segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Festival da água, nas Termas de São Pedro do Sul

Desloquei-me no dia 30 de agosto às Termas de São Pedro do Sul onde visitei, com o Vítor Figueiredo, presidente da Câmara Municipal de São Pedro do Sul, o espaço onde decorria o "Festival da água", um magnífico evento que se desenrolou durante todo o fim de semana (dias 28, 29 e 30) nas margens do rio Vouga, nas imediações dos balneários dom Afonso Henriques e rainha dona Amélia.
Este é mais um, talvez o mais emblemático, dos inúmeros eventos que acontecem regularmente na época estival nas Termas de São Pedro do Sul como forma de animação e de criação de um espaço atrativo para os milhares e milhares de aquistas (cerca de 20.000 por ano) de todo o país e estrangeiro que ali se deslocam para usufruir das características medicinais das águas mineralizadas e quentes que brotam a 68,7ºC das entranhas da terra.
Ali chegado, participei na inauguração de uma exposição de escultura, em ferro, do mestre Plácido Souto, que ficará patente ao público nos corredores do balneário dom Afonso Henriques, um artista minhoto, com uma vasta obra, e de seguida visitei o espaço onde decorriam atividades de lazer e onde o grupo "Anjos" ensaiava a sua atuação que iria levar a cabo à noite.
Excelente iniciativa. Parabéns.
(Fotos: L&C e Festival da Água)

domingo, 30 de agosto de 2015

Queiriga - Vila Nova de Paiva: Resistir à crise nas terras do demo, de mestre Aquilino!

No CM de hoje, 30 de agosto, na página 25, é dada à estampa, na coluna "bebés de Portugal", uma notícia sobre o Paulo Marques, presidente da Assembleia Municipal de Vila Nova de Paiva, e a esposa, Rute, com os seus dois filhos, o João e a Mariana...
Este é mais um exemplo, entre tantos outros que semanalmente têm sido trazidos aos leitores, sobre natalidade.
Neste caso resulta bem evidente que na Queiriga, concelho de Vila Nova de Paiva, residem dois jovens juristas que acreditam nas potencialidades da sua terra e resistem à crise, nas terras do demo, de mestre Aquilino...
Felicidades!

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

[opinião] Barragem de Ribeiradio: uma obra com assinatura!

A energia é um daqueles temas que com regularidade entra na agenda dos líderes mundiais e consequentemente no debate interno dos países.
Ainda agora, recentemente, pela voz do presidente dos Estados Unidos da América, o tema assumiu foros de primeira página, com Barack Obama a defender a necessidade de um forte incremento da energia limpa propondo mesmo um “clean power plan” com uma meta para a redução das emissões de CO2.
Serve esta introdução para dar nota da conclusão e de alguns detalhes da barragem de Ribeiradio, pois não me quero deter sobre a bondade das declarações solenes de um presidente em final de mandato, mesmo que dos EUA, uma vez que, sobre isso, e sobre muita hipocrisia à mistura, muito haveria para dizer.
Pois bem, de passagem por Oliveira de Frades não podia deixar de visitar um empreendimento, entre muitos outros em todo o país, lançados nos governos do PS, que tinham precisamente na sua génese a questão da produção de energia com base em fontes renováveis.
Lançada, em boa hora, pelos governos do PS, liderados por José Sócrates, aí está, portanto, já concluída, a barragem de Ribeiradio, no rio Vouga, num investimento superior a 200 milhões de euros e com uma potência total instalada de 81 MW.
Este empreendimento, há mais de setenta anos adiado, é agora uma realidade. Composto pelas barragens de Ribeiradio e da Ermida tem como finalidade a produção de energia elétrica, a regularização do caudal do Vouga, abastecimento de água às populações, rega e ainda permitiu a ligação entre as duas margens, entre os concelhos de Oliveira de Frades e de Sever do Vouga.
Lá estive, em 2009, com o primeiro-ministro, José Sócrates, e com os ministros Manuel Pinho e Nunes Correia, aquando da apresentação do projeto, lá estive em 2011 com os eurodeputados, Vital Moreira e Correia de Campos, a visitar as obras e lá estive agora, em 2015, numa visita informal, com o meu amigo António Cabrita Grade, para constatar "in loco" a grandiosidade da obra realizada e que irá ainda permitir, com certeza, na albufeira, o florescimento de atividades e espaços de lazer.
Termino como comecei, quando alguns agora, interna e externamente, falam de energia limpa, importa ter em conta que Portugal nessa matéria tem um histórico invejável, fruto das opções dos governos do PS. As consequências estão à vista: quase dois terços da eletricidade que consumimos já têm origem renovável, o que melhorou a balança energética portuguesa e reduziu as emissões de CO2.
Acácio Pinto
Diário de Viseu

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

António Costa: "O conhecimento e a inovação são a chave do desenvolvimento"

Lisboa, 26 de Agosto de 2015
Caras e caros amigos,
Nestas eleições, temos uma decisão de fundo a tomar sobre o nosso modelo de desenvolvimento: aceitamos, como a direita defende, que só com empobrecimento e precariedade seremos competitivos ou, em alternativa, batemo-nos por um modelo que investe no conhecimento e na inovação como a chave do desenvolvimento?
Os nossos setores económicos tradicionais são mesmo o bom exemplo do rumo certo para alcançarmos os resultados desejados. Quando foram considerados sem futuro, que fizeram? Prosseguiram a estratégia de reduzir custos com recurso à mão de obra infantil e à contrafação? Não, não fizeram isso. Pelo contrário! Apostaram na inovação, na qualificação da gestão, na diferenciação dos seus produtos, competindo pelo valor acrescentado. E assim se modernizaram importantes sectores no calçado, no têxtil, no agroalimentar ou na metalomecânica.
A cultura, a ciência, a educação e a formação ao longo da vida são os pilares da sociedade do conhecimento, garantia de uma cidadania ativa, condição da capacidade para enfrentar as incertezas do futuro, habitat natural de uma economia empreendedora, criativa, inovadora e que se internacionaliza.
Para crescer, temos de recuperar competitividade. A direita defende que é empobrecendo coletivamente, reduzindo salários, eliminando direitos laborais, privatizando o estado social, diminuindo os impostos sobre as empresas, que seremos competitivos. O resultado desta estratégia está à vista. Regredimos a 2002 no PIB, a 1990 no investimento… E mesmo as tão faladas exportações limitaram-se a evoluir em linha com o período 2005/2008 e graças a investimentos decididos antes de 2011.
Não podemos prosseguir esta trajetória de retrocesso. O nosso caminho é o da inovação e inovar exige investimento no conhecimento. Esta é a primeira grande opção sobre o modelo de sociedade em que queremos viver. Porque esta opção tem consequências várias, por exemplo, na visão sobre o mercado de trabalho ou na fiscalidade. Não há empresas inovadoras assentes na precariedade. Inovação exige investir na qualificação e na formação ao longo da vida dos trabalhadores. A precariedade é o incentivo errado. A produtividade que precisamos não é a que resulta da redução do salário, mas do aumento do valor produzido. Temos de realinhar os incentivos: em alternativa à redução indiscriminada do IRC ou da TSU, devemos ser seletivos, concentrando os incentivos nos investimentos em inovação e no combate à precariedade laboral.
Por isso, o que é prioritário? Promover a cultura e a ciência, combater o insucesso escolar e garantir os 12 anos de escolaridade, apostar na educação de adultos e na formação ao longo da vida, valorizar o ensino superior, investir em centros tecnológicos e no emprego massivo de jovens licenciados na modernização do tecido empresarial, apoiar a capitalização das empresas, o empreendedorismo, a internacionalização.
Queremos travar o êxodo dos jovens mais qualificados? Queremos aumentar a natalidade? Apostemos na inovação, pois só assim teremos emprego de qualidade. Ao contrário do que a direita pensa, as reformas que precisamos no mercado de trabalho não são as que nos permitem competir pela pobreza, mas sim as que nos permitem travar o êxodo migratório dos jovens, com emprego digno, que atraia, fixe e dê confiança no futuro às novas gerações.
Esta é a primeira opção de fundo que temos de fazer nestas eleições. A minha escolha é clara e é essa que vos proponho. Defendo um modelo de desenvolvimento assente no investimento no conhecimento e na inovação e no combate à precariedade e ao empobrecimento.
Até amanhã, os meus melhores cumprimentos.

António Costa

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Penalva do Castelo: II FEIRA DO VINHO DÃO DE PENALVA

Teve lugar na tarde de 23 de agosto a II Feira do vinho "Dão de Penalva", uma iniciativa da câmara municipal de Penalva do Castelo integrada nas festas do concelho e que inseriu também um mercado rural, onde foram comercializados produtos locais (hortícolas, enchidos, queijo, pão e bolos, compotas e azeite).
Este evento que decorreu na praça do pelourinho, em frente aos antigos paços do concelho, foi concebido para promover os vinhos produzidos no concelho e contou com a presença de seis produtores de vinho: Adega cooperativa de Penalva do Castelo, Quinta da Corga, Casa da Ínsua, Quinta do Serrado/FTP vinhos, Quinta da Rebôtea e Quinta da Vegia.
A abrir o certame foram entregues as medalhas de ouro aos vinhos premiados num recente certame internacional e de seguida intervieram o vice-presidente da CCDR centro, Luís Caetano, e o presidente da autarquia, Francisco Carvalho.
Associaram-se a esta iniciativa, para além dos autarcas locais, muitos penalvenses e forasteiros, mas também o presidente da câmara de Aguiar da Beira, Joaquim Bonifácio, e o vereador de Mangualde, João Lopes, entre outros convidados do concelho e da região.
Lá estive com o deputado José Junqueiro, a convite do presidente da câmara, Francisco Carvalho, neste evento que visa distinguir um dos mais relevantes produtos que se produzem em Penalva do Castelo.