pinto

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

domingo, 17 de janeiro de 2016

Crítica de Cinema | A queda de Wall Street (2015)

Crítica de Cinema DÃO E DEMO
***
(Vale a pena)
The Big Short (2015) | Steve Carell, Ryan Gosling, Christian Bale | Realizado por Adam McKay | 130 min.
Por: José Pedro Pinto
Não é possível ficar indiferente à A Queda de Wall Street. O filme é uma tragédia no pleno sentido do termo – com forças invisíveis a conspirar desde o início para que no fim, apesar de esforço em contrário e até graças a ele, tudo acabe mal. Só que as forças em questão aqui não eram invisíveis – tanto que houve quem desse por elas, quem desse conta que o fim da festa estava iminente... mas quem é que gosta de desmancha-prazeres? E a observação mais pertinente do filme é que, tal como O Lobo de Wall Street (2013) percebera antes dele, a estupidez humana atinge proporções tão incomensuráveis de imbecilidade, que se chega a tornar mais fácil entendê-las através da comédia. O que por si já é outra tragédia.
O segundo parágrafo das minhas críticas costuma ser dedicado ao resumo da história, mas neste caso não há grande propósito nisso – toda a gente conhece bem a história da crise financeira. Ou, como o filme nota e bem: toda a gente sabe repetir uns quantos soundbites que apanhou na comunicação social para não parecer ignorante em conversa com os amigos. Porque entender realmente a história exigiria que percebêssemos os termos financeiros complicados que se usam nestas discussões – só que como o filme nota e ainda melhor, estes têm precisamente a dupla função de criar um dialeto próprio para os insiders, e de fazer com o que o resto da malta não perceba bem do que estão a falar e os deixem em paz. Tendo isso em conta, o filme toma a escolha certa: pergunta-nos se estamos a perceber alguma coisa, e como a resposta é inequivocamente “não”, corta para a Margot Robbie a tomar um banho de espuma, e pede-lhe que se dirija aos espectadores e lhes explique os termos mais complicados das questões financeiras – o que ela faz, em tom sensual, enquanto bebe champanhe. É garantido que se presta mais atenção.
Fico contente que tenha sido Adam McKay a realizar este filme. Gostei bastante dos seus Anchorman (2004 e 2013) e do Filhos e Enteados (2008), ambos sobre adultos a comportarem-se como crianças num mundo que espera que eles sejam sérios. Este filme é sobre o mesmo, e admite-o sem problemas. Atira as culpas da crise financeira aos bancos e às agências de ratings, mas nem parece levar-lhes isso muito a mal: o filme trata essas instituições como sítios onde ser um energúmeno automatizado é um pré-requisito para obter o emprego, por isso como julgá-las? E se as fosse a julgar, quem é que julgaria? Os empregados estão a cumprir ordens, não é função deles avaliar se estas são justas. Julgaria então os manda-chuvas? Mas quem são esses? O filme parece não fazer ideia – os bancos aparecem como entidades auto-geridas e auto-reguladas, que se mantém em piloto automático a seguir uma trajetória que ninguém se atreve a questionar, “porque é assim que as coisas funcionam”. Mas o filme nota algo importantíssimo: que essas trajetórias, disfarçadas sob o termo "regras", são definidas por pessoas – e as pessoas conseguem ser completas imbecis, pelo que é perfeitamente recomendável duvidar das regras que elas definem. De qualquer maneira, o filme é demasiado inteligente para deixar os bancos passarem por vilões enquanto o resto do pessoal lava as mãos: os protagonistas, conscientes da crise iminente, começam a investir contra o mercado imobiliário, torcendo por um abalo que deixará milhões de pessoas sem casa e sem emprego, mas que os deixará absurdamente ricos.
E o filme faz ainda mais outra coisa muito bem: dá-nos Mark Baum (Steve Carell). Enquanto que a maior parte das personagens tentam agir com alguma cortesia e decoro e servindo-se dos meios adequados, Mark está simplesmente demasiado fulo para isso, sempre à beira de partir os dentes a alguém ou de subir a um prédio e desatar aos gritos para que toda a gente fique a saber que o mundo está a ser guiado por condutores bêbados – dependendo do que estiver mais à mão. E num filme destes é precisa essa personagem, para nos ajudar a libertar a fúria – ou será que mais valia não a ter, para sairmos do cinema ainda com essa fúria armazenada, e vontade de fazer algo acerca disso? Não sei. Até porque A Queda de Wall Street não é um filme com esperança, e eu também não.
(Foto: laweekly.com)

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Governo vai criar a Unidade de Missão para a Valorização do Interior e arranca com descentralização

Notícia DÃO E DEMO
Segundo o comunicado do Conselho de Ministros de ontem, 14 de janeiro, foi aprovada “a missão e o estatuto da Unidade de Missão para a Valorização do Interior, que tem como objetivo criar, implementar e supervisionar um programa para a coesão territorial, promovendo medidas de desenvolvimento do interior.”
E acrescenta ainda que “a Unidade de Missão para a Valorização do Interior pretende-se transversal, com o objetivo de promover a atração e fixação de pessoas nestas regiões, a cooperação transfronteiriça e o intercâmbio de conhecimento aplicado entre centros de Investigação e Desenvolvimento e as comunidades rurais.”
Já no âmbito da descentralização o Conselho de Ministros “debateu o modelo e o calendário do Plano de Descentralização, tendo em vista aprofundar a democracia local, melhorar os serviços públicos de proximidade e atribuir novas competências às autarquias locais. Com estas medidas, o Governo cumpre os compromissos de estímulo ao crescimento económico assumidos no seu Programa, através da alocação de recursos para um nível de gestão mais próximo dos cidadãos.”
Diz ainda o comunicado que “este plano implica uma revisão das competências das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional e das Áreas Metropolitanas, reforçando-se a respetiva legitimidade democrática.”

“Este processo inicia-se já este mês, envolvendo pelo menos dez ministérios. Deverá estar concluído no final do primeiro semestre de 2017 para que o ciclo autárquico 2017-2021 possa decorrer já no novo quadro”, acrescenta o comunicado.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Sátão: Presidente da CIM inaugurou a exposição 'Crescer', patente ao público na Casa da Cultura

Notícia DÃO E DEMO
Teve lugar no dia 12 de janeiro, na Casa da Cultura de Sátão, a inauguração da exposição “Crescer – pelo sucesso do passado projetamos o futuro” que vai estar patente ao público até ao dia 18 de janeiro.
Esta exposição, da iniciativa da CIM Viseu Dão Lafões, está a percorrer os 14 concelhos integrantes da Comunidade e pretende apresentar os investimentos que foram realizados pelos municípios da CIM Viseu Dão Lafões, no âmbito do contrato de subvenção global com o Programa Mais Centro.
Estiveram presentes na inauguração o presidente da CIM, José Morgado Ribeiro, o presidente da Câmara de Sátão, Alexandre Vaz, a presidente da Assembleia Municipal, Eugénia Duarte e o presidente da Assembleia Intermunicipal, Acácio Pinto entre muitos outros autarcas do concelho de Sátão e representantes institucionais locais.
Alexandre Vaz agradeceu o apoio da CIM, enquadrou a exposição e falou das obras efetuadas com apoio dos fundos comunitários nos últimos anos no concelho de Sátão e José Morgado falou da estratégia supramunicipal no sentido de qualificar os territórios e de melhorar a vida das 268.000 pessoas que vivem nos 14 concelhos.
Depois destas duas intervenções seguiu-se uma visita detalhada aos vários painéis expostos.
A abrir este evento o grupo Zaatam interpretou duas das suas músicas, sendo que uma delas foi o Hino do Sátão.
Esta exposição poderá ser visitada de 2ª a 6ª feira das 9 ás 13 e das 14 ás 18 horas e aos sábados das 9 ás 13 horas.


domingo, 10 de janeiro de 2016

Segundo a Universidade de Aveiro, eucalipto de Contige, Sátão, é a maior árvore classificada de Portugal

Notícia DÃO E DEMO.
Quem o diz é a Universidade de Aveiro na sua página do facebook, com data de 4 de janeiro, o eucalipto (Eucaliptus globus Labill) de Contige, no concelho de Sátão, é, em Portugal, o “recordista com 11 m de perímetro à altura do peito”, considerando mesmo tratar-se da “maior árvore classificada de Portugal.”
Avança a Universidade na sua página que “é uma árvore imponente que não deixa indiferente quem entra na povoação. Plantado, provavelmente, em 1878, quando se abriu a Estrada das Donárias, é um dos maiores eucaliptos classificados até ao momento em Portugal. Localizado à beira da Estrada Nacional N.º 229, que liga Viseu a Satão.”
E diz ainda aquela instituição de ensino superior que o eucalipto “terá pertencido à família Soares de Contige, ou a duas famílias (Garcia de Mascarenhas e Xavier do Amaral Carvalho) que se uniram em casamento no século XIX” e que “aquando da construção da estrada, e da expropriação do terreno, a monumentalidade deste exemplar terá contribuído para a sua salvaguarda, não tendo por isso sido cortada”, tendo sido “a estrada desviada para coexistir com esta que é hoje considerada a maior árvore classificada de Portuga.”
Foto: Universidade de Aveiro

sábado, 9 de janeiro de 2016

João Soares presidiu à cerimónia de apresentação do programa do centenário do Museu Nacional Grão Vasco

Notícia DÃO E DEMO.
João Soares, Ministro da Cultura, invocou os deuses para que através de um “milagre” pudessem reforçar o orçamento da cultura, em resposta a um “pedido” de Almeida Henriques, Presidente da Câmara Municipal de Viseu, que havia solicitado uma reprogramação das verbas da cultura no âmbito do Portugal 2020. Mas não deixou de enfatizar o exemplo que está a ser seguido em Viseu, no Museu, o das parcerias e do mecenato com instituições públicas e muitas empresas da região e nacionais.

Este “diálogo” aconteceu ontem, dia 8 de janeiro, ao final da manhã, durante a cerimónia de apresentação do programa do centenário do Museu Nacional Grão Vasco, em Viseu.
Esta foi a segunda presença em Viseu do Ministro da Cultura, neste pouco mais de um mês que leva em funções. A primeira tinha sido em dezembro para assistir à antestreia do filme Amor Impossível, de António Pedro Vasconcelos.

Mas na sua intervenção, João Soares, enalteceu a qualidade e a diversidade do programa que havia sido dado a conhecer pelo diretor do Museu, Agostinho Ribeiro, e disse que esta oportunidade permite também homenagear “um dos maiores pintores portugueses de sempre”, Grão Vasco, e “uma grande figura da República”, Almeida Moreira, que foi o primeiro diretor do Museu Nacional Grão Vasco.

Agostinho Ribeiro, na intervenção, traçou em detalhe todo o programa e toda a estratégia que lhe subjaz, deu a conhecer a Comissão Organizadora e a Comissão de Honra das comemorações do centenário.
Apesar de o dia 16 de março ser o dia maior destas comemorações, pois é o dia em que se assinalam os 100 anos de Museu, há toda uma diversidade de eventos que se sucedem a um grande ritmo. Desde exposições, algumas já em exibição, a colóquios, a conferências, à publicação de uma obra alusiva aos 100 anos, a catálogos, a um selo dos CTT, à poesia e muita música é um sem fim de iniciativas que irão decorrer durante o ano dentro do Museu, na cidade e mesmo em paragens mais distantes, como Cascais.

Almeida Henriques, Presidente da Câmara, enalteceu o trabalho de parceria e enfatizou a importância do Museu para a cidade e para a região neste ano em que em Viseu se assinalam para além do centenário do Museu, também o centenário dos Paços do Concelho, os 500 anos da Misericórdia e os 500 anos da dedicação da catedral diocesana.
Na mesa estiveram ainda Fernando Nogueira, presidente da Fundação Milénio BCP, mecenas do Museu, e o subdiretor geral do Património Cultural.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

[Opinião] Não há desenvolvimento sem trabalho digno

Opinião DÃO E DEMO
Vivemos tempos sombrios no que concerne aos direitos dos trabalhadores e à dignidade e remuneração do trabalho.
Esta é uma daquelas questões que tem vindo a piorar no decurso destas últimas décadas. As tais décadas de afirmação das “promissoras” globalização do comércio e “democratização” dos acessos à net. Dizia-se que caminhávamos para o tempo em que a igualdade de oportunidades rasgaria as amarras e todos seríamos mais iguais. Dizia-se que a breve prazo as circunstâncias dos berços de nascimento não seriam determinantes para o rumo de cada cidadão.
Era assim como que um éden mesmo ali à mão!
É bem verdade que nem todos embarcaram neste canto do cisne. Que nem todos trincaram esse engodo bem confecionado.
Mas o que é facto é que aqui chegámos e aqui estamos, hoje, todos aterrados e soterrados neste mundo de efetivos poderes dos “estados” económicas e financeiras supra estatais. Destes “impérios sem rosto” a quem paulatinamente os poderes políticos dos estados se entregaram em nome dos nobres valores do investimento, da competitividade, da eficiência e do livre comércio.
E vai daí, esse poder de facto, desses “estados”, a quem não conhecemos as feições faciais, disseram ao que vinham e aí estão em velocidade cruzeiro a imporem as suas regras.
E hoje, são aos milhões aqueles que face à iminência do desemprego e da precariedade se confrontam com a aceitação de regras e ditames leoninos nos mais diversos setores da economia. Tudo o que é economia é alvo das “diretivas” comerciais e laborais desses grupos. E as novas guerras, agora, passaram a ser entre esses impérios sem rosto, que quantas vezes arrastam povos inteiros para a fome e para a miséria.
Assistimos como que a uma “(re)escravização” do homem em muitas paragens do mundo.
E em Portugal os laivos destas políticas andam também por aí. As políticas desenvolvidas, nomeadamente, ao longo destes últimos anos tinham nos seus fundamentos mais profundos muitos destes pressupostos. E pelo menos uma coisa, estas políticas, geraram: “Ferraris e Maseratis batem recordes de vendas”, segundo título do JN de dia 5 de janeiro.

É bem verdade que não vai ser possível alterar tudo e sobretudo de uma vez. Mas não tenho dúvida de que se impõe regressar à política, à ideologia, e a tudo o que ela significa na linha do respeito pela dignidade da pessoa no trabalho e na vida. E esta linha tem que ecoar e vingar nas lideranças políticas da Europa, da União Europeia, para que esta retorne aos seus verdadeiros valores fundacionais.
Acácio Pinto