segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

HAPPY NEW YEAR [ABBA]


FELIZ ANO NOVO 2013 - HAPPY NEW YEAR 2013
Mas o essencial dos meus votos são no âmbito da saúde, pois as novas diretrizes do governo vão no sentido de não podermos adoecer.
Ocorre-me trazer à colação o Raul Solnado e dizer: estava para adoecer mas lembrei-me que não podia adoecer pelas novas regras do governo... e decidi não adoecer!
DESEJO MUITA SAÚDE!

sábado, 29 de dezembro de 2012

A minha aldeia não é global


Deixo-vos um magnífico texto do diretor do Jornal do Centro, Paulo Neto, publicado, como editorial, no respetivo jornal de 14 de dezembro:
«A aldeia global foi um conceito interessante. Muita gente gostou da ideia. Ser cidadão do mundo estacionado no seu bairro era uma aventura atraente. Ter um amigo em Istambul e uma amiga em Toronto ou na Malásia – que nunca conheceria pessoalmente – era uma exaltação. Aceder à Biblioteca de Washington através de um clique era um sibaritismo. Investir as poupanças em Wall Street era um ticket para o pré clube dos milionários. Viver como os gauleses sem nunca ter visto a torre Eiffel era um deslumbramento. Beber pilsen como os checos sem saber onde fica Praga era uma emoção. Comer salsichas bratwurst dos teutónicos fazendo de contas que tinham sido enchidas em Tortosendo era uma arteirice. Ter um produto tóxico nas Cayman ou  um Cayman na garagem… era tudo muito atordoante e muito superior à velha rábula do gato maltês que tocava piano e sabia francês.
Mas – esta conjunção adversativa é muito incómoda – houve quem avisasse. O Saramago avisou. Lembram-se da “Jangada de Pedra”? Ah, nunca leram! Pois está na altura de se remirem dessa grave lacuna… Porém, como era comunista logo se tornou suspeito para quantos acham que gordura e inchaço são a mesmíssima coisa.
Hoje, que todos começámos a perceber como a “globalidade” nos roubou a alma, a memória e a carteira, ansiamos voltar a pertencer a um território, uma região, um concelho, quase com guardas fronteiriços de atalaia à nossa identidade. Comer cozido à Portuguesa com reco cevado a lavagem, nabo, cenoura, couve e batata da horta e azeite do nosso olival. Tinto da velha cepa. Pita pedrês do nosso galinheiro e vitela do nosso lameiro. É que, à parte que me toca, tal cozido com porco andaluz, nabo galego, cenoura belga, batata romena, azeite chileno, tinto napolitano, pita da indonésia e vitela made in USA, não me cheira nem me sabe… Mas é global. Lá isso é.
Até já tenho saudades de ler o Borda d’Água e o Seringador para perceber quando o frio arreganha e o calor entorpece; ver os filmes que o Martinho do Vicaínho trazia na caminheta e passava no velho clube, uma vez por mês e de amor ou couboiada spaghetti ; ler O Eco do Andurrial, casamentos, bodas de ouro e funerais. Ouvir a Emissora Nacional. Ir à feira quinzenal comer torresmos nas frigideiras encardidas por toneladas de unto sem espreitar por cima do ombro à cata da asae de má memória e péssima moda bruxelense ou bruxuleante. Cruzar-me com a Brízida, a Clarinha, a Eulália e a Adosinda e não com a Cátia Vanessa, Sónia Andreia e Cláudia Stéphanie…
Caro leitor, perdoe-me o estado febril adregado em desvario de saudade (que não saudosismo), mas afinal que semelhanças havia entre Viriato e Julius Caio? Entre D. João VI, Napoleão Bonaparte e Wellington? Entre Aquilino, Ferreira de Castro, Agustina Bessa-Luís e Rushdie, Pamuk e Vargas Llosa? Entre Agostinho Neto e Obama? Entre Oliveira e Costa e Madoff? Entre Coelho e Merkel? Entre Gaspar e Lagarde?
Claro que é isso. A aldeia global finissecular estragou uns quantos que andam por aí a lixar-nos a todos porque, com o novo conceito, esfolamo-nos a trabalhar, pagamos para o fazer e nem sequer conhecemos o patrão que pode ser qualquer Goldfinger ou Goldman sito nas Bahamas, Ilhas Cayman,  Bermudas,  Turks e Caicos, Liechtenstein, Suíça, Ilhas do Canal, Mónaco, Luxemburgo ou Ilha da Madeira… Fraude & fisco é seu sobrenome.
Ah! Já me esquecia…. 63% dos residentes nos estabelecimentos prisionais portugueses são de origem estrangeira. Que o mesmo é dizer: vêm roubar-nos e nós depois ainda os mantemos “à sombra”. E eu não sou xenófobo, apenas me apetece fazer um vigoroso manguito do grande Bordalo em barro negro de Molelos…
Este Editorial parece um desconcerto? Pois parece. Tal e qual a vida moderna. Desconchavadamente moderna, dizem eles…»
Paulo Neto
in: Jornal do Centro de 14.12.2012

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

BIA - 1º sistema de comunicação aumentativo e alternativo multiplataforma, criado em Castro Daire



A Câmara Municipal de Castro Daire criou o 1º Sistema de Comunicação Aumentativo e Alternativo Multiplataforma (Windows, Mac, Linux, Android, iPad, iPhone) desenvolvido em Portugal, com funcionalidades únicas no mundo e totalmente gratuito. O sistema foi batizado de “BIA”.
Este projeto surgiu com o objetivo de melhorar a vida da Beatriz, uma criança do Concelho de Castro Daire com paralisia cerebral (tetraplegia espástica com componentes atetósicos e disartria) que não consegue comunicar de forma verbal, o que constantemente se revela uma enorme limitação, pois torna-se difícil satisfazer as suas necessidades mais básicas.
Este sistema tem como base os símbolos pictográficos de comunicação coloridos, devidamente separados por categoria, que após a sua seleção, reproduz sonoramente a palavra associada ao símbolo. A aplicação BIA, permite a seleção de vários símbolos convertendo-os numa frase que poderá ser reproduzida ou alterada em qualquer momento. A navegação entre as categorias e símbolos, pode ser feita de várias formas, permitindo desse modo responder às várias limitações dos possíveis utilizadores. O sistema permite gerir os símbolos pictográficos (adicionar, editar, apagar) de modo a ser adaptado às necessidades do utilizador final.
Este projeto pretende ser uma referência internacional, motivo pelo qual, possuiu os seguintes idiomas: Português, Inglês, Chinês, Alemão, Francês e Espanhol, conseguindo dessa forma romper com as barreiras geográficas, dando visibilidade a este projeto a nível internacional.
Atualmente existem no mercado outros Sistemas de Comunicação Aumentativo e Alternativo, mas com grandes custos de aquisição, atualização e limitados aos vários sistemas operativos. Em termos de inovação o Projeto BIA tem funcionalidades únicas no mundo:
· Geo-localização – permite enviar as coordenadas GPS do utilizador(criança ou adulto), para um contato definido na aplicação (Android, iPhone e iPad), em caso de emergência ou de desorientação.
· Envio de Email – permite a comunicação via email após a construção de frases com símbolos, por parte do utilizador. O destinatário recebe a mensagem em texto após uma conversão automática.
Esta aplicação móvel poderá ser aplicada a outros tipos de problemáticas, como o caso da estimulação da fala em crianças com Autismo, idosos que sofreram algum acidente que lhes limita a voz, entre outros. Em termos mais terapêuticos, este projeto poderá ser um excelente auxilio na área da terapia da fala.
Este sistema é totalmente gratuito e ficará disponível na página do projeto, App Store e Google Play, permitindo, desse modo, o download e instalação em qualquer parte do mundo.
Este software foi totalmente desenvolvido na Câmara Municipal de Castro Daire, sem qualquer custo extra, com o apoio da Rádio Limite na narração dos símbolos, em parceria com a Associação de Paralisia Cerebral de Viseu.
Neste momento a Câmara Municipal de Castro Daire está a estabelecer parcerias com várias empresas, associações nacionais e internacionais com o objetivo deste projeto responder ao maior número de situações diferenciadas.
A apresentação oficial do projeto BIA será dia 5 de março de 2013, contando com a presença de investigadores, técnicos, professores, encarregados de educação, ligados à paralisia cerebral, autismo, terapia da fala e acompanhamento de idosos.
O Projeto BIA é uma clara aposta da Câmara Municipal de Castro Daire na inovação e empreendedorismo social e demonstra que a autarquia tem potencialidades para criar e desenvolver projetos realmente tecnológicos com destaque mundial sem envolver custos adicionais.
(ver: cm-castrodaire.pt)

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

[opinião] Para memória futura: PSD e CDS extinguiram 1147 freguesias!


A maioria, PSD e CDS, e o governo cumpriram no dia 21 de dezembro mais um capítulo da sua saga de ataque às freguesias, ao poder local e ao interior. Não aconteceu a prevista extinção do mundo, programada para esse dia, mas aconteceu a extinção de muitos dos nossos mundos.
Em todo o país foram extintas 1147 freguesias, 1147 mundos de tantos de nós. Não estou a ser nostálgico, a ser passadista, a ser conservador. Estou tão só a deixar brotar as palavras, a deixá-las encaixar-se num texto que quero que seja para memória futura e de memória para mim. Um texto que amanhã me permita perceber o que se passou neste funesto hoje, neste ontem. Um texto que me faça ter e sentir a memória perante o esquecimento que muitas vezes assola os poderes.
E o mais grave é que esta foi uma extinção porque sim. Não houve critérios que sustentassem esta deriva de encerramento do interior para além de um critério matemático, percentual.
No caso concreto do distrito de Viseu teremos, no futuro, menos 95 freguesias. Tínhamos 372, passaremos para 277. E, quer queiramos quer não, vamos ficar muito mais pobres nas relações de proximidade que sempre têm que existir entre o estado e as populações. É que entre o estado, sempre com tendências centralistas e macrocéfalas, e as populações, sempre indefesas, há um enorme desequilíbrio. E esse desequilíbrio fica muito mais evidenciado quando os detentores do mandato que o povo lhes conferiu exorbitam dele, por matriz filosófica e ideológica ou por mera gestão de conjunturas.
Quem perde é sempre o elo mais fraco, é sempre o povo. E, porventura, pior que uma derrota é o corrompimento da necessária confiança que tem que circular pelas veias do sistema da democracia representativa.
O PS votou contra esta extinção de 1147 freguesias. Não porque não entenda que os novos tempos não trazem novos desafios para as organizações de base territorial, mas porque estas reduções sem critérios legitimados na radicalidade da essência democrática, são péssimos exemplos de exercício do poder.
Verdadeiramente o que está em jogo, nesta como noutras medidas políticas destes últimos meses, é a sobrevivência do interior, desta nossa terra, rica e farta sempre, porque por mais ataques que lhe façam em qualquer dia de solstício de inverno há uma coisa que nunca lhe farão, na linha de Aquilino, nunca lhe corromperão a dignidade e a alma.
Acácio Pinto
Diário de Viseu

No parlamento com José Rui Cruz e familiares

No dia 20 de dezembro os deputados do PS eleitos por Viseu, Acácio Pinto, José Junqueiro e Elza Pais, receberam na assembleia da república José Rui Cruz, deputado do PS na anterior legislatura, e os familiares que o acompanhavam.
Foi um prazer este reencontro na AR e a visita que efetuámos aos diversos espaços: biblioteca, passos perdidos, salão nobre, varanda principal, escadaria, claustros, sala do senado e galerias, de onde presenciaram a sessão plenária que estava a decorrer.
Permito-me destacar, entre os seus familiares, o seu pai, José Marques Duarte da Cruz, presidente da junta de freguesia de S. Joaninho - S.C.Dão e o seu tio Victor Manuel Alves, que foi presidente do Rotary Club Kinshasa-Binza - República Democrática do Congo, onde tem residência.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Simone: ENTÃO É NATAL!


[letra da canção]


Então é Natal, e o que você fez?
O ano termina, e nasce outra vez
Então é Natal, a festa Cristã
Do velho e do novo, do amor como um todo
Então bom Natal, e um ano novo também
Que seja feliz quem, souber o que é o bem

Então é Natal, pro enfermo e pro são
Pro rico e pro pobre, num só coração
Então bom Natal, pro branco e pro negro
Amarelo e vermelho, pra paz afinal
Então bom Natal, e um ano novo também
Que seja feliz quem, souber o que é o bem

Então é Natal, o que a gente fez?
O ano termina, e começa outra vez
Então é Natal, a festa Cristã
Do velho e do novo, o amor como um todo
Então bom Natal, e um ano novo também
Que seja feliz quem, souber o que é o bem

Harehama, há quem ama
Harehama, ha...
Então é Natal, e o que você fez?
O ano termina, e nasce outra vez
Hiroshima, Nagasaki, Mururoa, ha...

É Natal, é Natal, é Natal

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Concerto de natal na igreja paroquial de Mangualde


Na tarde de 23 de dezembro decorreu na igreja do complexo paroquial de Mangualde um excelente concerto de natal que contou com diversas participações: coros, instrumental e canto. A saber: coro de Mangualde, de Abraveses e Lopes Morago e diversos solistas da região, de órgão, acordeão, flauta, guitarra portuguesa e guitarra clássica.
Deixo-vos um vídeo, com 2' 45", de uma das interpretações que lá aconteceu: Variações em ré menor, de Artur Paredes, numa interpretação de Francisco (guitarra portuguesa) e José Pedro (guitarra clássica), ambos alunos do conservatório regional de música dr. Azeredo Perdigão, de Viseu. 
De referir que este concerto é o resultado de uma parceria entre a diocese de Viseu, o conservatório regional de música e o instituto Piaget.
Lá estive e lá encontrei muitos amigos. Destaco os institucionais: vereadores da câmara de Mangualde, Maria José Coelho, João Lopes e presidente da assembleia municipal, Leonor Cardoso e, claro, o cónego Jorge Seixas, pároco de Mangualde e anfitrião desta iniciativa.
Parabéns.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Ceia de Natal da JS de Vila Nova de Paiva

A JS de Vila Nova de Paiva promoveu no dia 22 de dezembro uma ceia de natal com o intuito de partilha do espírito natalício e de convívio entre os seus simpatizantes e militantes, contando já, neste momento, com cerca de noventa inscritos.
Estiveram presentes o coordenador concelhio da JS, Mário Morgado, o presidente da federação de Viseu da JS, Rafael Guimarães e o coordenador da JS de Sátão, Ricardo Santos, o deputado do PS à assembleia da república, Acácio Pinto, e marcaram também presença os autarcas socialistas de que se destaca José Morgado, presidente da câmara, e  Paulo Marques, presidente da assembleia municipal e também o presidente da comissão administrativa do PS de Vila Nova de Paiva, César Fonseca, entre outros presentes.
As intervenções curtas e de circunstância estiveram por conta de Mário Morgado, Rafael Guimarães, José Morgado e Acácio Pinto.
No final da ceia os presentes foram ao bar Juiz de Barrelas beber um shot JS.

Jantar de Natal do PS

O PS promoveu no dia 20 de dezembro o seu jantar de Natal, em Lisboa, que juntou os deputados à assembleia da república, os eurodeputados, o secretariado nacional e os colaboradores que desenvolvem a sua atividade quer no largo do Rato quer no parlamento.
As intervenções estiveram por conta do presidente do grupo parlamentar, Carlos Zorrinho, e do secretário geral, António José Seguro.
Na sua intervenção o secretário-geral do PS acusou o primeiro-ministro de ter feito "uma trapalhada monumental" no agora suspenso processo de privatização da TAP e advertiu que os socialistas serão inflexíveis contra a falta de transparência nos negócios públicos.
"Quero ser muito claro: esta é uma trapalhada monumental do primeiro-ministro e o PS tem exigido desde o início transparência, porque a TAP não é uma empresa qualquer e os negócios públicos não se gerem como negócios privados. Estamos a falar de recursos do país e de dinheiro dos contribuintes", disse no seu discurso.
Depois, António José Seguro deixou um aviso em matéria de privatizações: "No PS seremos inflexíveis".
"Exigiremos transparência até ao final e exigiremos que essa transparência sirva o interesse nacional. Por isso, os portugueses têm todas as razões para estarem desiludidos com este primeiro-ministro e para cada vez mais confiarem no PS", realçou.
Na sua intervenção, o secretário-geral do PS colocou igualmente um conjunto de dúvidas sobre a forma como o processo decorreu.
"Faz algum sentido que o Parlamento queira informação, transparência e esclarecimento e os membros do Governo se recusem a ir à Assembleia da República para tudo acabar na trapalhada monumental de hoje. Quando o comprador [da TAP] já tinha bilhete marcado e data marcada para vir no dia 27 [deste mês], o Governo decidiu que afinal, por agora, não vai fazer essa privatização", afirmou.
António José Seguro acusou ainda Pedro Passos Coelho de estar "a faltar à verdade" quando diz que o PS se quer furtar ao debate sobre a reforma do Estado.
"Senhor primeiro-ministro não confunda os portugueses. O senhor o que quer é cúmplices para cortar quatro mil milhões de euros nas funções do Estado, mas para isso não conta com o PS", afirmou Seguro.