quinta-feira, 19 de abril de 2018

Crédito Agrícola do Vale do Dão e Alto Vouga apresentou resultados líquidos de 743 mil euros em 2017


Com uma área de influência que se estende por quatro municípios (Mangualde, Penalva do Castelo, Sátão e Vila Nova de Paiva) a Caixa Agrícola do Vale do Dão e do Alto Vouga apresentou resultados líquidos de 743 mil euros no exercício de 2017.
Estes valores que são o resultado de uma gestão rigorosa e são tanto mais positivos se considerarmos o “contexto de quebra generalizada das margens na atividade do setor bancário em Portugal” defendeu Vítor Gomes, presidente do conselho de administração e administrador executivo, em conferência de imprensa que teve lugar esta quarta-feira, dia 18 de abril, na sede da instituição em Mangualde.
Segundo Vítor Gomes, que se encontrava acompanhado por João Coelho, também administrador executivo, o “estatuto de banco cooperativo local com uma composição de capital exclusivamente português, confere-lhe a autonomia suficiente e a particularidade de ser cada vez mais um banco de proximidade, vocacionado para o apoio e desenvolvimento da sua região e dos mercados locais”.
É por isso importante ter um “programa de ação assente na comercialização de produtos e serviços geradores de margem complementar que contribuam para colmatar a fraca procura de crédito”, como foi o caso do CA do Vale do Dão e do Alto Vouga, conforme explicitou Vítor Gomes.
De seguida o presidente do conselho de administração apresentou alguns dos principais indicadores da atividade de 2017, de que aqui ressaltamos alguns.
Os ativos totais eram de 172,6 milhões de euros, mais 11 milhões que no ano anterior; os capitais próprios eram de 20,5 milhões de euros, mais 2 milhões; o rácio de solvabilidade, Tier 1, situava-se no final de 2017 em 43,3%; o crédito concedido era de 56,5 milhões de euros; a aplicação de excedentes representava 113,8 milhões de euros, dos quais 5,2 milhões em dívida pública.
Para além disso, Vítor Gomes, deixou ainda uma palavra para o apoio que é prestado aos associados/clientes agricultores, aos melhores alunos das escolas da região, a iniciativas empresariais e a um proximidade que tem sido estabelecida com a comunidade de emigrantes a quem é prestado apoio através dos escritórios do CA de Paris, Genebra e Luxemburgo.
Finalmente, o presidente do conselho de administração, quis enfatizar o facto de o CA ter sido, pelo 4º ano consecutivo premiado com o título de “O melhor banco no serviço de atendimento ao cliente” e de ser, no relatório de supervisão comportamental do Banco de Portugal do 1º semestre de 2017, uma das instituições com menor número de reclamações registadas.

domingo, 18 de março de 2018

Na Casa da Ínsua, Chefs de Cozinha, quais artistas, pintaram o queijo Serra da Estrela de várias cores

“Este evento, Queijo Serra da Estrela à Chef poderia realizar-se num outro qualquer concelho da CIM Viseu Dão Lafões, com certeza que podia, mas não seria a mesma coisa”.
Foi com esta palavras que Francisco Carvalho o presidente da Câmara Municipal de Penalva do Castelo, o concelho anfitrião desta iniciativa quis expressar aos presentes a circunstância de “a sua terra” reunir um conjunto de características que tornam este evento verdadeiramente singular, como sejam o queijo Serra da Estrela, o vinho Dão de Penalva e a o hotel de charme Casa da Ínsua.
Esta iniciativa, promovida pela CIM Viseu Dão Lafões, com o apoio da Casa da Ínsua, do Crédito Agrícola do Vale do Dão e do Alto Vouga, a que se juntam o Turismo Centro de Portugal, vai na sua quarta edição e começa a constituir-se como uma das mais importantes marcas na promoção territorial da região pela associação que efetua entre elementos social e economicamente fortes no âmbito territorial.
Desta feita, no dia 17 de março, depois de uma visita à Casa da Ínsua e de um worshop sobre a “A sustentabilidade do Queijo Serra da Estrela”, seis chefs mostraram e demonstraram a inesgotabilidade gastronómica do queijo Serra da Estrela, ao apresentarem mais um vasto leque de possibilidades de combinação criativa entre queijo e lagostim, ou joelho de porco, ou bacalhau, ou codorniz, ou nas misturas agridoces de uma sobremesa que acorda todos os sensores do sabor.
O olhar, esse ficou, igualmente prenhe ante uma combinação perfeita entre a louça da Vista Alegre, concebida para o evento, desta vez não era branca mas multicolor, e os elementos gastronómicos nele inseridos, com elementos coloridos naturais, fossem pedaços de tomate, de ervas aromáticas ou de flores comestíveis.
Os artistas deste menu, chefs de cozinha conceituados, dois deles já estrelas Michelin, explicaram ao vivo o modo e a forma como foi confecionado cada um dos pratos. Tratou-se de Joachim Koerper, João Oliveira (ambos estrelas Michelin), Justa Nobre, Luís Gaspar, Paulo Cardoso e Américo dos Santos.
Uma outra vertente do evento que esteve, igualmente, no centro de todas as atemções foram os vinhos (tinto, branco e rosé) e espumantes do Dão que estiveram à disposição de todos para que cada um, em regime de self-service, pudesse escolher o vinho que iria acompanhar cada um pratos, depois de devidamente "explicados" pelo escanção de serviço, Manuel Moreira.
Se Francisco Carvalho enalteceu o evento e puxou pelos galões do seu concelho, Rogério Abrantes, presidente de Carregal do Sal e CIM Viseu Dão Lafões, enfatizou a importância do evento para o território, no que foi secundado por Pedro Machado, presidente do Turismo Centro Portugal.

sábado, 17 de março de 2018

José Clemente venceu as eleições mais disputadas de sempre na Adega de Penalva do Castelo


A lista A, liderada por José de Frias Clemente ganhou as eleições para a Adega Cooperativa de Penalva do Castelo que tiveram lugar no dia 14 de março.
Nas eleições mais concorridas de sempre para a Adega de Penalva, José de Frias Clemente, que era candidato a presidente do conselho de administração pela lista A, cargo que ocupa desde 1999, levou de vencida Vítor Pires que era o candidato da lista B ao mesmo órgão.
A lista A obteve 215 votos (57,5%) e a lista B obteve 159 (42,5%) segundo Dão e Demo apurou.
De referir que para além de José Clemente, de Lisei, como presidente, a lista A tinha como secretário José Fortunato Albuquerque, de Soito Ruivo, e como tesoureiro Alberto Gonçalves, da Encoberta, sendo a Assembleia Geral liderada por Luís Manuel Magalhães Cabral, de Rio de Moinhos e o Conselho Fiscal por João Hugo O’Neill, da Quinta do Jadão.
Já a lista B apresentava para a administração, para além de Vítor Pires, Carlos Santos, de Pindo, e Luís Albuquerque, de Sezures, sendo a assembleia geral liderada por Leonídio Monteiro, de Penalva do Castelo e o conselho Fiscal por João José Almeida Albuquerque, de Rio de Moinhos.
Quanto ao futuro, José Clemente referiu-nos que irá “continuar a trabalhar, como até agora, na defesa dos associados e da cooperativa”.

sábado, 10 de março de 2018

Nos corredores!



in: DÃO E DEMO
Por: Acácio Pinto
Eufémia, Asdrúbal, Inocência, Manuel e tantos outros. Precipuamente nomes dos anos 30 do século XX. Nomes debitados minuto a minuto num ritmo maquinal por quem, neste fim de linha, tem de dar resposta a um mar de problemas que não encontra solução a montante.
Por entre manobras de macas, que se atropelam em corredores congestionados por pulseiras amarelas e laranjas, sobram gemidos, silêncios, dores e gritos de quem procura um soro miraculoso ou um comprimido do além.
Em espaços desafogados, as secretárias anchas são, quantas vezes, inspiradoras de sestas e de renovados bocejos em cada dia que passa. As mesas redondas junto à janela casam, na perfeição, com a importância das reuniões ‘faz-de-conta’ que, quadrienalmente, acontecem para se apresentar, mais uma vez, aquela proposta de obras para ampliação da urgência ou para a construção da radioterapia (que tarda e muito!).
Por entre corredores e salões recobertos por madeiras nobres e tapeçarias flamengas sobram créditos de decisões tantas vezes ‘maltomadas’ por pareceres sustentados, que nos dizem ser, em análises estatísticas fatoriais e multivariadas.
Os exames prescritos são ditados para o digital de um sistema que funciona por gavetas que se abrem e fecham ao ritmo do clique de um raio x ou de um pipipi de um eletrocardiograma.
As batas amarelas ou azuis são tantas vezes suplicadas por olhos baços, que, em desespero, só querem ir ao WC, após horas sem fim naquele ‘IP3’ apertado e perigoso. As outras, as batas brancas, essas, são perseguidas pelo olhar ansioso de acompanhantes impotentes na esperança de que será agora.
Os intermediários, quais “intérpretes do povo”, por entre sápidos cocktails sociais, lá vão encontrando uns espaços para uns dribles e simulações que originem uns “spins” nas rádios e nos jornais com as consequentes partilhas pelos apaniguados nas redes sociais para nos convencerem de que a resolução está iminente.
Depois de sete horas, já com as gavetas cheias de linguagem de programação ditada pelos chips da tecnologia, surge uma bata branca a despedir-se de uns e a abrir novas gavetas para tantos outros que entretanto entraram para os corredores deste sem fim de uma vida sempre a acontecer.

“Trinta e Cinco”, um novo conceito de sapataria e roupa para criança | Já abriu em Viseu


“Trinta e Cinco – concept store” é a designação da nova sapataria, com calçado para homem senhora e criança, com calçado desportivo e ainda roupa para criança, que hoje, dia 9 de março, ao final da tarde, abriu portas ao público em Viseu, na rua Alexandre Lobo, no rés do chão do nº35.
Num estilo sóbrio e elegante, esta nova loja comercial que em muito vem acrescentar qualidade a esta já de si muito comercial rua de Viseu, pertence à sociedade comercial com a mesma designação da loja, “Trinta e Cinco – concept store”, que é detida por Ângela Santos, advogada, com escritório em Viseu, no mesmo prédio da loja, e por Hugo Duarte, empresário com várias lojas comerciais, em Viseu e na região, na área do vestuário.
Esta novel store viseense, que radica a sua beleza na simplicidade decorativa, vai comercializar calçado para homem, senhora e criança, com a coleção de calçado desportivo a integrar as principais marcas do mercado mundial. Comercializará, igualmente, carteiras de senhora. Para além disso, irá ter, nos seus cerca de 200 metros quadrados de espaço expositivo da loja, uma secção de vestuário para crianças, dos 2 aos 14 anos.
O horário de funcionamento será entre as 10h e as 19h30m, sem interrupção para almoço.

domingo, 28 de janeiro de 2018

Francisco Carvalho abriu as portas da biblioteca de Penalva do Castelo para a apresentação do livro “Horas incertas”

Notícia DÃO E DEMO
O livro de poesia de Joaquim Rodrigues, “Horas incertas”, foi apresentado este domingo, dia 28 de janeiro na Biblioteca Municipal de Penalva do Castelo, ante um auditório cheio de pessoas de Penalva e de Tarouca.
Francisco Carvalho, o presidente da câmara, que fez questão de estar presentes, a abrir a sessão referiu que era um grande prazer abrir a biblioteca para a apresentação de livros e de eventos culturais, nesse caso com redobrada alegria pois Joaquim Rodrigues, o autor, é um filho do concelho, natural da freguesia de Esmolfe, atualmente radicada em Tarouca. Aliás, Francisco Carvalho considerou mesmo o autor como “um embaixador itinerante de Penalva do Castelo e um penalvense genuíno”.
Quem também interveio foi Acácio Pinto, também ele autor de livros na área da poesia e ficção, natural e residente em Sátão, e que em palavras de circunstância falou sobre o autor dizendo que se “trata de uma pessoa simples, afável e genuína”. Uma pessoa que “deixa brotar, de dentro de si, aquilo que de mais transparente e cristalino pode brotar de um ser humano”. Igualmente elogiou a Câmara Municipal de Penalva do Castelo pelo apoio que dá aos autores com raízes no concelho e pelo dinamismo que imprime à biblioteca municipal.
A César Carvalho, professor, também ele com obra publicada, residente em Tarouca, coube a tarefa da apresentação do livro, coube-lhe a missão de traçar uma análise sobre a obra que Joaquim Rodrigues deu à estampa. E fê-lo com sapiência, com erudição e com o brilhantismo de um homem da cultura e de cultura, há muito ligado à escrita e às manifestações culturais. César Luís Carvalho designou Joaquim Rodrigues como o “poeta dos horizontes”, de todos os horizontes.
A encerrar a sessão Joaquim Rodrigues, que se designa de “poeta dos infinitos”, agradeceu a presença de todos e de forma especial ao presidente da câmara o facto de o ter recebido na sua terra, “onde fui menino, permitindo-me sair daqui mais rejuvenescido”, referiu o autor, visivelmente comovido. Mas Joaquim Rodrigues para além de se referir a esta sua obra quis ainda deixar uma nota, ainda que breve, sobre as suas anteriores quatro publicações, permitindo-se ler um pequeno trecho de cada uma delas, destacando, a encerrar, a sua “humildade perante a vida e a sua ingenuidade perante o amor”.

Registe-se que esta obra, com 96 páginas, é uma edição do autor, com revisão de César Luís Carvalho e com paginação, impressão e acabamentos da Tipografia Exemplo, Artes Gráficas, de Tarouca.