sexta-feira, 29 de junho de 2012

[opinião] A moção do PCP deveria ter sido de autocensura


O Partido Comunista voltou a levar à cena a sua peça de teatro de estimação: moção de censura ao governo.
Não encontramos nenhuma legislatura nem nenhum tempo em que o PCP não brinde os portugueses com esta sua peça com o mesmo guião de sempre, seja quem for que esteja no governo: há governo, somos contra!
Mas esta moção não deixa de ter a sua originalidade. Vem agora o Partido Comunista criticar as medidas deste governo, dizer que o país está muito pior, o que é verdade: há mais desemprego, os impostos aumentaram, foram capturados os subsídios e está-se a fazer um forte ataque às políticas públicas de saúde, educação e segurança social. Porém esquece-se o PCP que foi precisamente ele que há um ano atrás abriu as portas à direita e a esta maioria ao chumbar, no Parlamento, o PEC IV e assim derrubar o governo do Partido Socialista.
Mas mais, aceitaram os comunistas nessa altura, em Março de 2011, prestar um serviço à direita no momento e no tempo que a direita escolheu para derrubar o PS.
Este PCP, sim este Partido Comunista, inequivocamente, aliou-se à direita, derrubou o governo socialista e agora, como pilatos, lava as mãos, dizendo que o país está pior, como se nada tivesse a ver com isso.
Teve a ver com tudo isso e é um dos principais responsáveis, conjuntamente com o BE, pela situação em que nos encontramos hoje e com todo este programa de políticas de austeridade, para além da troika, que esta maioria de direita está a implementar em Portugal. Deveria ter o PCP, portanto, apresentado, era, uma moção de autocensura.
Como disse Pedro Silva Pereira no Parlamento durante o debate sobre a moção de censura, o PCP “colaborou na abertura de uma crise política, no momento mais conveniente para os interesses da direita e mais inconveniente para os interesses de Portugal e dos trabalhadores portugueses”.
Foi, pois, de uma forma clara e inequívoca, de quem tem vindo a criticar o governo e a mostrar um outro caminho para além da austeridade e sobretudo desta austeridade além da troika, que o PS se absteve nesta votação, pois este tempo só pode ser de responsabilidade.
Mas a responsabilidade parece que não abunda para os lados do governo pois não explica aos portugueses como é que foi possível chegar a esta situação, em que a economia está muito pior do que há um ano atrás, em que o desemprego atingiu a maior taxa de que há memória e em que o objetivo da execução orçamental, em resultado das suas políticas, está em risco de não ver cumpridas as suas metas.
(Publicado: Diário de Viseu, 27.06.2012)

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Autarcas dos 54 concelhos com tribunais para encerrar manifestaram-se em Lisboa

Estive no Terreiro do Paço no dia 28 de junho com autarcas dos 54 concelhos de todo o país, onde a proposta do governo, de reorganização judiciária,  quer encerrar os seus tribunais.
Só no distrito de Viseu é proposto o encerramento do tribunal nos concelhos de Oliveira de Frades, Vouzela, Nelas, Castro Daire, Sátão, Resende, Armamar, Tabuaço e São João da Pesqueira, cujos autarcas marcaram presença nesta iniciativa da ANMP.
No final das intervenções os organizadores entregaram um documento no Ministério da Justiça.
Os deputados do PS, eleitos pelo distrito de Viseu, têm vindo a reunir em todos os concelhos visados e a manifestar a sua oposição a esta medida proposta pelo Governo e continuarão determinados nesta luta contra o encerramento dos tribunais.

Alunos do Centro de Formação Kolping de Lamego visitaram o Parlamento

Recebi no dia 28 de junho na Assembleia da República alunos dos cursos dos sistemas de aprendizagem do Centro de Formação Profissional Kolping, de Lamego, que eram acompanhados por várias professoras, dentre as quais Maria José Viseu, que me contactou.
Estive com os alunos na Sala do Senado, nos Passos Perdidos e no Plenário.
Felicidades para os alunos e professores.


Vi o jogo Portugal-Espanha no espaço "TMN ao vivo" por iniciativa DN/TMN

Estive ontem no espaço TMN ao vivo, no cais do Sodré, à beira Tejo, onde por iniciativa do DN e da TMN assisti ao jogo Portugal-Espanha que perdemos na "lotaria" dos penaltis.
Lá estive com outros parlamentares do PS e do PSD. Deixo a reportagem do DN de hoje (páginas 30 e 31) e algumas fotos.

Livro "Intimidades traídas" no jornal "Ação socialista" de junho

O jornal "Ação Socialista" do mês de junho, na sua página 15, faz eco da apresentação do livro "Intimidades traídas" que ocorreu no dia 17 de maio da FNAC do Chiado em Lisboa e que foi apresentado pela deputada Gabriela Canavilhas (VER AQUI).
Aqui deixamos scanner da publicação e agradecemos ao diretor do jornal, Marcos Sá, a referência.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Comunicado dos deputados do PS sobre a ambulância INEM de Vouzela


Relativamente ao comunicado emitido pela Direção e Comando dos Bombeiros Voluntários de Vouzela datado de 26 de junho de 2012 (VER AQUI), importa esclarecer o seguinte:
1. Os deputados do PS questionaram o Ministro da Saúde (AQUI) na sequência da anunciada desativação das ambulâncias INEM (Suporte Básico de Vida) de Mortágua e de Vouzela;
2. As perguntas colocadas e que aqui se reproduzem foram as seguintes:
« 1. Confirma a desativação das ambulâncias INEM, suporte básico de vida, de Mortágua e de Vouzela?
2. As autoridades locais – nomeadamente as municipais, de saúde e de proteção e socorro – foram ouvidas?
2. Como vai o Ministério da Saúde prestar apoio às populações abrangidas por estes dois meios de suporte básico de vida?
3. Tem o ministério em mãos algum estudo que preveja, com a desativação destas duas ambulâncias, a manutenção dos tempos de chegada dos meios de suporte básico de vida às pessoas que deles venham a necessitar?»
3. Reiteram-se as perguntas e é tão só esta a preocupação dos deputados do PS: Que às populações, no caso em apreço de Vouzela, não sejam reduzidos os meios de socorro, nem que o tempo de chegada desses meios incluídos nas ambulâncias de suporte básico de vida seja aumentado, pois a diferença entre viver e morrer depende, muitas vezes, da rapidez de chegada de meios junto da vítima;
4. Nunca quiseram nem querem os deputados do PS entrar em nenhuma polémica com os bombeiros de Vouzela, bem como com os de todo o distrito, que sempre mereceram e merecem a maior das considerações;
5. Aliás, uma das questões colocadas ao Ministro da Saúde, a segunda pergunta, ela própria questiona-o sobre a audição prévia das entidades locais de proteção e socorro, de saúde e municipais;
6. Nada mais do que o apoio eficaz às populações nos move e bem sabemos que sempre, quer o INEM, quer os bombeiros de Portugal, prestaram e prestam o melhor dos socorros com os meios que têm ao seu dispor;
7. Pelo exposto e porque consideramos que o que nos move é o mesmo e não outra qualquer matéria, consideramos ter ficado clara a posição dos deputados do PS sobre este assunto que aqui damos por encerrado.
2012-06-27
Os deputados do PS eleitos pelo Círculo Eleitoral de Viseu

terça-feira, 26 de junho de 2012

"Uma nova equipa, a mesma missão: Vouzela"



Assumiu funções a Comissão Política Concelhia Administrativa do PS Vouzela.
Presidida pelo João Miguel Ferreira esta Comissão é ainda integrada pelos seguintes socialistas: António Manuel da Silva Aidos; Agostinho Carvalho Trindade Neves; Joaquim da Silva Mendes; Manuel da Silva Pinto; Paulo Alexandre M. Pereira; Rita Maria A. Mendes Rocha; Joaquim Santos Ferreira; Viriato A. F. Garcez; Mauro Leandro Matos Pinto; Carlos Jorge Moura Vaz.
Do seu plano de orientação, submetido ao lema "Uma nova equipa. A mesma missão: Vouzela" constam os seguintes objetivos:
1. Assegurar contactos com todas as freguesias do concelho de Vouzela, dinamizando grupos de trabalho para as áreas de: - eleições autárquicas – contacto com militantes e simpatizantes; - eleições para a Comissão Política Concelhia designadas para o dia 20 de Outubro, anunciando após tal os nomes dos candidatos à Câmara Municipal de Vouzela, Assembleia Municipal e Freguesias;
2. Apontar as irregularidades que vêm sendo cometidas por esta Câmara Municipal de Vouzela;
3. Repudiar veementemente: - o fecho do Tribunal Judicial de Vouzela - Tal decisão viola as naturais e legítimas expectativas das populações em terem o símbolo máximo de um estado de direito patente no seio de populações pobres e distantes; - o encerramento do serviço nocturno da ambulância do INEM;
4. Reprovar a atitude persecutória e intimidadora do Senhor Presidente da CMV relativa à manifestação de Lisboa contra o encerramento do Tribunal agendada para o próximo dia 28 de junho, porquanto não autorizou nem permitiu que as pessoas que desejem ir nos autocarros sejam portadoras de cartazes ou panfletos com dizeres reivindicativos.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Pergunta ao Governo sobre a anunciada desativação das ambulâncias INEM de Mortágua e de Vouzela


«Ex. ma Sr.ª Presidente da Assembleia da República

Considerando que:
i) As populações e as entidades dos concelhos de Mortágua e de Vouzela e dos concelhos envolventes, servidas pelas ambulâncias INEM sediadas em Mortágua e Vouzela, foram confrontadas com notícias na comunicação social (documento anexo) que dão como certa a sua desativação a curto prazo;
ii) A localização destas ambulâncias nestes concelhos foi considerada a mais adequada, em resultado de uma avaliação feita pelas entidades públicas de saúde em interação com os autarcas e diversos agentes de proteção e socorro;
iii) A diferença entre viver e morrer depende, em muitos casos, de uma rápida e eficaz assistência às vítimas com meios humanos e técnicos qualificados;
iv) Os concelhos em causa são de interior, com acessibilidades difíceis e em territórios morfologicamente muito acidentados;
v) Os centros de saúde respetivos não prestam serviço de atendimento permanente (vulgo urgências) durante o período noturno;
vi) A população dos concelhos em causa tem uma estrutura muito idosa e como tal muito mais vulnerável a problemas de saúde,

Os deputados do PS, signatários, vêm através de Vª Exª solicitar ao Ministro da Saúde, nos termos constitucionais e regimentais, resposta para as seguintes perguntas:

1. Confirma a desativação das ambulâncias INEM, suporte básico de vida, de Mortágua e de Vouzela?
2. As autoridades locais – nomeadamente as municipais, de saúde e proteção civil – foram ouvidas?
2. Como vai o Ministério da Saúde prestar apoio às populações abrangidas por estes dois meios de socorro?
3. Tem o ministério em mãos algum estudo que preveja, com a desativação destas duas ambulâncias, a manutenção dos tempos de chegada dos meios de suporte básico de vida às vítimas?
Palácio de São Bento, segunda-feira, 25 de Junho de 2012
Deputado(a)s
ACÁCIO PINTO(PS)
JOSÉ JUNQUEIRO(PS)
ELZA PAIS(PS)
ANTÓNIO SERRANO(PS)
MANUEL PIZARRO(PS)»

domingo, 24 de junho de 2012

Presidente da República inaugurou Parque Urbano de Castro Daire

O Presidente da República inaugurou na tarde do dia 24 de junho o Parque Urbano de Castro Daire, a convite da Câmara Municipal e do seu Presidente, Fernando Carneiro, espaço destinado à feira semanal e à realização de eventos de promoção dos produtos endógenos, artesanato, agricultura, comércio e indústria locais.
Intervieram durante a sessão o Presidente da Câmara e o Presidente da República ante uma forte enchente de castrenses de todo o concelho, que enchiam o parque, e que se quiseram associar a esta iniciativa e também fazer sentir a todos a sua profunda indignação para com o encerramento do tribunal de Castro Daire que o Governo quer levar a cabo. Também houve um grupo de manifestantes contra as portagens na A24 e A25.
O Presidente da República disse que não se podem pedir mais sacrifícios aos portugueses e, numa indireta para o Governo relativamente ao encerramento de serviços, disse também que os governantes devem explicar de forma clara às populações as medidas que tomam.
Lá estive.
Faixa de indignação!
Muitos assistiram da estrada
Parque urbano antes da sessão
Parque antes da chegada do PR
Indignação dos castrenses