quinta-feira, 30 de junho de 2011

CCP diz que corte no subsídio de Natal vai ser demolidor

(LUSA - 2011.06.30) O presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), João Vieira Lopes, considerou hoje que o corte de 50 por cento no subsídio de Natal vai ter um efeito demolidor no setor do comércio.
"O corte de 50 por cento no 13.º mês vai ter um efeito demolidor no comércio, especialmente nas categorias de produtos sazonais como o mobiliário, os eletrodomésticos, os automóveis e os briquedos", disse à agência Lusa Vieira Lopes.
O presidente da CCP disse ainda que a confederação do comércio está na espetativa de que venham a ser apresentadas medidas que promovam este setor.
"Esperamos medidas na área financeira, por exemplo, dado que as empresas deste setor têm muita dificuldade de acesso ao crédito", afirmou.
Vieira Lopes defendeu que, no âmbito das alterações fiscais que vão ser feitas, o setor do comércio precisa de uma "disciminação positiva", até porque é o único setor que está a criar emprego.
Na abertura do debate do Programa do Governo, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, anunciou que o executivo vai adotar, apenas este ano, um imposto extraordinário em sede de IRS equivalente a 50 por cento do subsídio de Natal, no excedente do salário mínimo nacional.
Segundo o primeiro-ministro, além dos rendimentos do trabalho, serão atingidos todos os rendimentos das pessoas singulares, nomedamente os de capital.
A medida será detalhada nas próximas duas semanas e permitirá ao Estado arrecadar uma receita adicional de 800 milhões de euros.

(Opinião) As liberalidades do Programa de Governo

O Programa do XIX Governo constitucional aí está, finalmente, em debate na Assembleia da República. E para quem tinha dúvidas, sobre a sua matriz genética, elas ficaram completamente dissipadas. Basta lê-lo. É um programa liberal, e pior que isso, liberalizante de tudo aquilo que são funções que o Estado tem vindo a desenvolver, e bem, no sector social e económico do nosso país. E quem vai sair prejudicado? Precisamente aqueles que o PSD, disse aquando do chumbo do PEC IV, querer despenalizar.
Dir-se-á que este programa é o resultado do memorando de entendimento com a troika. Dir-se-á que muitas das medidas agora propostas foram anunciadas durante a campanha eleitoral. Dir-se-á tudo o que se quiser. Mas há uma coisa que já se percebeu, estamos perante o maior ataque às funções sociais do estado das últimas três décadas e meia, com a agravante de que, por mais que se diga o contrário, as medidas concretas preconizadas não resultam, directamente, do memorando, mas de opções de pura ideologia política de direita.
Estamos, pois, todos convocados para este debate. Para um debate em torno daquilo que pretendemos ser enquanto sociedade solidária e enquanto sociedade que pugna pela justiça social e pela permanente redução do fosso entre os mais ricos e os mais pobres.
E é por eu acreditar que a sociedade portuguesa é estruturalmente solidária e defensora da equidade e da justiça social que entendo que a seu tempo todos aqueles que, mais por conjuntura do que por convicção, votaram nesta equipa irão pugnar por esses valores e defendê-los em toda a linha.
É inequívoco que PSD/CDS têm legitimidade política para assim se comportarem. É evidente que não se põe em causa o resultado de um pleito eleitoral recente e a sua tradução parlamentar. Mas é também inequívoco que cabe ao PS, responsavelmente, propor caminhos alternativos, caminhos diferentes, bem concretos e definidos, sem trair aqueles que foram os objectivos por si subscritos no memorando, que devem ser sempre honrados.
O PS só corporiza os seus mandatos se os densificar através da promoção dos consensos alargados necessários para ultrapassar esta crise, mas também se clarificar perante os portugueses as suas linhas diferenciadoras perante os problemas que nos assolam.
DE 25 PARA 35: É ESTE O RIGOR DA COLIGAÇÃO?
Dos 25 prometidos passou a 35 efectivos secretários de estado, sendo que um deles foi, mesmo, demitido antes de ter tomado posse.
Sempre se pode dizer que são as coisas da governação e só não falha quem não faz, só não erra quem não decide... Pode-se dizer tudo isso que bem sabemos e bem conhecemos.
Mas são estes pormenores que fazem toda a diferença.
Afinal, o número global de secretários de estado (que, segundo o PSD, era demasiado elevado no governo anterior) está na média de todos os governos que tivemos no nosso país nas últimas décadas, quer do PS, quer do PSD, quer de coligação.
Não quero ajuizar por antecipação, mas estarei atento. E só trago este assunto à colacção porque ele foi tão, abusivamente, usado como arma de arremesso contra o governo anterior.
Se as coisas não são como começam, mas como acabam, fica, porém, e desde já, um travo amargo e de preocupação, neste início de mandato, para a coligação.
NOTA: Parabéns e votos de bom trabalho, para os viseenses Álvaro Santos Pereira, José Cesário e Almeida Henriques, nas funções governativas em que foram empossados.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

terça-feira, 28 de junho de 2011

De 25 para 35: é este o rigor da coligação?

Dos 10 prometidos passou a 11 ministros efectivos, mais o primeiro-ministro. Dos 25 prometidos passou a 35 efectivos secretários de estado, sendo que um deles (Bernardo Bairrão) foi, mesmo, demitido antes de ter tomado posse.
Sempre se pode dizerque são as coisas da governação e só não falha quem não faz, só não erra quem não decide... Pode-se dizer tudo isso que bem sabemos e bem conhecemos.
Mas há pormenores importantes em que nos devemos deter e que fazem toda a diferença.
Vejamos só um, que toca no rigor e na racionalização.
Afinal o número global de secretários de estado (que, segundo o PSD, era demasiado elevado no governo anterior) está na média de todos os governos que tivemos no nosso país nas últimas décadas, quer do PS, quer do PSD, quer de coligação. O crédito final é, então, de menos quatro ou cinco ministros. Aguardemos, pois, agora para perceber como é que esses designados "superministros" vão operacionalizar os seus gabinetes, para a gestão de tão vasta gama de dossiers governativos, para perceber se efectivamente estamos ante uma redução efectiva de gastos com "pessoal político", de racionalização de custos e de gestão rigorosa como tanto se apregoou durante os meses anteriores e, sobretudo, na campanha eleitoral.
Não quero ajuizar por antecipação, mas estarei atento. E só trago este assunto à colacção porque ele foi tão, abusivamente, usado como arma de arremesso contra o governo anterior.
Os portugueses cá estarão para fazerem a sua análise serena a médio prazo e para escrutinarem, também, as medidas extraordinárias de austeridade, além-troika, de que se faz eco na comunicação social e que este governo se apresta a tomar.
Se as coisas não são como começam, mas como acabam, fica, porém, e desde já, um travo amargo e de preocupação, neste início de mandato, para a coligação.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

André Freire, presidente, em Portugal, da União Hispanoamericana de Escritores

O médico André Luiz Castilho Freire, radicado em Lamego há vários anos, com obras publicadas no âmbito da literatura, sobretudo poesia, foi nomeado Presidente da União Hispanoamericana de Escritores, em Portugal, cargo que nas palavras do nomeado lhe dá muita felicidade por receber tal distinção e poder seguir na divulgação da cultura desses dois países que tem a honra de integrar e amar: Brasil e Portugal".
Parabéns André Freire.
(Foto: "A voz da serra")

Encerramento dos Jogos Desportivos de Sátão

Decorreu no dia 26 de Junho, a partir das 15 horas, no Pavilhão Gimnodesportivo, contíguo à Escola EB 2,3 de Sátão, o encerramento dos VIII Jogos Desportivos numa organização da Câmara Municipal de Sátão.
O encerramento, para além da entrega de prémios, constituiu um excelente momento de cor e alegria, que encheu completamente as bancadas do Pavilhão com gente de todo o concelho que veio apoiar os participantes das suas freguesias e assistir ao espectáculo final.
Das entidades presentes destacam-se o Presidente de Câmara e vereadores, o Presidente da Assembleia e os Presidentes das Juntas de Freguesia, entre muitos outros.
A convite do Presidente da Câmara Municipal estive presente na iniciativa.

domingo, 26 de junho de 2011

VII Feira do vinho de Rio de Moinhos

Realizou-se no dia 26 de Junho, à tarde, no Largo de Nossa Senhora dos Prazeres em Rio de Moinhos a 7ª Feira do Vinho organizada pelo Rancho Folclórico de Rio de Moinhos em colaboração com a Junta de Freguesia e com o apoio da Câmara Municipal e que tem tido em Francisco Maurício o seu principal impulsionador.
Nos stands de exposições havia vinhos das Regiões Demarcadas do Dão, Douro e Verde e ainda enchidos, pão e bolos e artesanato diverso.
Presentes os autarcas locais da Junta e da Assembleia de Freguesia, da Câmara Municipal e Assembleia Municipal e o pároco, entre muitos outros convidados.
Foi com muito prazer que mais uma vez estive presente neste evento a convite da organização.

sábado, 25 de junho de 2011

Francisco Assis em Viseu: 3 de Julho, 21 h, no Hotel Montebelo

Para apresentação aos militantes da moção "A Força das Ideias", de que é primeiro subscritor, Francisco Assis desloca-se no dia 3 de Julho a Viseu, pelas 21 horas, ao Hotel Montebelo.
Será, pois, uma excelente oportunidade para todos os militantes do distrito de Viseu poderem ouvir as ideias concretas de quem se apresenta, em simultâneo, como uma candidatura de mudança e de continuidade: continuidade em relação à história do PS, ao seu património político, ético e humano, o qual Francisco Assis assume integralmente, e de mudança porque temos de saber construir os caminhos do futuro, que implicarão rupturas sem renegar a história do PS.
Boa oportunidade para os militantes aprofundarem o seu conhecimento e dicidirem em plena liberdade.

Jorge Sampaio: O socialista que teve a arte de juntar as esquerdas

(DN 25.06.2011 - Francisco Mangas) - «O homem que em tempos pretendeu ser "o grilo da consciência do PS" incentiva agora, ao serviço das Nações Unidas, o diálogo entre o mundo ocidental e o islâmico.
Entra no PS pela ala mais à esquerda. Foi autarca, depois Presidente da República. Hoje é alto-representante das Nações Unida para a Aliança das Civilizações. O homem que teve a difícil arte de unir a esquerda na Câmara de Lisboa, incentiva agora o diálogo entre povos e culturas. E, como enviado especial do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, trabalha na erradicação da tuberculose.
Muitas rebeldias marcam o percurso político de Jorge Sampaio. Rebeldia quando o gesto encerrava uma finalidade concreta e cívica: afronta à ditadura que amortalhava Portugal. Por isso, encontramos o jovem de cabelo ruivo e olhos claros - como peixes verdes, diria o poeta Eugénio de Andrade - à frente da Associação Académica da Faculdade de Direito de Lisboa.
A primeira prova de fogo do advogado surge na defesa de oposicionistas ao regime envolvidos na Revolta de Beja, ou do caso Capela do Rato. É candidato a deputado pela CDE (1969). Do seu escritório saem os documentos de protesto contra o exílio de Mário Soares.
O seu nome, contudo, não aparece no grupo dos fundadores do partido que, no final dos anos oitenta, havia de liderar. O lugar de Sampaio era mais à esquerda. Tanto que, em 1976, o seu voto nas presidências foi para Otelo, um dos homens da Revolução de Abril.
Dois anos após (mais) esta rebeldia, torna-se militante do PS. Eleito deputado, envolve-se nas guerras internas dos socialistas, apoia a recandidatura de Eanes; é relegado para a penumbra. No entanto, onze anos depois de ter assinado o cartão de militante, atinge o ponto mais alto no PS - numa altura em que o cavaquismo se cristaliza.
Sampaio fez os primeiros estudos numa escola pública norte-americana, Queen Elizabeth School, e, em Lisboa, nos liceus Pedro Nunes e Passos Manuel. Gosta de ouvir opiniões divergentes para tomar decisões. Esse princípio tê-lo-á praticado quando dissolve o Parlamento e derruba o frágil e crispado Governo de Santana Lopes.
Mas quem o julga indeciso engana-se. A candidatura a Belém, com considerável antecedência, apanha de surpresa alguns dirigentes do partido. De igual modo, em 1989, Sampaio surpreende: por "falta de generais socialistas" interessados a disputar a eleição para a Câmara de Lisboa, avança ele, o líder do partido. A direita perde a capital. Tenta a mudança para São Bento, mas o inquilino chama-se Cavaco Silva e permanece no poder. Os dois homens encontram-se, cinco anos mais tarde, na corrida a Belém. Sampaio ganha. Nessa campanha das presidenciais, o candidato apoiado pelo PS fez uma promessa. Hoje, 15 anos mais tarde, poderá ser lida como a sua divisa: "Vamos fazer da tolerância uma qualificação e da democracia uma exigência."
E não escondia, nesse tampo, uma grande ambição. Desejava ser o primeiro chefe do Estado eleito pelo povo português a deslocar-se a Timor-Leste. Tudo fez, no País e a nível internacional, para tornar realidade essa ambição, emotivamente apoiada pelos portugueses. A última deslocação oficial de Jorge Sampaio, refira-se, enquanto Presidente da República, é precisamente a Timor.
O legado à democracia portuguesa de Jorge Sampaio - que pretendeu ser com o movimento Intervenção Socialista "o grilo da consciência do PS" - é significativo. Aqui ou noutra parte qualquer do mundo continua a fazer da "tolerância uma qualificação". »
(Foto: DN)

quinta-feira, 23 de junho de 2011

(Opinião) Estribilho: O país não pode falhar

Pois, “o país não pode [mesmo] falhar”, dirão também os portugueses.
Este estribilho foi iniciado com a posse do novo Governo no dia 21 de Junho no Palácio de Belém, por Cavaco Silva e Passos Coelho.
Saúdo pois a preocupação dos dois principais e actuais actores políticos, ao dizerem o que disseram. Mas não esqueço, igualmente, os seus comportamentos recentes e dissonantes desta evidência. Bem, mas isso são tempos passados e é sobre o futuro que eu quero e devo falar.
E quais são as circunstâncias para o futuro? São politicamente indesculpáveis.
Temos um Presidente que, como se tem visto, não se poupará a esforços (e bem) para ajudar na governação. Temos uma maioria absoluta na Assembleia (PSD + CDS/PP) com 132 deputados. Temos um Governo que resulta de um entendimento entre os dois partidos de direita e que tem uma base programática de governo assente naqueles que foram os seus objectivos na campanha. Ou seja, tudo aquilo que qualquer político e qualquer partido ou coligação desejam para governar sem instabilidades políticas, num quadro constitucional e legal, democrático, existe. Quem ainda achar pouco, é bem que diga, com clareza, que regime político quer, para que nos entendamos.
E, então, para que o país não falhe e para que tal desígnio se materialize só se espera mesmo que o Governo comece a governar.
Esperamos que os ministros mostrem ao país o seu programa, os seus projectos, as suas medidas. Esperamos que mostrem o seu PEC já que o PEC IV pelos vistos era muito gravoso. Esperamos que nos falem da avaliação dos alunos, dos professores e sobre vida nas escolas. Esperamos que nos esclareçam sobre os cuidados primários de saúde, sobre os cuidados hospitalares e sobre a sua política para o medicamento. Esperamos pelas suas palavras sobre o rendimento social de inserção, sobre o apoio aos idosos, crianças e pessoas com deficiência. Esperamos que digam algo sobre a reorganização administrativa do território. Esperamos que nos tragam o seu pensar sobre as medidas concretas para a internacionalização da economia e para o apoio às pequenas e médias empresas. Esperamos ouvir palavras concretas sobre o combate ao despovoamento do interior e sobre medidas que revitalizem a agricultura e o mundo rural. Enfim, sobre energia, acessibilidades, ambiente, associativismo…
Esperam-se, pois, medidas concretas, de especialidade, face às políticas dos anteriores governos que tanto contestaram e combateram na Assembleia da República.
Não sei se a estrutura do Governo é a melhor para atingir os objectivos, mas dou e todos damos o benefício da dúvida. Mas esta ideia de juntar ministérios e depois serem nomeados secretários de estado, tipo ministros, não me parece ser a melhor forma de gestão política.
PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Não votei em Fernando Nobre para Presidente da Assembleia da República porque entendi que um homem que fez uma cruzada e a negação dos partidos e dos políticos, não pode ser o primeiro dentre eles, por falta de coerência e idoneidade políticas.
Votei, em primeira escolha, em Assunção Esteves, a quem desejo as maiores felicidades. Sim, em primeira escolha (o mesmo não poderá dizer o PSD), numa mulher que dignificará o Parlamento e a política, na senda de ilustres anteriores presidentes, de que destaco aqui Jaime Gama, a quem ela sucede.
(Foto: Blog 'a carta a garcia')

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Maria de Belém vai liderar a bancada do Partido Socialista

Maria de Belém vai presidir à bancada do Partido Socialista na Assembleia da República e terá como vice-presidentes António Braga, Mota Andrade, Odete João, Renato Sampaio, Ricardo Rodrigues e Sónia Fertuzinhos.
Esta direcção foi eleita até que o novo líder do PS seja eleito pelos militantes nos dias 22 e 23 de Julho, em eleições directas, resultando a presidente de um consenso inicial entre Francisco Assis e António José Seguro. Integram ainda a direcção por inerência o deputado Pedro Alves, líder da JS, e Manuel Seabra, do Conselho de Administração.

Assis quer primárias para escolher candidato socialista a PM

(Agência Financeira - 22.06.2011) - «O candidato à liderança dos socialistas Francisco Assis quer que o PS seja o primeiro partido em Portugal a escolher os candidatos a primeiro-ministro, deputados e autarcas em eleições primárias abertas à sociedade.
Francisco Assis referiu, em declarações à Agência Lusa, que este ponto de «ruptura na orgânica de funcionamento dos partidos» faz parte da sua moção de estratégia para as eleições directas no PS, que se realizam a 22 e 23 de Junho.
Na sua moção de estratégia, que será entregue formalmente quarta-feira, Francisco Assis propõe que os socialistas portugueses tenham como paradigma de escolha de candidatos o modelo norte-americano, sobretudo o dos Democratas.
Nas eleições primárias norte-americanas, todos os cidadãos, independentemente de estarem ou não filiados, podem registar-se em cada Estado para participar na escolha dos candidatos do seu partido de simpatia, incluindo a do candidato a presidente dos Estados Unidos.
Em Portugal, a escolha de candidatos dos partidos a cargos locais ou nacionais é feita pelos órgãos partidários, que por sua vez são eleitos por militantes.
No caso do PS e do PSD, os militantes escolhem por voto directo os líderes do partido e os dirigentes distritais, sendo os restantes órgãos eleitos por delegados em congresso.
Francisco Assis propõe agora que haja primárias abertas à sociedade na escolha dos candidatos do PS a primeiro-ministro, deputados e presidentes de câmara, entre outros cargos.
«Quero criar um sistema que enfraqueça ao máximo os sindicatos de voto, que são uma doença em todos os partidos», justificou o candidato à liderança do PS.
Interrogado se propor este sistema não lhe poderá retirar votos entre os militantes socialistas, uma vez que pretende retirar-lhes poder de influência, Assis respondeu que «quem quer ser secretário-geral tem de dizer o que pensa».
Acentuou ainda que não quer «ganhar as eleições no PS a qualquer preço», porque diz querer «uma mudança real».
Outro ponto da moção que Francisco Assis entrega quarta-feira relaciona-se com a ideia de «políticas públicas activas com respeito pela lógica de funcionamento do mercado» - ponto que o candidato socialista considera «decisivo para a reconquista da confiança das classes médias».
Em sectores como saúde, educação, segurança social e ciência, as políticas públicas são considerada «essenciais, mas não concorrentes do mercado», nessas mesmas áreas.
A moção de estratégia de Francisco Assis teve entre os principais colaboradores Rui Pena Pires, sociólogo, João Galamba, deputado, Filipe Nunes, ex-chefe de gabinete de ex-ministro da Defesa, Augusto Santos Silva) e Manuel Pizarro, ex-secretário de Estado da Saúde.»
(Foto: dn.pt)

Assunção Esteves eleita Presidente da Assembleia da República

Foi uma eleição à primeira volta, a de Assunção Esteves, com 186 votos a favor, para Presidente da Assembleia da República.
Desta vez o PSD avançou com uma candidatura que não encontrou nenhum óbice em nenhuma bancada e que, inclusivamente, mereceu palavras de grande apreço e de consideração pessoal, política e técnica por parte de todos os líderes dos grupos parlamentares, com ênfase especial para Maria de Belém, do PS, que disse ser "a primeira escolha" para os socialistas.
É a primeira vez que a Assembleia da República tem na presidência uma mulher e, neste caso, uma cidadã que sempre se entregou a lutar por causas e valores em que acredita através do aprofundamento da democracia partidária. 

Deputados do PS eleitos por Viseu, em pleno a partir do dia 21 Junho

Depois da posse do novo Governo, no dia 21 de Junho, a Assemebleia da República começou a ficar estabilizada quanto aos deputados que a irão integrar esta XII legislatura.
No caso do PS, pelo círculo de Viseu, a partir do dia 21 de Junho temos na Assembleia da República: José Junqueiro, Elza Pais e Acácio Pinto.
Miguel Ginestal e Fátima Ferreira que exerceram o mandato no dia 20 de Junho, cessaram funções com a posse de José Junqueiro e Elza Pais depois da posse do novo Governo.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Fernando Nobre não mereceu, e bem, o apoio dos deputados

Os deputados não elegeram, no dia 20 de Junho, Fernando Nobre para Presidente da Assembleia da República. Depois de duas votações consecutivas nem o pleno dos votos do PSD ele conseguiu. Cento e seis votos à primeira e cento e cinco à segunda quando precisava cento e dezasseis.
E o primeiro a tirar conclusões tem que ser o próprio, Fernando Nobre, e, logo depois, Pedro Passos Coelho. O próprio tem que perceber que não pode dizer o que tem dito contra os políticos e contra os partidos e depois, quando lhe dá jeito, querer ele próprio ser, entrando por cima, um desses políticos integrado num partido. Não pode infernizar os partidos, como os promotores de todos os males que vêm ao mundo, e, de seguida, aceitar integrar uma lista de candidatos a deputados, com a reserva antecipada de "senha" para Presidente da Assembleia da República. Quanto a Passos Coelho tem que perceber que a Assembleia e os deputados não são meros instrumentos ao serviço de interesses pouco claros e que ele pode usar seu belo prazer.
Uma palavra para Paulo Portas. Esteve ao seu nível. Não aceitou, na coligação, o compromisso de eleger Fernando Nobre. Aliás, Paulo Portas, já havia dito o necessário e o suficiente durante a campanha sobre Nobre e sobre todo este processo.
A Assembleia da República, o que fez, e bem, foi zelar pela sua dignidade institucional, não ao não eleger Fernando Nobre, mas ao dizer que quer outro(a) candidato(a) que a prestigie e que dignifique o papel da segunda figura do Estado no nosso país e a nível internacional. Alguém que acredite nas virtualidades, todas, da democracia, com políticos e com partidos.
(Foto: A Bola)

Dia 20 de Junho: Início da XII legislatura na Assembleia da República

Foto: Pedro Silva
No dia 20 de Junho foram empossados, na Assembleia da República, os deputados da XII Legislatura. De Viseu, pelo Partido Socialista, tomaram posse os deputados Acácio Pinto, Miguel Ginestal e Fátima Ferreira, uma vez que José Junqueiro e Elza Pais, como membros do Governo, só no dia 21 cessavam as suas funções com a posse do novo Governo e daí, só depois disso, podiam tomar posse e então assumir os seus mandatos de deputados para que haviam sido eleitos no dia 5 de Junho.
Foto: Pedro Silva

Festa de Nosso Senhor dos Caminhos, em Rãs - Sátão

No dia 19 de Junho, domingo da Santíssima Trindade, realizou-se em Rãs, concelho de Sátão, a tradicional romaria de Nosso Senhor dos Caminhos, que atrai ao santuário milhares de fiéis do concelho, da região e país, para cumprirem as sua promessas, para orarem, ou tão só para apreciarem a procissão que é integrada por um conjunto de imagens representativas de trechos biblicos.
Sendo a minha aldeia natal não pude deixar de lá marcar presença, no domingo ao fim da tarde.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

17º Aniversário da Associação "Os Melros" (Germil - Penalva do Castelo)

No dia 19 de Junho a Associação "Os Melros", de Germil, concelho de Penalva do Castelo, presidida por José Manuel Lopes, comemorou mais um aniversário, desta feita o 17º, pois a sua fundação remonta a 1994.
Esta Associação, que apesar de ter vertentes desportiva, recreativa e cultural, tem a sua actividade principal, hoje, centrada na vertente da solidariedade social, nomeadamente no apoio à terceira idade através de um moderno lar que construiu em Germil fruto de um projecto Pares.
Presentes, entre outros, o Presidente da Câmara Municipal de Mangualde, o Vice-Presidente da Câmara de Penalva do Castelo, o deputado do PS Acácio Pinto, muitos autarcas do concelho de Penalva, para além de centenas de pessoas da freguesia e da região.