quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Da banca aos novos donos da bola: Quem vai pagar? Os mesmos de sempre!

Opinião DÃO E DEMO
O fogo-de-artifício dos milhões continua a ser lançado aos quatro ventos, todos os dias. Aliás, nunca os portugueses esbarraram em tantos milhões como nestes últimos anos, nestes últimos tempos.
São os milhões do BANIF, os milhões da Nós, os milhões da Meo. Foram os milhões do BPN, os milhões do BES e os milhões dos submarinos.
Bem sei que não são contas do mesmo rosário. Bancos não são a mesma coisa que telecomunicações, que futebol e que a defesa do país. Porém, isto tem sido tudo uma guerra sem quartel. Aquilo que temos aí são acertos de contas entre organizações, muitas sem rosto, cujo modus operandi é a multiplicação dos pães com farinha e fermento adulterados e cujo desiderato tem sido sempre o assalto às magras carteiras dos portugueses.
Bem sei que estas são palavras duras. Palavras cruas. Mas será que qualquer português pode ter palavras que não sejam ácidas perante a exaustão a que têm sido sujeitos pelos “donos disto tudo”?
Creio que ninguém se esqueceu ainda (será que é possível esquecer!?) dos “miríficos” e especulativos negócios de arte e de empresas tecnológicas negociadas por milhões e que afinal valiam tostões; das centenas de milhões de euros “emprestados” aos “rios frios” e que se descobriu que deterioraram a memória dos melhores gestores do mundo; dos milhares de milhões africanizados e agora sem rasto, e pelos vistos (gold ou silver), sem rosto; das “difíceis” álgebras para dividir as submarinas comissões por “competentíssimas” administrações.
Enfim, o rol, infelizmente, não tem um fim próximo. Concluiríamos o artigo a inventariar aspetos de negócios ruinosos que se passaram à frente dos nossos olhos, efetuados por empresas ditas sólidas e credíveis e que hoje estamos todos a pagar.
Os mais recentes casos, que a todos nos deixam sem fôlego, são esses negócios milionários das operadoras de telecomunicações com os clubes de futebol...
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terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Sátão: Vai ser construída Unidade de Cuidados Continuados na antiga Escola Ferreira Lapa

Notícia DÃO E DEMO:
A Fundação Elísio Ferreira Afonso está a desenvolver um projeto para a construção de uma Unidade de Cuidados Continuados de média e de linga duração nas instalações da antiga Escola Ferreira Lapa, em Sátão.
Este projeto foi desenvolvido em articulação com a Administração Regional de Saúde do Centro e está já aprovado com capacidade de 31 camas, estando previsto o início das obras durante o ano de 2016, segundo Dão e Demo apurou junto de fonte ligada ao processo.

As unidades de cuidados continuados, que depois serão integradas na rede nacional de cuidados integrados, visam “a prestação de cuidados de saúde e de apoio social de forma continuada e integrada a pessoas que, independentemente da idade, se encontrem em situação de dependência. Os Cuidados Continuados Integrados estão centrados na recuperação global da pessoa, promovendo a sua autonomia e melhorando a sua funcionalidade, no âmbito da situação de dependência em que se encontra”, conforme se pode ler nos objetivos da rede que foi criada pelos Ministérios do Trabalho e da Solidariedade Social e da Saúde.

domingo, 27 de dezembro de 2015

“Precisamos de gente séria na política", disse general Ferreira do Amaral, na inauguração da sede

Notícia DÃO E DEMO:
“Precisamos de gente séria na política e isso começa pelos lugares de topo e é por isso que apoio o reitor Sampaio da Nóvoa.” Foi com estas palavras que, ontem à tarde em Sátão, na inauguração da sede concelhia da candidatura de Sampaio da Nóvoa, o seu mandatário distrital, general Ferreira do Amaral, justificou o seu apoio ao candidato.
Disse ainda que Sampaio da Nóvoa “é um homem com coragem”, citando o seu discurso aquando do 10 de junho de 2012, que disse ter sido aplaudido e reconhecido por todos. Ferreira do Amaral desvalorizou a notoriedade dizendo que “essa não uma condição obrigatória para se ser presidente”, ironizando com a notoriedade ligada ao mundo do futebol.
Antes dele tinha falado Rui Santos, da comissão executiva distrital da candidatura, abordando a independência partidária do candidato bem como o seu percurso de investigador e de pensador, acrescentando que tem obra publicada que retrata bem qual o seu pensamento sobre o modelo de sociedade que defende.
Já Celso Neto, o mandatário para o concelho de Sátão, a abrir agradeceu a presença de todos e disse da necessidade de se abrir a sede desafiando os satenses a poderem passar por lá.

Para além dos apoiantes do concelho de Sátão e de apoiantes de concelhos limítrofes, marcaram ainda presença os mandatários de Sampaio da Nóvoa de Mangualde, Rui Ardérius, e de Vila Nova de Paiva, Paulo Marques.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

BANIF: Governo foi célere e transparente perante a irresponsabilidade anterior

As autoridades portuguesas geriram o processo do Banif com “objetivos claramente eleitoralistas” e por isso o problema desta instituição bancária “foi sucessivamente adiado” por questões “meramente políticas”, acusou hoje a Secretária-geral adjunta, Ana Catarina Mendes.
Em conferência de Imprensa, na sede nacional do Largo do Rato, Ana Catarina Mendes considerou que a solução adotada ontem pelo Governo sobre o Banif é a que “melhor assegura a posição dos depositantes, famílias e empresas, salvaguardando a total proteção das suas poupanças”.
Uma solução que, frisou, “salvaguarda também o sistema financeiro, evitando a contaminação para outras instituições bancárias”.
Segundo a dirigente socialista, “a alternativa seria a liquidação do banco, com custos elevadíssimos para os trabalhadores e ainda mais elevada para os contribuintes. Esta solução é, de entre todas, a que menos custos acarreta”.
Ana Catarina Mendes sublinhou que o atual Governo, em funções há apenas três semanas, “atuou de forma célere e com total transparência, ao contrário do que aconteceu no passado recente”.
“O anterior Governo da direita já não está em funções, mas os portugueses continuam a pagar a fatura da sua irresponsabilidade”, acrescentou.
Para a Secretária-geral adjunta, é hoje claro que “as autoridades portuguesas geriram este processo não no interesse dos depositantes e dos contribuintes, mas com objetivos meramente eleitorais”.
Adiantando que “isso fica demonstrado pela carta da comissária europeia da Concorrência, hoje divulgada pela Comunicação Social, em que se refere que o problema do Banif tinha vindo a ser sucessivamente adiado por questões meramente políticas”.

Reforçar a supervisão do sistema financeiro e bancário
Esta situação, segundo Ana Catarina Mendes, “reforça a necessidade imperiosa de rever o quadro jurídico da supervisão do sistema financeiro e bancário, por forma a evitar as sistemáticas surpresas com que os portugueses têm vindo a ser confrontados”.
O PS “sublinha que a solução encontrada não agrava as contas do défice orçamental do Estado relevante para o cumprimento das metas europeias, mantendo-se assim intactos os compromissos do PS para iniciar uma trajetória de recuperação dos rendimentos dos portugueses”.

Neste quadro, defendeu a dirigente socialista, “torna-se obviamente necessária a constituição de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para que se apure de forma cabal a responsabilidade dos vários intervenientes na situação a que chegou o banco”.

Almoço de Natal do Lar “Os Melros”, em Germil - Penalva do Castelo

Notícia DÃO E DEMO
Teve lugar ontem, dia 20 de dezembro, o tradicional almoço de Natal do Lar “Os Melros”, em Germil, concelho de Penalva do Castelo.
Mais uma vez "Os Melros" juntaram à volta da mesa os seus utentes, todos os colaboradores e amigos, que fizeram questão de comparecer.
O presidente da instituição, José Manuel Lopes, na sua intervenção agradeceu a todos a sua presença, disse contar com todos e deixou o compromisso de os órgãos sociais continuarem a tudo fazer para engrandecerem e qualificarem esta já grande obra social.
Quem marcou presença foi o presidente de Penalva do Castelo, Francisco Carvalho, que na oportunidade elogiou o trabalho ali desenvolvido e deixou uma lembrança à instituição, dizendo que a autarquia continuaria a pugnar no apoio às instituições sociais do concelho, que se têm revelado fundamentais para a melhoria da qualidade de vida das populações.
Igualmente presente, o presidente da autarquia de Mangualde, João Azevedo, deixou palavras de apreço aos responsáveis do Lar e enalteceu o trabalho do seu homólogo penalvense, com quem e quer continuar a articular projetos de desenvolvimento para os respetivos territórios.
Pelos discursos perpassou a necessidade de encontrar uma solução para a construção de um novo acesso à povoação de Germil a partir da estrada nacional tendo em conta que o atual, pela excessiva inclinação e inúmeras curvas, não serve os propósitos das populações ali residentes.

De referir ainda a presença do deputado do PS, João Paulo Rebelo, dos ex-deputados Acácio Pinto e José Junqueiro, do presidente da Assembleia Municipal, Vítor Fernandes, da presidente da Junta de Germil, Marlene Lopes, do presidente da Junta de Mangualde, Bernardino Azevedo, da diretora do agrupamento de escolas, Rosa Figueiredo entre outros representantes de instituições do concelho e da região.

domingo, 20 de dezembro de 2015

Crítica de cinema | AMOR IMPOSSÍVEL (2015)

Crítica de Cinema a ler em DÃO E DEMO

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(Não vale a pena)
Amor Impossível (2015) | Victória Guerra, José Mata, Soraia Chaves | Realizado por António-Pedro Vasconcelos | 125 min.
Por: José Pedro Pinto
Amor Impossível é um filme perfeitamente sofrível, algo elevado por duas boas prestações da parte dos atores principais – Victória Guerra e João Mata – que claramente não tiveram vida fácil. Inspirado numa história real passada em Viseu, onde foi filmado, representa uma queda bastante elevada em relação ao filme anterior do realizador António-Pedro Vasconcelos – o bastante agradável Os Gatos Não Têm Vertigens (2014) – ou até em relação ao belo pedaço de entretenimento que foi o Call Girl (2007). Mas também não é mau; só é mais o tipo de filme para ver na televisão numa tarde de um sábado indolente do que o de ir ao cinema de propósito para ver.
Madalena (Soraia Chaves) e Marco (Ricardo Pereira), agentes da Polícia Judiciária, são chamados a Viseu por causa de um caso de uma jovem desaparecida. O namorado dela, em estado de choque, fala-lhes de raptores violentos que os atacaram na noite anterior quando estavam juntos, espancando-o e drogando-o enquanto metiam a rapariga dentro de um carro. Por sorte, o rapaz conseguira escapar e cambaleara de volta à cidade, onde fora imediatamente socorrido e hospitalizado. Os agentes não ficam convencidos com as explicações do jovem, e a descoberta do diário da sua namorada permite-lhes reconstituir os acontecimentos dos dias que antecederam o seu desaparecimento.
Cristina (Victória Guerra) e Tiago (José Mata) são dois jovens universitários que vivem uma relação amorosa obsessiva. Marcada pela morte misteriosa do seu pai anos antes, Cristina sonha viver um amor arrebatador...
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sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Crítica de Cinema | Star Wars: O despertar da força (2015)

Crítica DÃO E DEMO
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(Vale a pena)
Star Wars: The Force Awakens (2015) | Daisy Ridley, John Boyega, Oscar Isaac | Realizado por J.J. Abrams | 135 min.
Por: José Pedro Pinto
Os receios afinal não tinham razão de ser: O Despertar da Força é o primeiro filme em 32 anos a merecer o nome Star Wars, e se foi preciso a Disney comprar a Lucasfilm por quatro mil milhões de dólares para podermos voltar a ver o Han Solo em ação, foi bem gasto. J.J. Abrams não só ultrapassou tudo o que tinha feito até aqui, como fez o impensável: o filme não só não desilude, como merece comparação com os filmes da trilogia original que, no meio do barulheira dos fãs, é fácil esquecer que são dos melhores filmes alguma vez feitos. É claro que não é tão bom como esses, nem seria de exigir tal coisa, mas é um belíssimo filme mesmo para quem nunca os viu, e uma maravilha para quem os conhece.
BB-8, um pequeno dróide com uma personalidade excêntrica, tem na sua posse planos que podem determinar o resultado da guerra entre a Resistência e a Primeira Ordem. Deambulando pelo deserto, acaba por dar com Rey (Daisy Ridley), uma órfã destemida que lhe inspira confiança, e com quem fica até ter a oportunidade de deixar os planos nas mãos certas. Quando a Primeira Ordem descobre a localização do dróide, a jovem vê-se inesperadamente envolvida numa guerra que ainda não entende. É certo que a premissa dificilmente poderia ser mais semelhante à do Star Wars – Uma Nova Esperança (1977), o filme que começou a saga, mas é tratada com uma frescura que invalida qualquer comentário negativo que possa fazer nesse sentido. Entretanto, o Stormtrooper FN-2187 (John Boyega) começa a questionar-se se está do lado certo da guerra depois da sua primeira missão sob o comando de Kylo Ren (Adam Driver), na qual lhe foi ordenado que executasse os habitantes de uma aldeia cheia de inocentes. Durante essa missão, a Primeira Ordem capturara Poe Dameron (Oscar Isaac), um exímio piloto da Resistência, e FN-2187 decide soltar o rebelde e fugir com ele, passando a ser procurado por traição. Por coincidência (ou por ação da Força), FN-2187, rebatizado de Finn, dá por si a ajudar Rey a escapar aos seus antigos companheiros, a bordo de um velho monte de sucata voador – a nave Millennium Falcon – que rapidamente é capturada pelos seus antigos donos – Han Solo (Harrison Ford) e Chewbacca (Peter Mayhew). Juntos, tentam levar os planos à Resistência, para que esta possa encontrar um mítico guerreiro que ajudara a vencer as forças do Lado Negro décadas antes, e que estava desparecido há muitos anos – Luke Skywalker.
Admito que não estava convencido em relação à escolha de J.J. Abrams como realizador. Não havia dúvidas quanto à sua capacidade como produtor de projetos de grande porte, como provara com Perdidos (2004-2010), Missão Impossível 4 e 5, e principalmente com o seu reboot do Star Trek (2009). Mas nos poucos filmes que realizou, mostrara frequenemente que a sua excelência técnica era incapaz de impedir que os filmes fossem maçadores. No Super 8, o único filme dele antes deste que não me aborreceu (e o único escrito e realizado apenas por ele), mostrava a mesma excelência técnica, e a capacidade de nos dar personagens pelas quais podemos torcer, mas uma infeliz tendência a diferenciar tanto as cenas íntimas das cenas de ação, que às vezes pareciam tiradas de dois filmes diferentes, um deles bem melhor que o outro. Nenhum destes problemas estão presentes n’O Despertar da Força. A excelência técnica está intacta, as cenas de ação fluem das cenas mais calmas, e o filme não é maçador por um momento que seja.
No que toca aos atores, há muitas parecenças com os filmes originais. Logo a começar pela decisão de escolher dois atores desconhecidos – Daisy Ridley e John Boyega – para  interpretar os protagonistas, tal como Carrie Fisher e Mark Hammil o eram antes de interpretarem Leia e Luke Skywalker. Esses mais antigos não fizeram nada de memorável depois desses papéis, o que de certa forma ajudou a solidificar o estatuto mítico das personagens; veremos o que será feito destes novos – o potencial para boas carreiras está lá, sem dúvida. Outra coisa que é recuperada dos originais é Han Solo, e aí o crédito vai para Harrison Ford. É espantoso que nos consiga dar o mesmo Han que apresentou há 38 anos, como se nunca tivesse deixado de o ser. Há quem diga que Harrison Ford é o Han Solo em todos os papéis que faz, e que na verdade o Han Solo é o Harrison Ford. Talvez, mas neste caso não me interessa – temos o verdadeiro Han de volta. Infelizmente, não acho que possa dizer o mesmo de Carrie Fisher – pelo menos neste filme, a magia de Leia não estava lá. Ainda outra semelhança com o original: o vilão mascarado de respiração pesada, que se veste de negro e usa uma capa. Quando tem a máscara posta, é absolutamente convincente como uma ameaça, como um inimigo a temer; quando a tira, é o Adam Driver, com a sua cara de tonto (nada contra o ator, só contra o casting). Pode ser que o papel lhe assente melhor na sequela, agendada para 2017.
Poderá O Despertar da Força ter o mesmo impacto cultural que o Uma Nova Esperança? Não, mas é sem dúvida um Star Wars que criará novos fãs. Durante a sessão a que assisti, de tempos a tempos, uns senhores desceram as alas da sala, e não voltaram mais – quatro, no total. Estranhei, mas presumi que estivessem a ver um filme diferente do que o que eu estava a ver. No fim do filme, o tema glorioso de John Williams (que já não me há-de sair da cabeça durante uns dias) trovejava pelas colunas, acompanhando uma cena final absolutamente satisfatória e cheia de promessa para o que aí virá; mas assim que cortou para os créditos, logo mais uns quantos senhores e senhoras passaram por mim, de ambos os lados, descendo as alas em direção às saídas. Agora sim, tinha a certeza que não tinham estado a ver o mesmo filme que eu. Os créditos continuaram, e passou uma família – um miúdo de uns nove ou dez anos e, presumo, os pais. O miúdo, em vez de ir para a saída, separou-se dos pais, continuou sozinho a descer a ala até ao fundo, e foi-se sentar na primeira fila, onde ficou a olhar para os créditos a correrem; o pai juntou-se a ele pouco depois. Às tantas, o rapaz viu um filme ainda melhor do que o que eu vi – quem sabe se não viu o Star Wars que o pai terá visto com a idade dele.

(Foto: collider.com)
Crítica DÃO E DEMO

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Livro de Elza Pais ‘Uma década pela igualdade’ vai ser apresentado em Mangualde e Viseu

Notícia DÃO E DEMO:
Será Jorge Lacão, vice-presidente da Assembleia da República, a apresentar em Mangualde e em Viseu no próximo sábado, dia 19 de dezembro, o mais recente livro de Elza Pais, “Uma década pela igualdade”, editado pelas “Edições Esgotadas”.
Em Mangualde a sessão realizar-se-á no Salão Nobre da Câmara Municipal, pelas 11.30 h e contará com a presença de João Azevedo, presidente da autarquia, e em Viseu a sessão realizar-se-á pelas 18 horas na FNAC do Palácio do Gelo.
Elza Pais, a autora, é natural do concelho de Mangualde, tendo na legislatura anterior sido deputada à Assembleia da República pelo círculo de Viseu e neste momento é deputada pelo círculo eleitoral de Coimbra, sempre eleita nas listas do Partido Socialista.
Elza Pais tem formação na área da sociologia, é investigadora do Centro de Estudos Sociais da Universidade Nova e já desempenhou diversos cargos públicos de que destacamos os de presidente do Instituto Português da Droga e da Toxicodependência, de presidente da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género e de Secretária de Estado para a Igualdade do XVIII Governo Constitucional.

CIM Viseu Dão Lafões distribui rádios Tetra aos bombeiros e aos serviços de proteção civil

Notícia DÃO E DEMO:
Teve lugar no auditório municipal Carlos Paredes em Vila Nova de Paiva, no dia 14 de dezembro, a assinatura dos protocolos de cedência e da entrega dos equipamentos de comunicação Tetra aos serviços de proteção civil e às associações humanitárias de bombeiros voluntários dos catorze concelhos que integram a CIM Viseu Dão Lafões.

A cerimónia foi presidida pelo presidente do conselho intermunicipal José Morgado Ribeiro e contou com a presença dos presidentes de câmara da região, dos dirigentes e comandantes dos bombeiros, do comandante distrital e regional da Proteção Civil, do presidente da mesa da Assembleia Intermunicipal, do comandante da GNR, dos deputados á Assembleia da República, entre muitos outros convidados.
Este foi mais um ato demonstrativo da especial atenção que a CIM Viseu Dão Lafões tem vindo, nos últimos anos, a dedicar a toda a problemática da Proteção civil, sendo exemplo disso os diversos projetos, já executados nesta área.
Desta feita tratou-se de distribuir equipamento de comunicação em resultado de uma candidatura da CIMVDL ao POVT, no âmbito da “Prevenção e Gestão de Riscos Naturais e Tecnológicos – Ações Materiais”, com o objetivo de colmatar lacunas e deficiências na cobertura da rede de comunicações, alerta, monitorização e localização, ao nível regional e sub-regional, adquirindo, assim, equipamento terminal de comunicação TETRA e respetivos acessórios (ETC), a integrar na rede SIRESP.
Intervieram na sessão, depois de assinados os protocolos, o presidente da direção dos Bombeiros de Vila Nova de Paiva, Domingos Frias, o comandante regional da Proteção Civil, António Ribeiro, em representação da ANPC, que enalteceram a iniciativa. A encerrar o presidente da CIM, José Morgado Ribeiro, salientou o facto de esta ser a primeira CIM no país a concluir o processo de cedência dos referidos equipamentos, que integram o SIRESP (Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança em Portugal).
Notícia DÃO E DEMO









domingo, 13 de dezembro de 2015

Viseu: Ministro da Cultura esteve presente na antestreia de ‘Amor impossível’, filme de António Pedro Vasconcelos

Notícia DÃO E DEMO:
Teve lugar na noite de ontem, dia 12 de dezembro, na sala 1 dos cinemas do Palácio do Gelo, em Viseu, a antestreia do filme de António Pedro de Vasconcelos, “Amor impossível”, que foi rodado, quase integralmente, na cidade de Viseu durante o corrente ano de 2015.
Quem marcou presença nesta primeira exibição pública do filme, uma história construída a partir de factos reais, foi o Ministro da Cultura, João Soares, que na oportunidade disse aos jornalistas que “o cinema é qualquer coisa de perfeitamente essencial em tudo que tem a ver com a cultura, mas não posso ir além muito além disso".
Nesta antestreia estiveram presentes os atores principais, Victória Guerra, Pedro Mata, Soraia Chaves e Ricardo Pereira, mas também o realizador, António Pedro de Vasconcelos e o produtor Tino Navarro, bem como representantes das instituições locais.
Este filme que chegará às salas de cinema a 24 de dezembro teve o apoio de alguns entidades locais de que se destacam a Câmara de Viseu e o Grupo Visabeira, que estiveram representadas respetivamente pelos presidente da Câmara, Almeida Henriques, e pelo presidente do Conselho de Administração, Fernando Nunes.
Notícia 
DÃO E DEMO

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Opinião DÃO E DEMO

É sempre bom, “beber” um bom livro e “ler” um bom vinho
O mote foi dado pelo “nosso” Aquilino Ribeiro, esse mago da literatura, nado e criado nas serranias da Lapa e da Nave: “O pior dos crimes é produzir vinho mau, engarrafá-lo e servi-lo aos amigos”.
Um mote perfeito para uma conversa, não exclusivamente sobre vinhos, como o mote pode prenunciar, não sobre as castas do Dão ou do Demo, mas a perfeição do mote está no facto de que através dele se pretendia também, ou quase por inteiro, falar de livros no festival “Tinto no branco” de Viseu.
Este casamente entre vinhos e livros, mais do que de conveniência, foi um casamento, não duvido, por “amor”, entre Baco e Atena, entre o vinho e a sabedoria.
Provou-se vinho, discutiu-se sobre vinho, “folheou-se” vinho e que se saiba não foi cometido nenhum crime. Vinho do bom, nem todo de excelência, pudera, mas todo acima de qualquer suspeita do crime de que Aquilino falava.
Sobre livros também se dissecou. Foram muitos os convidados. Foram tantos os palestrantes, ou talvez “conversadores”, gosto mais assim, que passaram pelo Solar do Vinho do Dão!
Falaram com certeza das suas “colheitas”, dos seus livros “imperfeitos”, daqueles que por mais que os amigos e leitores gostem de “beber”, nunca conseguem traduzir tudo quanto o autor tinha em mente à data da conceção. Falta-lhe sempre alguma “acidez”, algum “aveludado”, algum “encorpamento” e algum “frutado”.
Ah, e também se falou do “engarrafamento” de livros. Das empresas “engarrafadoras” que tantas e tantas vezes têm que ceder ao mercado. Têm que se “casar” com alguns livros só por conveniência para dar dimensão comercial ao negócio, sempre difícil, da edição de livros.
É por isso que mais vezes do que devia, as “paixões” pelos livros, tal qual pelos vinhos, demasiadas vezes têm que baixar à terra, descer da sua construção mental, para levarem mais alguma percentagem ou de Touriga-nacional, ou de Tinta-Roriz, ou de traição, ou de amor proibido, precisamente, para responderem, corresponderem a esse mercado enformado por uma poderosa indústria de marketing.
Mas se nos livros se notou alguma nostalgia, a de que “hoje já não há autores como antigamente”, como Eça, Camilo, ou Dostoievsky, por mais “frutos vermelhos” que se coloquem nos livros dos autores de agora, já nos vinhos a coisa é completamente diferente. São cada vez melhores. Cada vez mais sofisticados. Cada vez mais de excelência. De antigamente, só mesmo os vinhos finos do Douro.
Mas seja como for, a síntese perfeita estará sempre no prazer, na interpelação mais profunda que uns e outros, que os vinhos e os livros na interação com a nossa “alma”, nos causam quando os lemos e bebemos, ou bebemos e lemos… e nas circunstâncias de cada momento!

Acácio Pinto

No jantar de Natal do PS de Santa Comba Dão...

No jantar de Natal do PS de Santa Comba Dão...
Com a presença de muitos militantes e simpatizantes socialistas do concelho... e também dos deputados de Viseu e dirigentes distritais...

Bom ambiente, com o presidente da Câmara Leonel Gouveia efetuar um balanço da negra herança que recebeu do executivo do PSD e a perspetivar os próximos dois anos na autarquia com destaque de diversas iniciativas que irão ser lançadas pela Câmara...






quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Fernando Cálix nomeado para o gabinete do Primeiro-Ministro

O socialista viseense, Fernando Cálix, ao que Dão e Demo apurou junto de fontes próximas do processo, já está em funções no gabinete do Primeiro-Ministro, António Costa.
Refira-se que Fernando Cálix, que desempenhava funções no Centro Distrital de Viseu da Segurança Social, não vai desempenhar funções que lhe sejam estranhas, pois já no anterior governo socialista desempenhou funções no gabinete do Primeiro-Ministro de então.
Apesar de não termos conseguirmos chegar à fala com Fernando Cálix, que é membro da Comissão Nacional do PS e um apoiante desde a primeira hora de António Costa na sua candidatura a secretário geral do PS, a nossa fonte garantiu que a sua entrada em funções ocorreu ontem, dia 7 de dezembro.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Comandante distrital da GNR, Óscar Rocha e Rosa Monteiro estão de partida para gabinetes do Governo

Notícia DÃO E DEMO:
O comandante do Comando Territorial de Viseu da GNR, Coronel Óscar Rocha, está de partida para o gabinete do primeiro-ministro, António Costa, segundo informação obtida por Dão e Demo, junto de fontes próximas do comandante, uma vez que o próprio já deu nota disso aos seus mais próximos colaboradores. As funções serão de assessoria na área da segurança. De referir que já há dez anos atrás Óscar Rocha tinha trabalhado com António Costa no Ministério da Administração Interna.
Quem também está de partida, ao que Dão e Demo apurou junto de fontes ligadas ao processo, é Rosa Monteiro, vereadora do PS da Câmara de Viseu, como independente, e que desenvolve a sua atividade como professora do ensino superior e investigadora...
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sábado, 5 de dezembro de 2015

Tinto no Branco: Viegas, Fajardo e Carvalho falaram de autores e de “colheitas” de livros

Notícia: DÃO E DEMO
Em torno do mote de Aquilino Ribeiro, “O pior dos crimes é produzir vinho mau, engarrafá-lo e servi-lo aos amigos”, a conversa em torno da literatura e dos livros, descontraída mas agradável, com o público atento, desenrolou-se por mais de uma hora numa sala acolhedora, mas pequena para tantos interessados, que na primeira noite dos vinhos de inverno, dia 4 de dezembro, se deslocaram ao Solar do vinho do Dão, em Viseu.
Manuel Carvalho, José Manuel Fajardo e Francisco José Viegas, os autores convidados da primeira noite, falaram das suas experiências de escrita, das suas leituras e das suas ligações ao jornalismo e aos livros. Aliás, a diferença entre a escrita jornalística e a literária dominou grande parte do debate. A jornalística fiel aos factos e a segunda, a escrita literária, essa, com liberdade criativa...
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quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

PS e PSD ‘picaram-se’ na última Assembleia Intermunicipal Viseu Dão Lafões

Notícia DÃO E DEMO:
«A última reunião da Assembleia Intermunicipal da CIM Viseu Dão Lafões que se realizou em Vouzela, no auditório municipal, teve momentos bem quentes entre os deputados do PSD e do PS.
Tudo decorria com normalidade até ao momento em alguns deputados do PSD, José António Pereira, António Luís Ferreira, Carlos Amaral e João Vale Andrade, suscitaram a “legitimidade do atual governo do PS liderado por António Costa”, que disseram “estar a governar sem ter ganhado as eleições”. Disseram esperar que os sacrifícios dos portugueses não venham a ser colocados em causa por esta governação apoiado pelos partidos da esquerda, nomeadamente o BE, o PCP e o PEV. Reclamaram igualmente as obras relativas à requalificação da linha da beira alta e do IP3.
Na reação a estas declarações os deputados do PS, através de Paulo Marques e Marco Almeida, reagiram no mesmo tom questionando se os deputados do PSD sabiam que em Portugal não se elegem primeiros-ministros, mas antes deputados...»
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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Variante norte-sul à vila de Sátão, uma exigência para o desenvolvimento do concelho

O Município de Sátão está a concluir um novo parque empresarial junto a EN 329 entre Sátão e Rio de Moinhos, mais concretamente no acesso à Abrunhosa.
É uma obra que se saúda e que era necessária. Só peca pelo atraso com que chega, mas isso agora não vem ao debate.
Há, porém, um aspeto que merece uma reflexão por parte de todos, particularmente por parte da autarquia. Tem a ver com as acessibilidades ao parque e com o atravessamento da área urbana da vila de Sátão, que foi muito agravado depois das obras de
requalificação da avenida principal, Dr. Hilário Pereira, com a proibição à circulação de pesados.
Não é possível conceber que a situação se vai manter, sabe lá até quando, pois não se conhece qualquer cronograma de execução de uma ligação norte-sul, entre a EN 329 e a EN 229, que retire o trânsito de pesados das curvas e contracurvas das ruas da vila e das inclinações acentuadíssimas de alguns desses arruamentos, por onde agora o trânsito está obrigado a fluir.
É penoso ver diariamente os camiões de elevada tonelagem, muitas vezes, a terem que recuar e tomar balanço para vencerem a subida da Miusã. É constrangedor assistir quotidianamente a verdadeiras gincanas e ‘para arranca’ para ultrapassar carros e dar passagem a peões nessas ruas urbanas.
A questão é grave, muito grave mesmo, fazendo votos para que não aconteça nenhuma falha técnica a nenhum desses veículos, alguns com tonelagens avultadíssimas.
E se assim é impõe-se agir. Mas agir sem tergiversações. Agir com verdadeira vontade de mudar.
Não basta ao presidente da Câmara dizer que tem um projeto. Que tem uma solução para o problema. Não chega, quando estamos perante um dos mais graves constrangimentos que assolam o concelho, isto se queremos, e julgo que todos queremos, dar dimensão e conferir verdadeira atratividade ao parque empresarial e não só fazer dele uma flor para colocar na lapela.
Agora que a ligação Sátão-Viseu vai entrar em obras – pese embora com uma solução da qual discordámos – é crucial que o atual executivo camarário aproveitando o quadro comunitário Portugal 2020, que está em curso, e a situação financeira equilibrada de que dispõe, dote o Sátão com uma variante norte-sul (uma verdadeira variante!) capaz de conferir eficácia à circulação rodoviária.
O futuro parque empresarial precisa de empresas que criem emprego e as empresas precisam de acessibilidades e não de labirintos, como atualmente acontece.
Ganharia todo o concelho e ganharia a região.
Acácio Pinto

sábado, 28 de novembro de 2015

Vinhos do Dão premiados no 2º Concurso Nacional do Crédito Agrícola

NOTÍCIA: DÃO E DEMO
«Em nota divulgada à comunicação social a Caixa de Crédito Agrícola do Vale do Dão e do Alto Vouga, deu nota dos prémios que os vinhos do Dão e do Douro, premiados no "2º Concurso de Vinhos do Crédito Agrícola" e que são seus clientes.
Este 2º Concurso de Vinhos, de que demos AQUI nota, foi promovido pelo Grupo Crédito Agrícola, em parceria com a Associação dos Escanções de Portugal e premiou no dia 24 de novembro, em Lisboa, 51 vinhos brancos e tintos, dos 170 que estavam em concurso.
A cerimónia foi conduzida por Sílvia Alberto e contou com a participação do Presidente do Conselho de Administração Executivo do CA, Licínio Pina, do Presidente do Conselho Geral e de Supervisão, Carlos Courelas, e do Vice-Presidente da Associação dos Escanções de Portugal, José Peixoto.
Enólogos, escanções, jornalistas, bloggers especializados e colaboradores do Crédito Agrícola avaliaram a qualidade dos vinhos apresentados por 126 produtores das várias regiões vitivinícolas do país.
"A CCAM do Vale do Dão e Alto Vouga esteve representada pelos seus administradores executivos Victor Gomes e João Coelho, que se fizeram acompanhar de representantes das empresas/produtores concorrentes, o que muito honrou a região e os seus excelentes vinhos" segundo a referida nota.
Refere ainda que "da região do Dão foram premiados oito vinhos, sendo que cinco, pertencem a clientes/produtores da Caixa do Vale do Dão e Alto Vouga. Da região do Douro o tinto Alta Pontuação DOC Douro 2011 – empresa Alta Pontuação, um cliente da nossa instituição, também viu os seu vinho premiado com medalha de prata."
REGIÃO DO DÃO
MEDALHA DE OURO
TINTO
Tesouro da Sé Privat Selection DOC Dão 2011 – UDACA
Casa da Ínsua Reserva DOC Dão 2010 – Empreendimentos Turisticos Montebelo – Casa da Ínsua
Castelo de Azurara DOC Dão 2012 – Adega Cooperativa de Mangualde, CRL
MEDALHA DE PRATA
BRANCO
QC Sandinus Encruzado DOC Dão 2013 – António Manuel da Silva Mendes
TINTO
Adega da Corga Grande Reserva DOC Dão 2012 – Virgínia Marques Barbosa Formoso
Quinta dos Monteirinhos DOC Dão 2012 – Quinta dos Monteirinhos
MEDALHA DE BRONZE
BRANCO
Morgado de Silgueiros DOC Dão 2014 – Adega Cooperativa de Silgueiros, CRL
TINTO
Adega Cooperativa de Silgueiros Reserva DOC Dão 2009 – Adega Cooperativa de Silgueiros CRL.»



quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Habituemo-nos: O tempo é de um Governo do PS liderado por António Costa!

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Chega desta ladainha da direita, de falar em falta de legitimidade, em assalto ao poder, em usurpação ou em fraude. Habituem-se e habituemo-nos todos a lidar com a nova realidade. António Costa é o novo Primeiro-Ministro, ponto, e que se saiba a Constituição da República e todo o ordenamento jurídico português não foram violados. Ou acham que o insuspeito inquilino de Belém o permitiria?
É que se a direita quiser continuar a trilhar esta deriva seria bom que, antes de prosseguir, dissesse qualquer coisa aos portugueses sobre a devolução da sobretaxa (lembram-se dos 35% na campanha eleitoral?), que, afinal, agora vai ser devolução zero. Ou então que explicasse como é que o Novo Banco que não iria ter consequências para os contribuintes, já sorveu 4,9 mil milhões de euros e agora mais 1,4 mil milhões dos testes de stress e fora o que para aí virá… e tudo isto depois de falharem a sua venda. Ou então que “fizessem um desenho” muito bem feito para nos explicarem o que é isso de vender a TAP mas o risco de incumprimentos ou dos prejuízos ficarem no Estado!
Parem, portanto, com essa “calimerice” do coitadinhos de nós, que até ganhámos, mas esses esquerdistas revolucionários não nos deixam governar!
Respirem fundo e sejam oposição. E aí chegados se quiserem podem então votar contra tudo o que vos aparecer à frente. Cumpram a promessa da indisponibilidade para ajudarem não o Governo do PS, mas o Governo de Portugal. O XX Governo de Portugal.
Votem, portanto, sempre contra. Sejam coerentes! Cumpram essa promessa, como fazem os meninos rabugentos quando as coisas não correm de feição! Mesmo naqueles diplomas que corresponderem ao vosso pensamento e ao vosso programa votem contra. O povo português cá estará depois para o vosso julgamento enquanto oposição e para o julgamento do desempenho do Governo.
A direita deveria colocar-se, não estas, mas outras questões: Será que alguém a impediu ilegitimaente de governar? Será que Passos Coelho não foi nomeado Primeiro-Ministro?
E se assim fizesse, a direita perceberia que é assim a democracia tal qual a conhecemos em Portugal há quarenta anos. Para se governar tem que se ter uma maioria no Parlamento que não rejeite os programas de Governo e os orçamentos.
Aquilo a que estamos a assistir mais do que uma perplexidade é antes uma “cegueira” política de uma direita que se julgava protegida (vá-se lá saber por quem!) face a todas as tropelias que nos últimos anos infligiu aos portugueses.
Habituemo-nos, o tempo é outro, é o tempo de um Governo PS, liderado por António Costa e apoiado pelos partidos à esquerda.

Acácio Pinto
Ler em: DÃO E DEMO

domingo, 22 de novembro de 2015

Ana Catarina Mendes em entrevista ao SOL | ‘PS tem conceção da Europa muito diferente da que tem a direita’

Entrevista ao SOL
Por: Manuel Agostinho Magalhães | 21.11.2015
A primeira vice-presidente da bancada do PS esteve em todas as negociações dos acordos à esquerda e vai ser a responsável pelo PS, se António Costa for primeiro-ministro. Tem uma confiança inabalável na solidez da “coligação” com BE, PCP e ‘Verdes’.
O Presidente da República deu sinais de que pode prolongar o governo de gestão. O PS está preparado?
O Presidente precisa de ter a noção de quais são as suas competências. E a sua principal competência é manter a cooperação institucional com os outros órgãos de soberania. Tivemos a rejeição do programa de governo, que ditou a sua demissão. Compete agora ao Sr. Presidente da República, tão rápido quanto possível, cumprir a Constituição e indigitar um novo governo, liderado pelo PS, com o apoio de uma ampla maioria parlamentar.
Mas o PS conforma-se, se o PR não der posse a António Costa?
Não acho que esteja em causa esse cenário. E será muito prejudicial ao país se mantivermos mais tempo um governo de gestão, sem um Orçamento do Estado aprovado. Este cenário, em termos constitucionais e políticos não faz sentido nenhum. Não há nenhuma crise política neste momento em Portugal. Há uma maioria parlamentar que suporta um governo do PS e o PR deve olhar para essa nova realidade e perceber que a Constituição é para cumprir. Por isso mesmo não coloco esse cenário.
O prolongamento do governo de gestão não é constitucional?
Constitucionalmente temos aqui duas situações muito concretas: a primeira é que o PR neste momento já não tem o poder de dissolver a AR; a segunda é que a legitimidade desta AR decorre das recentes eleições e não pode ser dissolvida nos primeiros seis meses. Dito isto, estão criadas todas as condições para que haja um novo governo em Portugal, o que significa que não há nenhuma razão para manter em funções um governo de gestão. Acrescento uma questão política: a Comissão Europeia tem pedido à exaustão para que o governo demitido apresente um rascunho que seja do Orçamento do Estado, o Governo insiste em não o fazer. Adiar a existência de um Orçamento aprovado e colocar o país em duodécimos, isso sim é criar uma crise política em Portugal.
Acha legítimo que o PR, tendo dúvidas, peça para o PS aprofundar os acordos com o PCP e o BE?
Acharia legítimo se não houvesse acordos assinados, se não tivesse havido uma rejeição do governo do PSD e do CDS, se não houvesse uma maioria parlamentar que disse claramente que é preciso uma nova política em Portugal. Acharia legítimo se não estivessem cumpridas rigorosamente as condições objetivas para a formação de um novo governo.
Quais são?
Os quatro partidos à esquerda foram capazes, por impulso do PS, de dialogar e chegar a um consenso em três matérias essenciais que têm como chapéu a inversão da política de austeridade. Neste núcleo essencial do acordo cabe o aumento do rendimento das famílias, a diminuição da carga fiscal e a criação de condições e de apoio às pequenas e médias empresas para que se possa criar emprego em Portugal. O que compete ao PR não é interpretar se gosta ou não do acordo, não é interpretar se gosta mais deste ou daquele partido, mas sim avaliar se estão criadas as condições para o desígnio que o próprio impôs durante a campanha eleitoral de haver um governo maioritário. Ora os 122 deputados que estão a suportar o governo do PS conferem ao PR as condições objetivas para que o PR dê posse.
Os acordos deixam muita coisa em aberto. Há uma agenda que se esgota e a partir daí fica apenas o diálogo?
Há uma agenda na perspetiva de uma legislatura. Há um conjunto de medidas que não se vão conseguir fazer no próximo ano. Há outras que sim. Eu digo que nos põe em permanente teste porque nos desafia todos os dias a limar as arestas das divergências, sem nunca perdermos a identidade de cada um dos partidos. Aliás, acho que é mesmo importante que haja serenidade, tranquilidade, na forma como se olha para esta novidade política no quadro do sistema político português. E devemos saber estar à altura daquilo que são soluções que se encontraram em vários países da União Europeia.
Há outros países europeus com soluções de governo construídas com dois partidos anticapitalistas?
Claro que há. Os partidos comunistas por toda a Europa que se coligaram de alguma maneira tornaram-se eurocomunistas e isso produziu também uma transformação nos partidos comunistas desses países.
A reversão das concessões dos transportes é um ponto essencial para o PCP, mas está condicionada financeiramente. O acordo com o PCP pode manter-se se ela não for possível?
Os acordos foram celebrados com base em seriedade, transparência e rigor. Isso implicou um papel muito importante do Professor Mário Centeno que fez as contas e explicou essas contas. Estou absolutamente convencida que com o decorrer da legislatura vamos conseguir encontrar soluções. Não se esqueça que o PS também criticou a forma como foram privatizados os STCP e a Carris, em fim de mandato. Não acho que isso seja um ponto para nos dividir, é um ponto para conversarmos e encontrarmos uma solução.
E houve uma conversa suficientemente franca para não haver surpresas?
Sim, tem de haver. Quando se fazem negociações não pode haver nenhuma surpresa.
Isso pode ser aplicado ao restante conteúdo dos acordos?
Os acordos refletem o núcleo essencial, não quer dizer que não se possa ir mais além que aquilo que está escrito durante a legislatura. Por isso eu digo que a cultura do diálogo e do compromisso é um permanente teste que temos de ter na gestão de uma coligação. Como nas relações pessoais. E o sucesso dos acordos passará muito por haver uma boa governação.
Depende também muito da situação financeira. O cenário de Mário Centeno não é um wishfull thinking?
Acredito na credibilidade dos números de Mário Centeno. A sua experiência deixa-me a garantia que as contas estão bem feitas e que saberá lidar com as contingências.
A senhora esteve nas reuniões de negociação. Quando começou a achar que era possível o acordo?
Desde a primeira reunião com os nossos parceiros.
Durante a campanha, revelou o seu ceticismo com a proposta de Catarina Martins. O que mudou?
O que mudou foi os três partidos à esquerda do PS terem sabido fazer a leitura da vontade dos cinco milhões de eleitores que votaram neles e que pediram aos seus representantes na AR. Acho também que nós PS nunca enganámos os portugueses: desde as primárias o António Costa anunciou o fim do arco da governação.
Mas as pessoas não acreditaram…
As pessoas nunca acreditaram que era possível esse cenário. E por isso se gerou ceticismo e desconfiança. Eu própria, durante a campanha, achei por vezes que isso era impossível.
O António Costa resistirá como líder do PS se não for empossado primeiro-ministro?
Costa não agiu por querer ficar à frente do PS ou ser primeiro-ministro a todo o custo, mas para garantir a sobrevivência do país e de as pessoas terem melhores condições de vida. E estou convencida que se tivermos uma outra atitude à mesa dos conselhos europeus conseguiremos também provocar algumas transformações na Europa.
O programa de governo aprovado na Comissão Nacional do PS é um documento que vincula o BE, o PCP e o PEV?
O programa de governo é o programa eleitoral do PS com as alterações incorporadas decorrentes dos acordos com esses partidos. É um documento que vincula todos os partidos.
Uma questão sobre a forma: acordos assinados em separado, em segredo, de pé, junto a uma porta de emergência. Quem não quis ficar na fotografia?
Não foi junto a uma porta de emergência, foi numa sala do PS no Parlamento. Foi a opção de simplificar as coisas, mas não significa que não haja solidez nestes acordos. E não tenho essa indicação [de que alguém não quis ficar na fotografia].
A direita sinalizou que não é possível contar com o seu voto, mesmo em questões do Tratado Orçamental e nas regras europeias. Acredita?
Espero que seja apenas uma reação momentânea à novidade. Mas o PS tem uma conceção da Europa muito diferente da conceção da direita. PSD e CDS pactuaram ao longo destes quatro anos sempre com a austeridade e foram subservientes. O PS defende uma participação mais ativa e transformadora e uma leitura inteligente do Tratado Orçamental.
O PS precisa dos votos do PSD para governar nos assuntos europeus e na defesa?
Não me parece que precise. Vamos ver.
Como funciona um governo de esquerda nestas condições? Com muita negociação no Parlamento?
Com uma negociação permanente no Parlamento.
Apareceu no passado sábado a apoiar Sampaio da Nóvoa. Porquê só agora?
Já tinha decidido apoiar Sampaio da Nóvoa. Mas entendi que durante as legislativas não devia misturar as duas realidades. E depois a prioridade foi chegar a acordo.
É uma posição institucional?
É um apoio individual. O partido deu liberdade de voto.
Maria de Belém tem o seu voto se passar à segunda volta?
Tem.
Marcelo Rebelo de Sousa veio dizer que o país não precisa de mais eleições. Acha que como Presidente, ele honraria essa declaração?
Sim.

sábado, 21 de novembro de 2015

D. NUNO ALMEIDA: É de Sátão o novo Bispo Auxiliar de Braga

É natural de Sátão, das Pedrosinhas, da diocese de Viseu, o novo Bispo Auxiliar da diocese de Braga. Foi nomeado hoje, 21 de novembro, pelo Papa Francisco, segunda a Nunciatura Apostólica em Portugal, citada pela Agência Ecclesia.
Trata-se de Nuno Almeida, de 53 anos, vai ser ordenado Bispo no dia 31 de janeiro, pelas 16 h na Sé de Viseu, e vai assumir esta relevante missão, de Bispo Auxiliar, na arquidiocese de Braga, ao lado arcebispo D. Jorge Ortiga.
Segunda a agência Ecclesia, D. Nuno Almeida foi ordenado padre a 19 de outubro de 1986, tendo depois assumido o ministério de pároco em várias localidades da Diocese de Viseu, onde foi ainda secretário do bispo D. António Monteiro, entre 1989 e 1994, para além de ter sido chefe de gabinete de D. António Marto, entre 2004 e 2006, quanto este era bispo de Viseu.
A mesma agência acrescenta ainda que “foi professor no Instituto Superior de Teologia de Viseu e em 2012/2013 frequentou a Universidade Salesiana de Roma, onde está a concluir o doutoramento em teologia sistemática, com a tese ‘Busca de sentido da vida e reconciliação cristã. Leitura teológica de Viktor Frankl’” e que  “ainda na Diocese de Viseu, foi responsável pelo Secretariado de Coordenação Pastoral (1991-1993), do Secretariado das Missões (1993-1999) e do Secretariado da Educação Cristã (2000-2006).”

D. Nuno Almeida, é desde outubro de 2013 era pároco no Arciprestado (conjunto de paróquias) de Fornos de Algodres.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

SÁTÃO: Nove empresas assaltadas na zona industrial


Ler em DÃO E DEMO:
Foram nove, as empresas assaltadas na zona industrial
[Atualizada às 18.00 h]
Afinal, foram nove as empresas visitadas pelos assaltantes que durante a passada noite atuaram na zona industrial de Sátão, nas imediações da variante da EN 229 e que causaram prejuízos de milhares de euros que ainda não estão completamente calculados.
As empresas assaltadas comercializavam os mais diversos produtos. Desde empresas de bebidas, granitos, gráfica, oficinas, empresa de aquecimento, carpintaria, maquinaria industrial, tintas e o pavilhão municipal, em todas o rasto dos assaltantes ficou marcado nos roubos efetuados, em arrombamentos e na destruição operada dentro dos parques e pavilhões das empresas.
O material roubado foi essencialmente máquinas ligeiras, de corte, alguns computadores portáteis, ferramentas e materiais diversos.
Segundo um dos empresários assaltados o alvo seria sobretudo dinheiro, pois tiveram tempo para levar muito mais materiais e numa das empresas até arrombaram um cofre que estava vazio.
Resta agora aguardar a investigação que a GNR e os demais órgãos de polícia criminal irão efetuar com base nos elementos recolhidos no local.

Dão e Demo | Allive FM

Última hora: Zona industrial de Sátão foi assaltada esta noite [Notícia das 10.30 h]
Durante a noite várias empresas sediadas na zona industrial de Sátão, junto à variante da EN 229, foram assaltadas, encontrando-se no local as forças policiais, nomeadamente elementos do núcleo de investigação criminal, a efetuar as respetivas peritagens o que fez com que as empresas não pudessem iniciar a laboração logo ao início do dia.
Os assaltos que foram consumados nesta noite de 20 de novembro, operação consumada por um grupo organizado, segundo a nossa fonte, face à dimensão das empresas assaltadas e materiais roubados, que foram desde maquinaria ligeira a outros elementos de utilização diária. O próprio pavilhão do município foi alvo de assalto.
Daremos informações mais detalhadas ao longo do dia.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

No DÃO E DEMO: Jogador do Benfica B homenageado em Ferreira de Aves

Pedro Rodrigues jogador da equipa B do Benfica e natural da Freguesia de Ferreira de Aves no concelho de Sátão foi homenageado na sua terra natal.
Com ele estiveram presentes os colegas da seleção nacional sub 19, familiares, amigos a comunidade escolar e a equipa de juniores do Recreativo de Ferreira de Aves.
Na mesma homenagem esteve Alexandre Vaz, presidente da Câmara Municipal do Sátão, que sublinhou a importância de se homenagearem os filhos da terra que seguem as suas carreiras, esteve também um representante da Junta de Freguesia de Ferreira de Aves, a diretora do agrupamento de escolas do concelho, Helena Castro e o presidente do Recreativo de Ferreira de Aves, Rogério Arrais, que destacou o talento de Pedro Rodrigues no clube.

A homenagem ocorreu na Escola do 2º e 3º ciclos do Ensino Básico de Ferreira de Aves.
De referir que Pedro Rodrigues, nasceu a 20 de maio de 1997, tem 1,83 m de altura e joga a médio, com a camisola 6, na equipa B do Sport Lisboa e Benfica...
Ler mais em DÃO E DEMO.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Lúcio Campos, comandante distrital da ANPC, diz que o dispositivo do distrito de Viseu é o maior a nível nacional.

Assumiu funções as funções de Comandante Distrital da ANPC no dia 5 de agosto de 2013. Num dos verões mais problemáticos no que concerne aos incêndios florestais e consequentemente ao trabalho que tinha pela frente. Falamos de Lúcio Manuel Soeiro Marinho de Campos, de 50 anos de idade, tenente-coronel, que anteriormente era Comandante do 2º Batalhão de Infantaria da Brigada de Intervenção sediado no RI 14 de Viseu. 
Com ligações familiares ao Sátão, Lúcio Campos, foi substituir César Fonseca com quem mantém uma relação “muito boa e de grande amizade”. 
Lúcio Campos, a quem o presidente da ANPC, major general fez publicar em Diário da República de 11 de novembro o louvor 921/2015 pelos relevantes serviços prestados enquanto Comandante Distrital, é o convidado de hoje de DÃO E DEMO.
Dão e Demo: Está a exercer as funções de Comandante Operacional Distrital (CODIS) da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) desde agosto de 2013. Foi difícil a adaptação a esta estrutura multifacetada e com uma cultura e génese diferentes da instituição militar, donde veio?
Lúcio Campos: Apesar de diferente na sua cultura e na génese, penso que existem muitas convergências e similitudes entre esta estrutura (ANPC) e a Instituição Militar. Ambas têm como princípios orientadores valores como a cooperação, voluntarismo, camaradagem, lealdade, profissionalismo, competência, disponibilidade e espirito de sacrifício. Como tal, foi fácil a minha adaptação a esta nova realidade. Trabalha-se diariamente com pessoas, homens e mulheres, incansáveis e persistentes na procura do bem comum e no auxílio ao próximo. 
Como tem sido a sua relação e articulação com os diversos agentes de proteção civil, nomeadamente com os bombeiros, a GNR, as autarquias e os sapadores florestais?
Penso que boa e isso tem-se revelado muito útil e proveitoso. São realizadas periodicamente reuniões com a participação de todos estes agentes de proteção civil e tem-se procurado trabalhar em rede, implementando medidas e realizando no terreno ações de sensibilização conjuntas, no sentido de alertar as pessoas para a necessidade de evitarem comportamentos de risco e cumprirem com a legislação em vigor, no sentido de reduzir o número de ignições e consequentemente o número incêndios e área ardida.
A aposta que está a ser feita junto das escolas e dos jovens para, através destes, melhor chegar aos mais velhos, garantir uma cultura de segurança no futuro e fazer com que as boas práticas estejam cada vez mais enraizadas na sociedade portuguesa, tem-se revelado muito positiva e profícua...
LER MAIS EM: DÃO E DEMO

sábado, 14 de novembro de 2015

... porque o terror e o medo não podem triunfar!

Trago-vos hoje, dia trágico para a França, para a Europa, e para o nossa civilização, um pequeno excerto de um texto que escrevi aquando da apresentação do livro "O CRIME DE CEREJEIRO" de Joaquim Sarmento, editado pela Papiro.
E trago aqui este excerto pelo facto de nele me ter referido a Paris, cidade que também perpassa pela obra que apresentei.
E trago aqui este excerto porque quero continuar a viver com o espírito de Paris, dessa Paris de sempre, dessa Paris que nos apaixona e por quem nos apaixonamos, dessa Paris de liberdade e multiculturalidade.
E trago aqui este excerto porque o terrorismo não pode vingar, porque o terror e o medo não podem triunfar...
E trago-o aqui porque me quero associar à Torre Eiffel, ao Montmartre, ao Quai d'Orsay, à Bastilha, ao Louvre, porque me quero solidarizar com o povo francês.
Eis esse excerto:
«(...) Eu venho falar-vos de um homem criado pelo autor. Com certeza, criado pelo autor. Detalhado pelo narrador. Sem dúvida. De um homem culto. De pensamento livre. De um homem duriense. De gema. De um amante da liberdade e da felicidade. (Que nem sempre encontra). De um homem que vagueia que busca. Que perscruta. Que questiona. Que se relaciona. Que ama. Que arde de paixão.
Em Paris. Muito em Paris. No Louvre. No Museu d’Orsay. Nessa cidade eterna. (Tua cidade eterna?) De um homem que sorveu e amou nessa Paris de ontem e de hoje. De sempre.
“Fizeram o trajecto que vai da praça de Vendôme a Orsay a pé e aos beijos. Não se coibiram mesmo de exibir, como se de uma sessão de autógrafos se tratasse, um prolongado beijo na boca, numa das passadeiras (...) provocando a ira de alguns automobilistas e as palmas de um numeroso grupo de jovens (...)” (pág. 28 do livro).

De um homem que pisou as ruelas de Montmartre (não citadas) mas que se percebem. Nas ruelas dos pintores vagabundos, navegantes, de que ele tanto gosta. Nos espaços dos criadores da cor do som. Do gemido. Nos territórios da cor dos suores famintos exalados nas alcovas apertadas. Dos inventores do timbre das paixões cegas. E de ciúmes: “gostava (...) de provocar o parceiro, para poder sentir ciúmes. Não por masoquismo, mas por saber que à tempestade verbal desse entorse do amor, se seguiriam as delícias do leito da volúpia que evaporava todos os ciúmes” (pág. 26 do livro) (...).»
Liberté, égalité, Fraternité.
Vive la France!
Acácio Pinto
In: DÃO E DEMO